sábado, 24 de maio de 2014

O museu virou museu?

Você já foi a um museu modernizado? Então vá...

E ai você entra no museu e é recebido por um "guia" (mediador ou monitor) da exposição ou simplesmente entra.
Os objetos estão dispostos de formas diversas, normalmente cada obra com uma ficha técnica mínima da obra - que fala muito pouco (descreve material, nome, data e autor).
Você passa pelas obras e se interroga: - Porque estas obras estão aqui?
Ou ainda: Porque essas obras foram selecionadas?
Ou: Do que se trata mesmo essa exposição neste museu?

Bem, entre uma dúvida e outra, o fato que você ao se questionar mostra quanto estamos distante do espaço museu e sua compreensão.
A idéia de museu que ainda temos em nossas memórias é um museu de colecionismo, de empilhar informações que nem sempre se relacionam entre si.
O papel e a forma do museu mudaram, e mudaram muito. Mudou não só na forma de se pensar o museu, organizar o museu, mas também a forma de se freqüentar o museu.

Os centros de divulgação cientificas museais tem ainda um aspecto conservador ligado ao cunho didático, contudo se mostram renovados quando tentar buscar novas formas de conversar temas, que para um público leigo possa parecer fácil, de forma leve, prática e divertida; mesmo que nem sempre da melhor forma possível.

Os museus têm buscado parcerias e as associações para dialogar seu espaço no universo cultural. Nessas associações podem facilmente estarem discutindo as ações e promoções de eventos que tenham dado certo, o que ocorreu de inesperado e qual é o papel do museu nesta sociedade sedenta de comunicação e informações instantâneas.

As exposições ganharam ares multimídia, com códigos que podem ser lidos no celular ou com possibilidade de baixar links específicos sobre uma obra ou experimento. O museu deixou de ser um colecionismo para ser uma experiência constante tanto para o museólogo e cenografista, tanto quanto para os visitantes que muitas vezes são surpreendidos pelas novidades.
É claro que sempre acontecem fatos que saem da curva, como o questionamento do porque de manterem de como era antes o museu, ou porque tanta modernidade para observa algo que já estava aqui há tanto tempo... Fato que essas perguntas aparecem dos dois lados... Gente querendo engessar e outras querendo inovar sempre .
O meio termo sempre é possível.

O museu de ontem não é mais o museu de agora. A idéia museu virou museu, pois os museus ganharam nas ultimas décadas mais pesquisadores e questionadores dos seus usos e funções.
Tem gente que diz que museu é coisa de gente velha. E tem gente que diz que museu só guarda coisa velha. Mas o que é velho são essas idéias.
O Museu virou museu e hoje é um Centro Cultural ou Espaço museal, com lugar para experimentação e encontros entre o passado e o presente.
Observar o passado também é uma forma de planejar o futuro.

Antes que você diga então você deve gostar muito de museu...

Digo que sim, mas gosto mais do poder de poder renovar conceitos e transformar o velho em novo, e a capacidade de acreditar que a mudança e o aprendizado constante fazem a diferença dos museus de outrora com o que vemos hoje nos grandes centros urbanos.....

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Entre cartas e jamins

Entre cartas e jasmins
Entre a tua a mão e a minha
Entre linhas e borrões
Entre lágrimas e florões

Nada era como foi
Nada será como agora
Nada é se não o que há

Ontem não te pertence
Amanhã ainda virá
O que nós resta?

Enquanto vasculho escombros
Você reluz ao sol

Nesta hora vazia
Ainda tem um raio de sol
Para preencher o deserto
e ainda fazer o dia.

Pois assim que finda a luz do dia
A prata margeia o céu
Com contorno de purpurina cintilantes
Transbordando em clarões a noite.

Encontro em mim
Abro os olhos
E nada vejo
Na luz da noite sua luz de dia se perdeu...

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Feriados Santificados

Hoje é dia de São Jorge, também aniversário do Pixinguinha.
Também poderia ser uma data qualquer.
Contudo entre um feriado e outro, o final de semana ficou mais longo para alguns.
Pascoa, Tiradentes e São Jorge....
Ainda teve o dia da Terra e o Descobrimento do Brasil, no dia 22 para serem lembrados.

Entre os feriados e os dias comuns a cidade se esbara nas obras.
Fecharam a Av. Brasil para colocação de mais uma ponte suspensa.
Demoliram mais uma parte da Perimetral na altura da Praça Mauá.

Feriados e transito parado na cidade maravilhosa....
Enquanto me tranco em meu quarto, no lugar escuro, com meus assombrosos pensamentos, pois nada mais resta dentro do peito.

