Contos, Fatos e Histórias de quem as escreve. Imagens do dia-a-dia. Relatos sobre o mundo hoje. Um pouco de tudo.
sábado, 5 de março de 2016
Verdades ou Mentiras
Lá pelos anos de 1985.... já se cantava verdades ou mentiras ... jogo de esconde esconde....
Nós temos memória muito curta.
Alguns colocam a culpa na Ditadura Militar. Que o regime impedia que se falasse abertamente sobre nada.
Outros dizem que isso só ocorreu nos grandes centros ... que lá pro interior do Brasil isso nem se sabia.
Verdades E Mentiras
Sá e Guarabyra
Compositor: Sá/Guarabyra
Responda depressa quem se acha esperto
Quem sabe de tudo que é certo na vida
Porque que a cara feroz da mentira nos pode trazer
tanta felicidade
Porque que na hora da grande verdade às vezes o povo
se esconde se esquece
Verdade....esconde esconde, jogo de esconde esconde
tudo se esconderá
Mentira.... esconde esconde, jogo de esconde esconde
tudo se esconderá
Verdade, mentira
Verdade ou mentira
Às vezes é sua inimiga a verdade
Às vezes é sua aliada a mentira
Aquilo que a vida nos dá e nos tira
Não anda de braços com a sinceridade
Por onde será que é mais curto o caminho
Qual deles mais sobre
Qual deles mais desce
Verdade....esconde esconde, jogo de esconde esconde
tudo se esconderá
Mentira.... esconde esconde, jogo de esconde esconde
tudo se esconderá
Verdade, mentira
Verdade ou mentira
Tem gente que jura que a vida é virtude
Tem gente que faz o bem por falsidade
Não há no universo uma força que mude
O dom da mentira, o som da verdade
A lábia do sábio, a arma do rude
São Deus e o Diabo unidos na prece
Verdade....esconde esconde
jogo de esconde esconde
tudo tudo se esconderá
Mentira.... esconde esconde
jogo de esconde esconde
tudo tudo se esconderá
Verdade, mentira
Verdade ou mentira
esconde esconde
jogo de esconde esconde
tudo tudo se esconderá.... mentira
esconde esconde, esconde
tudo tudo se esconderá
verdade... esconde esconde,
jogo de esconde esconde
tudo se esconderá...mentira
esconde esconde, esconde
tudo tudo se esconderá
Nós temos memória muito curta.
Alguns colocam a culpa na Ditadura Militar. Que o regime impedia que se falasse abertamente sobre nada.
Outros dizem que isso só ocorreu nos grandes centros ... que lá pro interior do Brasil isso nem se sabia.
A Ditadura calou o que se convencionou chamar vermelho a sociedade socialista - comedora de criancinhas, pra terem certeza disso basta pesquisar um pouquinho as propagandas da época, tanto Norte Americanas quanto as que chegaram aqui. E por favor não confundam com a Ditadura do Estado Novo Getulista - são coisas distintas e com focos particulares.
A Ditadura provocou arte - uma arte ora ingenua outra vanguardista - que tentava falar daquilo que lhe doía, sem ter que passar pelo porões da CODI.
Hoje pleitiamos uma arte contemporânea onde até a morte efêmera é tratado como belo, vira vídeo, vira quadro, vira música, vira show e vira notícia.
O tempo todo inúmeros vídeos são postados sobre violência, alguém apanhando ou batendo, ou estuprando, ou matando ou denegrindo alguém por alguma bobagem. Afinal a humilhação virou motivo de piada, tem que ser documentada e "viralizada" na internet.
Nossos valores se inverterão.
A Ditadura errou feio nos seus porões.
A Contra Cultura não fez a paz mundial - ela criou ou proporcionou um fanatismo celetista - com grupos de acordo com seus padrões ....
Compramos essa Gororoba como o melhor prato feito do dia. Tudo tem revês.
Esse é nosso revês nem 8 e nem 80.
