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quinta-feira, 9 de julho de 2020

Fotografia

Tlick!
Click!
O som do obturador marca o momento em que a fotografia será feita.
O tempo de abertura e o seu diâmetro determina que tipo de luz esperamos captar para ter uma boa foto.

A foto é o momento congelado no tempo.
Antes da foto o que tínhamos era a pintura e a gravura....
A fotografia foi uma revolução tecnológica.
Nunca mais pensamos em ficar horas posando para um pintor para fazer um quadro como a nossa imagem. A fotografia - a escrita da luz ou sua sombra ... fez e faz uma diferença nosso dia a dia.
Se antes para termos uma fotografia tínhamos uma câmera com um filme com uma química que queimado pela luz e depois de revelado em processo de corrosão tínhamos uma imagem do tal instante - hoje as câmeras estão ai nas palmas das mãos a torta a direita nos celulares.
As fotos são publicadas de forma online de maneira quase que imediata em que tocamos o botão do obturador do celular.
Nunca produzimos tantas imagens por segundo.
As câmeras dos celulares melhoraram e muito nos últimos 10 anos.... eu ainda tive câmera compacta digital melhor que as dos celulares ... e seu armazenamento e transferência de dados era uma grande porcaria. Tinha celulares que não permitiam esse tipo de recurso .... E a internet ainda não fibra ótica e nem 3G.

Ah! como amo fotografia.
Lembro que pedi a minha câmera fotográfica tinha uns 13 anos ... e perturbei meu pai por meses para ter uma câmera. Ganhei uma Sonora love ... uma máquina fotográfica descartável que era trocada a cada revelação do filme ... tinha um filme estreito, diferente das câmera fotográfica como de 125mm.

Eu ganhei uma câmera fotográfica descente quanto fiz 14 anos, uma yaschica manual. Usei ate ela quebrar o botão da manivela. Depois comprei uma eletrônica.. uma porcaria... continuei tentando trabalhar com a Olympus trip 35 do meu pai depois que ele faleceu... mas o tempo fez eu aposenta-la.

Meu pai tinha uma outra maquina grande em formatão ... esqueci agora o nome - vendi a tal caixa por 10 reais na feira de antiguidades quando tinha 16 anos... a falta de grana me impulsionou vender varias coisas - tempos ardos.

Eu queria aprender sobre Astrofotografia mas precisava de uma boa câmera para poder controlar o obturador por conta do tempo de exposição .

Hoje qualquer um pode tirar fotos, mas nada como um profissional para fazer aquelas fotos mágicas ...
Gosto mais de bater o botão do obturador  do que estar na frente da câmera...

As fotos hoje não são mais em granalumatura mas em pixel... Então quanto maior a quantidade de megapixel melhor será a resolução da imagem.... 
Clik! 
Fotógrafo o tempo.
Click!
Guardo o tempo no instante tentando guardar a alma alheia.
Click!
A paisagem eterniza ...



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Real e Imaginário

Entro e saio de um mundo imaginário.
No mundo real a correria, barulho, cheiro ferro queimado, cores confusas, gente em desalinho correndo, andando, sem ver quase nada.
No mundo real quase não se tem tempo, tudo é para ontem, para já. Não olha-se nos olhos dos outros, os sorrisos são frágeis, os acenos frios, uma hora ou outra observo um beijo mais ardente perdido no meio da multidão da correria.
Aos gritos escuta-se de tudo, não entende-se nada. É como uma música torta que ecoa na multidão.
As pessoas esbarram-se e nada falam. Derrubam-se e logo levantam-se sem nada dizer.
No meio tudo, um imenso vazio. As pessoas e as coisas parecem vazias.
Nessas horas abro a porta do mundo imaginário...
As coisas falam.
As ruas ganham cores.
As pessoas tornam-se personagens de um livro mítico, com outras cores e formas.
Neste mundo passeio observando as casas e jardins, sua arquitetura, seus traçados, seus moradores que vem a janela. Os bichos sempre sonolentos, pedindo um tanto de carinho. Como gostaria de poder afaga-los sem medo.
Neste espaço imaginário reina um silencio, que é quebrado pelos pássaros e folhas ao vento.
Logo alguém me toca no ombro, assusto-me e percebo que tenho que voltar para realidade. O encantamento desfaz-se no ar.
Há outros mundos imaginários, que deslumbro no meu trabalho, olhando as estrelas, contando histórias sobre o infinito de nós.
Lá a realidade volta é quando a luz acende... a magia tem hora para acabar.

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Hoje foi um desses dias corridos.
Bem corridos.
Tive uma raiva infame. Ha troco agora pelas letras vicinais.
Tive uma atividade inusitada, dessas de filme. Sabe quando a gente marca alguém para fazer algo, mas ocorre um desencontro desses capitais? Então aconteceu hoje.
O fato de não saber que também havia uma faetec, que não é cefetec, que também não fica no IF, fez que houvesse uma série de desencontro, conta também que o telefone não ajudou muito pois mal consegui ouvir a pessoa do outro lado ... meu desespero foi grande... tive medo... tive receio.... pela outra pessoa se perder, acontecer algo, e eu tinha algo a entregar ,  e se algo acontecesse com as coisas??  no meu pulsar e impulso sem pensar fui do IF a Faetec, no meio do caminho no onibus resolvi descer, fiz a mesma coisa que a outra pessoa fez fui pelo caminho contrario... fui em direção a Faetec. Depois de andar quase 1km, voltei ao centro da cidade ... e finalmente encontrei a pessoa.. meu coração se acalmou... mas a preocupação não...
Ainda tinha que voltar ao IF e almoçar ... o estado tensão dessa manhã me deixou exausta.
Antes de tudo tinha rolado uma prova surpresa... dessas saborosas ... e eu não tinha lido todos os textos, mas tinha lido algo, mas pra mim insuficiente ...
Voltar a academia tem me trazido um excelente trabalho antropológico.... de como a coisa poderia ser melhor ...  

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Deus e o Diabo na Terra do Sol

Glauber Rocha foi primoroso na sua obra cinematográfica e na música da obra.
Quem dera ser um desse personagens ... Satanás, São Sebastião, Antonio das Mortes e Corisco.
Tem gente que se diz Santo e quem se diz o Diabo. Mas daí vem o anjo da morte e não diz quem é bem e mal.
Gosto de Corisco.

Perseguição - Sertão Vai Virar Mar
Sérgio Ricardo
Compositor: Glauber Rocha E Sérgio Ricardo

Se entrega, Corisco!
Eu não me entrego não!
Eu não sou passarinho
Pra viver lá na prisão!
Se entrega, Corisco!
Eu não me entrego não!
Não me entrego ao tenente,
Não me entrego ao capitão,
Eu me entrego só na morte,
De parabelo na mão!

Mais forte são os poderes do povo!
Farreia, farreia, povo,
Farreia até o sol raiar
Mataram Corisco,
Balearam Dadá.

O Sertão vai virar mar,
E o mar vai virar sertão!

Tá contada a minha estória,
Verdade, imaginação.
Espero que o sinhô tenha tirado uma lição:
Que assim mal dividido
Esse mundo anda errado,
Que a terra é do homem,
Não é de Deus nem do Diabo!



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