Enquanto celebramos a Pascoa, renovamos a nossa fé e renascemos na esperança de sermos melhores.
Já em 21 de abril, comemoramos o mártir da Inconfidência, que serviu de simbolo da República feita num golpe, que lembra um "jesus" sendo sacrificado que será ressuscitado com a República de Floriano.
Logo 23 comemora São Jorge - que derrotou o dragão em nome da fé.... Mas sua data esta mais ligada a um sincretismo religioso, para a Umbanda Ogum - representa a capacidade do ser humano de controlar a natureza e utilizá-la para o benefício de todos com a força ligada aos metais e associado a guerra e o "vencedor de demandas".

Estamos em tempos de renovação e estas datas todas juntas configuram a certeza que a necessidade de renovar e quebrar nossas correntes que nos prende ao passado e a dor.

Vamos ser felizes!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Sapatos

Existe um objeto de tortura feminino, que muitas não abrem mão da estética.
Sim, uns tem bico fino, outro arrendondado.
Uns tem salto fino, outros blocados e outros anabelas.
São objetos de tortura.
Os sapatos.
Sei que surgiram as tais linhas conforto, mas que muitos consideram "feios"; eu ainda questiono se estes são de fato confortáveis...
No meios dos calçados femininos, além dos de salto, à o império das sapatilhas.
Se a sapatilha é um calçados baixo, que daria mais estabilidade aos pés.
Aos meus não.
Quase nada que calço é confortável.
Quero entender quem disse que calçado "conforto" é de fato confortável.
Quem afirmou que as sapatilhas são confortáveis?

O problema é comigo, deve ser.
Os calçados conforto só me causam bolhas. Bolhas.
Era para os Conforflex, Usaflex, Modare..... serem a solução para as minhas sessões tortura, mas esses também me torturam.(Os meus pés que os digam!)
Todos me machucam, de preferencia no calcanhar, nas laterais e nos mindinhos.
O fato de ter uma pisada supinada também piora a situação.
Que tal criarem sapatilha e sapatos femininos com molas e sistemas de amortecimento no calcanhar, macios, com sistema de moldagem dos pés; sapatos realmente confortáveis aos  pés, pois eles agradecem.


sábado, 22 de março de 2014

O Rio de Janeiro em Ponte Suspensa

Lá se foi o carnaval e o verão....
O tempo foi longo de ausências.
O Carnaval foi dos Garis - com a greve em pleno carnaval, o lixo foi a melhor fantasia que a cidade vestiu nos últimos anos de folia, pois se outros anos a desculpa era do banheiro químico, este ano a coisa degringolou de vez. Nada contra ninguém, mas fora a sujeira enorme que se acumulou este ano teve muito mijão. A cidade ficou perfumada sem lança perfume.
E o verão? Este foi como o carioca gosta com muito sol e calor; mas com um calor de deserto, pois os termômetros de rua chegaram a marcar 50ºC. Para refrescar só com muita água, e como sempre em muitos bairros nem chegava ... Foi o verão dos ar-condicionados e ventiladores e muita pouca chuva. Só vi chuva mesmo uns 7 dias no verão todo e espalhado.
E enfim o outono - ainda com cara de verão.... 


No meio disso tudo a cidade vive um turbilhão de obras.
Obras aqui, obras ali e acolá. Fecharam o mergulhão Praça XV e fecharam de vez a perimetral. Abriram a Via Binário. Inverteram mãos de ruas do Centro pra escoar o transito e fizeram uma volta ao passado com a volta da mão dupla da Av. Rio Branco.
A construção da Transcarioca segue de vento em polpa e logo um nova ponte estaiada surge no horizonte da cidade.
Aja obra e paciência do carioca para se locomover - o transporte público passou por dias caóticos com trens parados e metrô também.... quase todos os dias se escuta um problema novo e nenhuma solução ou resposta aos problemas são dados....
A especulação imobiliária segue firme e forte, com placas de vende em quase todos os condomínios, de forma alucinada. Não me lembro em outro tempo ter tantos imoveis a venda, só na minha rua são 7.
Tenho a sensação que cidade flutua sobre o caos e se deslumbra com a sua hiper-valorização.
Fato que os valores cobrados pela cidade neste verão estava caro demais até para os turistas. Muitos reclamaram e continuam reclamando. Antes era Brasilia, agora é Rio de Janeiro, estamos mais caros que todos...

Entre preços altos e obras megalomânicas há o discurso que é para melhorar a cidade. O prefeito atual sente-se inspirado no prefeito das Luzes - Pereira Passos, para revitalização da Zona Portuária e uma nova vista da cidade pela Praça XV e a Mauá; no contra-senso de demolição da via Perimetral e da construção de tuneis para escoamento do transito e a permissão de altos investimentos imobiliários.
Para outra ponta da cidade surgem as pontes estaiadas - como marco de embelezamento arquitetônico - encobrindo parte da paisagem dos morros cariocas.
A cidade está suspensa como as pontes estaiadas - sustentada por cabos finos estruturas suspensas em grandes vão que não servem para nada. A necessidade destas estruturas podem ser questionadas, pois muitas compartilham ao seu lado ponte e viadutos suspensos por blocos de concreto - sem nada interferindo a beleza natural da paisagem...
Acho que retrocedemos... na arquitetura e na maneira de planejar a cidade.