Hoje o belo é a carne exposta, o sangue jorrando, o olho por olho. A verdade que estamos ficando cada vez mais animalizados - e menos racionais e humanos. O outro vale menos por que não compartilha o meu gosto; o outro é ruim porque não aceitou o presente; o outro é covarde porque não bateu.
Talvez eu seja muito crítica. O povo sempre gostou de um jeitinho ... e eu que acredito ainda numa utopia de que se todos se ajudassem viveríamos melhor. O sonho acabou. Benvindo realidade desastrosa.
Vivemos num tempo de faz de conta, a verdade ora é mentira e a mentira vira verdade. Não temos confiança na politica que podemos fazer e acreditamos que podemos fazer tudo. E podemos? Então a morte e a vida não significa nada.
Verdades E Mentiras
Sá e Guarabyra
Compositor: Sá/Guarabyra
Responda depressa quem se acha esperto
Quem sabe de tudo que é certo na vida
Porque que a cara feroz da mentira nos pode trazer
tanta felicidade
Porque que na hora da grande verdade às vezes o povo
se esconde se esquece
Verdade....esconde esconde, jogo de esconde esconde
tudo se esconderá
Mentira.... esconde esconde, jogo de esconde esconde
tudo se esconderá
Verdade, mentira
Verdade ou mentira
Às vezes é sua inimiga a verdade
Às vezes é sua aliada a mentira
Aquilo que a vida nos dá e nos tira
Não anda de braços com a sinceridade
Por onde será que é mais curto o caminho
Qual deles mais sobre
Qual deles mais desce
Verdade....esconde esconde, jogo de esconde esconde
tudo se esconderá
Mentira.... esconde esconde, jogo de esconde esconde
tudo se esconderá
Verdade, mentira
Verdade ou mentira
Tem gente que jura que a vida é virtude
Tem gente que faz o bem por falsidade
Não há no universo uma força que mude
O dom da mentira, o som da verdade
A lábia do sábio, a arma do rude
São Deus e o Diabo unidos na prece
Verdade....esconde esconde
jogo de esconde esconde
tudo tudo se esconderá
Mentira.... esconde esconde
jogo de esconde esconde
tudo tudo se esconderá
Verdade, mentira
Verdade ou mentira
esconde esconde
jogo de esconde esconde
tudo tudo se esconderá.... mentira
esconde esconde, esconde
tudo tudo se esconderá
verdade... esconde esconde,
jogo de esconde esconde
tudo se esconderá...mentira
esconde esconde, esconde
tudo tudo se esconderá
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Deus e o Diabo na Terra do Sol
Glauber Rocha foi primoroso na sua obra cinematográfica e na música da obra.
Quem dera ser um desse personagens ... Satanás, São Sebastião, Antonio das Mortes e Corisco.
Tem gente que se diz Santo e quem se diz o Diabo. Mas daí vem o anjo da morte e não diz quem é bem e mal.
Gosto de Corisco.
Perseguição - Sertão Vai Virar Mar
Sérgio Ricardo
Compositor: Glauber Rocha E Sérgio Ricardo
Se entrega, Corisco!
Eu não me entrego não!
Eu não sou passarinho
Pra viver lá na prisão!
Se entrega, Corisco!
Eu não me entrego não!
Não me entrego ao tenente,
Não me entrego ao capitão,
Eu me entrego só na morte,
De parabelo na mão!
Mais forte são os poderes do povo!
Farreia, farreia, povo,
Farreia até o sol raiar
Mataram Corisco,
Balearam Dadá.
O Sertão vai virar mar,
E o mar vai virar sertão!
Tá contada a minha estória,
Verdade, imaginação.
Espero que o sinhô tenha tirado uma lição:
Que assim mal dividido
Esse mundo anda errado,
Que a terra é do homem,
Não é de Deus nem do Diabo!
Quem dera ser um desse personagens ... Satanás, São Sebastião, Antonio das Mortes e Corisco.
Tem gente que se diz Santo e quem se diz o Diabo. Mas daí vem o anjo da morte e não diz quem é bem e mal.
Gosto de Corisco.
Perseguição - Sertão Vai Virar Mar
Sérgio Ricardo
Compositor: Glauber Rocha E Sérgio Ricardo
Se entrega, Corisco!
Eu não me entrego não!
Eu não sou passarinho
Pra viver lá na prisão!
Se entrega, Corisco!
Eu não me entrego não!
Não me entrego ao tenente,
Não me entrego ao capitão,
Eu me entrego só na morte,
De parabelo na mão!
Mais forte são os poderes do povo!
Farreia, farreia, povo,
Farreia até o sol raiar
Mataram Corisco,
Balearam Dadá.
O Sertão vai virar mar,
E o mar vai virar sertão!
Tá contada a minha estória,
Verdade, imaginação.
Espero que o sinhô tenha tirado uma lição:
Que assim mal dividido
Esse mundo anda errado,
Que a terra é do homem,
Não é de Deus nem do Diabo!
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
CURTO
CurtoCurta
Encurto
Num curto circuito
Energia se embate
Gerando vida
Na curta vida
Se curte adoidado
Encurtando a saída
Na saída da boate
ainda curtindo a bebida
uma tequila equilibrada na saliva
encurta a dor e a sorte
de um amor sem cor.
Na cor do sol nascente
Curte-se
toda a energia quente
pulsante
Trazendo um alargar de sorrisos ardentes
Curtindo a pele queimar com sal e areia
O dia finda
encurtado no inverno
audacioso no verão
Curte-se a vida
não a encurtando
em cercando de curtoscircuitos
em causando choques em contra mão
mas vivendo-a em intensidade de curtos segundos intensos tenso felizes
em curtas doses de paixão e altas doses de amor
alongando as curvas todas a cada manhã
curtindo o estar vivo.....
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
A outra
Sobe um escada, abre a porta
Entre aberta, observa
No quarto a outra
Outra cor
Outra luz
Outra coisa
Escondido o outro te olha
Te deseja
Te contém
Mas te reprimi
Na janela vizinha
o casal ja desnudo
o outro
só se contempla
A outra
se esforça
Se ergue e enfrenta
Mas apenas lamenta
As outras se queixam
do cabelo
da unha
da novela
e aquela fica sempre esquecida pra trás
A outra face
é dada a porrada
apanha
sangra
chora
rebate com a outra face tal qual a primeira
A outra
Entra sem pedir licença
Faz ninho
casa e passarinho
a que estava vai sendo esquecida devagarinho
A outra
amante
amiga
irmã
nunca quase cabem na mesma mulher
O outro se esconde
desce as escadas
observar sob as frisas da porta
as palavras dadas para enganar.
Sempre tem um outro/a
a espera
ou a encontro
ou perdido
enquanto o que está se ausenta.
Entre aberta, observa
No quarto a outra
Outra cor
Outra luz
Outra coisa
Escondido o outro te olha
Te deseja
Te contém
Mas te reprimi
Na janela vizinha
o casal ja desnudo
o outro
só se contempla
A outra
se esforça
Se ergue e enfrenta
Mas apenas lamenta
As outras se queixam
do cabelo
da unha
da novela
e aquela fica sempre esquecida pra trás
A outra face
é dada a porrada
apanha
sangra
chora
rebate com a outra face tal qual a primeira
A outra
Entra sem pedir licença
Faz ninho
casa e passarinho
a que estava vai sendo esquecida devagarinho
A outra
amante
amiga
irmã
nunca quase cabem na mesma mulher
O outro se esconde
desce as escadas
observar sob as frisas da porta
as palavras dadas para enganar.
Sempre tem um outro/a
a espera
ou a encontro
ou perdido
enquanto o que está se ausenta.
sábado, 21 de novembro de 2015
No fim de tudo
Há tempos sem escrever neste espaço, mais por falta de tempo do que de pauta.
Nestes dias de primavera, o calor tem sido de verão e as noticias dos fim dos tempos.
Uma onda de terror abala a Europa, em plena Paris.
Aqui ao lado, em Mariana, cidade histórica cheia de recantos, uma avalanche de detritos minerais invadiu a cidade; a represa de drenagem da mineração se rompeu, devastando um dos principais rios da região sudeste - o Rio Doce - um crime ambiental que não tem reparo para mais de 14 cidades que vivem a margem do rio e dele tiravam sustento e abastecia as cidades. Estrago que talvez em 30 anos consiga ser minimizado, mas não consertado.
O ano não acabou, os sonhos ainda precisam ser refeitos e conquistas realizadas.
O Estado do Rio está em eminencia de falência financeira.
O assunto do ano foi a inflação e crise econômica - agora ela deu as caras - o natal ja chegou antes mesmo de começarmos a pensar nele.
O simbolo do Natal do Rio também sofreu um choque, antes de estar pronta a arvore da Lagoa se entortou com o vento da semana....
Entre tanta tragedias, no cinema estreou Chatô - o rei do Brasil, depois de 10 anos de delongas para sua conclusão e divulgação. Como Chatô o filme tem um ar de obra de arte como uma construção de um ser amado e odiado, faz da comunicação sua principal ferramenta de acordo com os seus interesses, onde a influencia vale tanto quanto o dinheiro.
A cidade ainda vagueia sobre seu aniversário, muito deslumbrando uma sombra odiosa do Pereira Passos.
Entre um vão e outro os trilhos do VLT vem surgindo nas ruas do centro da cidade, reconstruindo ou reconduzindo as vias de acesso. O ressurgimento da Praça Mauá como área de lazer e de encontro, tem ficado bonita todos os dias. Logo volto a ver a Av. Central de mar a mar, esquecemos os contornos dos sacos e enseadas - aterrados de sombras, escombros e deslizes.
No fim sempre teremos um recomeço, mesmo que esse não seja como esperamos.
Daqui a mais uns dias um novo ano inicia-se e tudo que foi prometido será prometido novamente; um novo ciclo do sol sobre tempo escaldante.
Nestes dias de primavera, o calor tem sido de verão e as noticias dos fim dos tempos.
Uma onda de terror abala a Europa, em plena Paris.
Aqui ao lado, em Mariana, cidade histórica cheia de recantos, uma avalanche de detritos minerais invadiu a cidade; a represa de drenagem da mineração se rompeu, devastando um dos principais rios da região sudeste - o Rio Doce - um crime ambiental que não tem reparo para mais de 14 cidades que vivem a margem do rio e dele tiravam sustento e abastecia as cidades. Estrago que talvez em 30 anos consiga ser minimizado, mas não consertado.
O ano não acabou, os sonhos ainda precisam ser refeitos e conquistas realizadas.
O Estado do Rio está em eminencia de falência financeira.
O assunto do ano foi a inflação e crise econômica - agora ela deu as caras - o natal ja chegou antes mesmo de começarmos a pensar nele.
O simbolo do Natal do Rio também sofreu um choque, antes de estar pronta a arvore da Lagoa se entortou com o vento da semana....
Entre tanta tragedias, no cinema estreou Chatô - o rei do Brasil, depois de 10 anos de delongas para sua conclusão e divulgação. Como Chatô o filme tem um ar de obra de arte como uma construção de um ser amado e odiado, faz da comunicação sua principal ferramenta de acordo com os seus interesses, onde a influencia vale tanto quanto o dinheiro.
A cidade ainda vagueia sobre seu aniversário, muito deslumbrando uma sombra odiosa do Pereira Passos.
Entre um vão e outro os trilhos do VLT vem surgindo nas ruas do centro da cidade, reconstruindo ou reconduzindo as vias de acesso. O ressurgimento da Praça Mauá como área de lazer e de encontro, tem ficado bonita todos os dias. Logo volto a ver a Av. Central de mar a mar, esquecemos os contornos dos sacos e enseadas - aterrados de sombras, escombros e deslizes.
No fim sempre teremos um recomeço, mesmo que esse não seja como esperamos.
Daqui a mais uns dias um novo ano inicia-se e tudo que foi prometido será prometido novamente; um novo ciclo do sol sobre tempo escaldante.
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domingo, 26 de julho de 2015
Abraço
Abraço
Em cada braço, uma fita.
Uma fita que da um laço, um laço bem dado
Que envolve
Que aperta
Que aquieta
Que desperta
No laço do abraço
Só tem os braços e o pulso do coração marcando
Dentro do abraço
Do laço
Cabe quase tudo que pulsa
Cabe amor
Amizade
Carinho
Raiva
Desejo
Inveja
Felicidade...
No abraço
Sempre tem conforto do laço
E o medo do aperto ser maior que o corpo.
Abrace
Lace
E enlace a si e ao outro
Em qualquer tempo
Com o tempo os abraços afrouxão
Corações e mentes.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Pedra e Água
De gota em gota ... a água fura a pedra.
A pedra dura, firme e estupida.
Fura.
A água macia, fluida e frívola.
Fura
Fura
Fura
Em tempo em tempo, tudo passa. Logo tudo se esquece
Esquece-se no tempo
Com tempo
Sem tempo
Em tempo
Tudo passa....
Eu quero tempo e ser água
Sou página rasgada sobre rocha intacta.
Peço a água quebre meus dogmas e transborde meu papel
Peço a pedra seja por vezes branda e que a água seja mais veloz.
Veloz ...
de gota em gota ... devagar ...
se rompe o que se contem ou que conteve ...
Com tempo
Em tempo
Fluído.
A pedra dura, firme e estupida.
Fura.
A água macia, fluida e frívola.
Fura
Fura
Fura
Em tempo em tempo, tudo passa. Logo tudo se esquece
Esquece-se no tempo
Com tempo
Sem tempo
Em tempo
Tudo passa....
Eu quero tempo e ser água
Sou página rasgada sobre rocha intacta.
Peço a água quebre meus dogmas e transborde meu papel
Peço a pedra seja por vezes branda e que a água seja mais veloz.
Veloz ...
de gota em gota ... devagar ...
se rompe o que se contem ou que conteve ...
Com tempo
Em tempo
Fluído.
domingo, 1 de março de 2015
450 anos Cidade Maravilhosa
É aniversario da Cidade maravilhosa!
Não é todo dia que se comemora 450 anos.
Mas bem que esses 450 anos poderiam ser bem melhor comemorado...
Fato que a cidade tem 2 datas de aniversário o que faz qualquer um meio doido...
Tem gente que acha que o dia é 20 de janeiro - dia do Padroeiro da cidade - dia de São Sebastião. Que de fato é uma data importante para cidade.
E a data de 1 de março dia da fundação da cidade por Estácio de Sá.
A cidade anda em polvorosa. O transito caótico. Obras para todos os lados.
As conversas falam da falta d'água e da provável falta de energia.
A cidade cresce em ritmo de bateria de escola de samba.
E antes que acabe em pizza todo o carnaval..
E melhor que termine mesmo com pasteis e cerveja gelada.
Entre um compasso e outro, a cidade anda na corda bamba da sua redescoberta constante.
Ela transpira o tempo presente de forma alucinante.
Que ela aguente essa tranqueira para no futuro alguém contar mais 450 anos de história.
Não é todo dia que se comemora 450 anos.
Mas bem que esses 450 anos poderiam ser bem melhor comemorado...
Fato que a cidade tem 2 datas de aniversário o que faz qualquer um meio doido...
Tem gente que acha que o dia é 20 de janeiro - dia do Padroeiro da cidade - dia de São Sebastião. Que de fato é uma data importante para cidade.
E a data de 1 de março dia da fundação da cidade por Estácio de Sá.
A cidade anda em polvorosa. O transito caótico. Obras para todos os lados.
As conversas falam da falta d'água e da provável falta de energia.
A cidade cresce em ritmo de bateria de escola de samba.
E antes que acabe em pizza todo o carnaval..
E melhor que termine mesmo com pasteis e cerveja gelada.
Entre um compasso e outro, a cidade anda na corda bamba da sua redescoberta constante.
Ela transpira o tempo presente de forma alucinante.
Que ela aguente essa tranqueira para no futuro alguém contar mais 450 anos de história.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Todo Carnaval tem seu fim....
Seguindo a letra da música peço _ deixa eu brincar de ser feliz, deixa pintar o meu nariz.
Meu carnaval terminou dia 16 as 22h52 com uma banda na perna direita pelas costas dadá por um individuo inconsequente para roubar um celular.
Bom, o celular foi e eu fiquei.
O rosto comeu chão de brita, 11 pontos no rosto, um dente quebrado, roxo na canela direita, roxo no cotovelo direito, arranhões na coxa esquerda, ponta do dedão esquerdo aberta, mão esquerda luxada....
Não, não quebrei nada.
A mira do cara era o celular na mão direita, precisou me derrubar pra levar um celular de R$100 reais....
Pobreza pouca é bobagem.
A verdade que o carnaval cada ano que passo fica algo inviável pra mim. Sempre tenho uma história triste para contar ... É o segundo carnaval que perco um celular, da outra vez foi pior num primeiro momento pois levaram a minha bolsa com tudo ... Bem mas eu recuperei tudo.
Desta vez meu corpo gritou. O maxilar doí.
Os blocos são para os foliões e as ruas aos ladrões... Entre um beco e outro a violência "dançou" livre leve e solta, tomando vidas e viventes pelas mãos.
Aos exagerados de plantão que se cuide ainda tem muito ano de 2015 pela frente.
Que bom que os pierrôs e as colombinas conseguiram se divertir...
Lembro que para muitos só acaba hoje domingo.
Olho e percebo... que o tempo é implacável....
Todo dia um ninguém José acorda já deitado
Todo dia, ainda de pé, o Zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo
Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
E é o fim
E é o fim
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz
Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar.
Sonho de Um Carnaval
Chico Buarque
Carnaval, desengano
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei
Quarta feira sempre desce o pano
Carnaval, desengano
Essa morena me deixou sonhando
Mão na mão, pé no chão
E hoje nem lembra não
Quarta feira sempre desce o pano
Era uma canção, um só cordão
E uma vontade
De tomar a mão
De cada irmão pela cidade
No carnaval, esperança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente grande saiba ser criança
Meu carnaval terminou dia 16 as 22h52 com uma banda na perna direita pelas costas dadá por um individuo inconsequente para roubar um celular.
Bom, o celular foi e eu fiquei.
O rosto comeu chão de brita, 11 pontos no rosto, um dente quebrado, roxo na canela direita, roxo no cotovelo direito, arranhões na coxa esquerda, ponta do dedão esquerdo aberta, mão esquerda luxada....
Não, não quebrei nada.
A mira do cara era o celular na mão direita, precisou me derrubar pra levar um celular de R$100 reais....
Pobreza pouca é bobagem.
A verdade que o carnaval cada ano que passo fica algo inviável pra mim. Sempre tenho uma história triste para contar ... É o segundo carnaval que perco um celular, da outra vez foi pior num primeiro momento pois levaram a minha bolsa com tudo ... Bem mas eu recuperei tudo.
Desta vez meu corpo gritou. O maxilar doí.
Os blocos são para os foliões e as ruas aos ladrões... Entre um beco e outro a violência "dançou" livre leve e solta, tomando vidas e viventes pelas mãos.
Aos exagerados de plantão que se cuide ainda tem muito ano de 2015 pela frente.
Que bom que os pierrôs e as colombinas conseguiram se divertir...
Lembro que para muitos só acaba hoje domingo.
Olho e percebo... que o tempo é implacável....
Todo dia um ninguém José acorda já deitado
Todo dia, ainda de pé, o Zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo
Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
E é o fim
E é o fim
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz
Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar.
Sonho de Um Carnaval
Chico Buarque
Carnaval, desengano
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei
Quarta feira sempre desce o pano
Carnaval, desengano
Essa morena me deixou sonhando
Mão na mão, pé no chão
E hoje nem lembra não
Quarta feira sempre desce o pano
Era uma canção, um só cordão
E uma vontade
De tomar a mão
De cada irmão pela cidade
No carnaval, esperança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente grande saiba ser criança
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