Estamos em suspensão... intransitáveis e sem vista natural.  


domingo, 26 de janeiro de 2014

ECA ou a Lei "do menor"

Antigamente, a aproximadamente 24 anos atras, não havia a Lei "do menor". 
A Lei "do menor" ou ECA tinha como base preservar as crianças dos maus tratos e do trabalho infantil; também tinha como prioridade assegurar qualidade de vida e bem estar aos menores perante a lei; também tinha como designação prover educação a todas crianças em fase escolar.
Até aqui nenhuma novidade.
Antes da lei do menor, era muito comum encontrar pais espancando filho - mas isso continua acontecendo; também era comum encontrar gente batente e explorando crianças nas ruas a troco de algumas moedas - mas isso continua acontecendo; antes da lei era comum só ter vagas nas escolas públicas crianças que tinham pais que tivessem dinheiro para comprar uniforme -hoje a prefeitura dá uniforme, lanche, paga bolsa família e ainda tem aprovação automática. 
Fato que antes estes jovens não tinham nem oportunidade de ir para a escola e hoje, muitas vezes tendo a oportunidade ainda acredita que LIBERDADE de viver está no ato de não seguir regras; então viver nas ruas, roubar, matar ou qualquer coisa do gênero se valem da lei "do menor" para se sentirem impunes da liberdade roubada e mutilada de acreditarem que é a unica coisa que resta é a liberdade de usar drogas, de não ter pai e nem mãe, de viver sob a custodia do estado - nas RUAS DA CIDADE MARAVILHOSA ou qualquer outra de uma grande cidade - sob a alegação que são menores e inocentes de suas atividades criminosas diante do restante da sociedade que também diz que seus filhos são inocentes por estudarem nos colégios santos e terem direito a dever de casa e beijo de boa noite quando os pais estão satisfeitos com suas notas regulares.  
Nos temos duas sociedades a que ama o ECA e a que o odeia. 
O fim da menor idade penal  para 16 anos é discutida para os pobres, marginais, que tem direito a escola pública sem qualidade (desculpa aos professores - não existe inocente nesta história!), que moram em condições ruins, que normalmente é criado por avó ou só por mãe, em situações onde a lei do mais forte é que fala mais alto ou "farinha é pouca meu angu primeiro". 
Não está discutindo a menor idade do jovens que estuda num colégio de alta classe e simplesmente entra num espaço publico qualquer é rouba objetos aleatórios para mostrar as coleguinhas da escola que é esperto...... ESPERTO!??? Ou este mesmo individuo resolve espancar uma pessoa na rua a revelia porque é acha que é um mendigo ou prostituta ou invalido só por BRINCADEIRA..... AFFFF..... 
Afinal a lei "do menor" é para todos ou só para alguns?
A lei do ECA era para ser para todos, mas no país de muitas lei e pouca prática o que impera é a impunidade e o jogo de empurrar de deveres e direitos entre Estado e Família, entre a justiça e a jurisprudência. 
Todos querem justiça, morte aos assassinos e glorias aos executores. 
Agora quando é que nós todos iremos colocar a nossa mão na massa é fazer que o que chamamos de família aconteça e faça o que todos queremos acontecer de verdade para que isso não seja mais um ato de desespero: EDUCAÇÃO.
Não to falando de educação escolar NÃO! TO FALANDO DE EDUCAÇÃO MORAL E SOCIAL DADA EM CASA POR PAI, MÃE, TIO, CACHORRO, PAPAGAIO E ETC... TODOS NOS SOMOS RESPONSÁVEIS PELA A EDUCAÇÃO DOS MENORES DIANTE DA LEI - POIS NÓS SOMOS O ESTADO. BELEZA PRA VOCÊ? 
Agora como acabar com os roubos por bandos de pivetes no Centro do Rio - chama o povo da assistência social que tem abordado os crackeiros e mais policia e mais uma agente do Estado - juiz da vara da infância e juventude por exemplo e mais um secretário da educação seria bom pra conversar com esses jovens a mudar de vida. Será que eles mudam???

Não quero mais leis eu quero que as que existem sejam de fato aplicadas ao rigor e não a revelia.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Feliz ano"Novo" ou será velho?

Com o Tempo não se brinca.                    
Ele é implacável em sua ação de corrosão.
A quem diga que o Tempo é amigo das curas e das dores da alma.
Também há quem diga que ele é carrasco do corpo, das vísceras e da pele.

Mas o Tempo é sempre bom e mal ao mesmo tempo.
Não temos como fugir de nossas ampulhetas, relógios e os dias.
E mesmo que congelássemos o Tempo, como num passe de mágica; ainda assim seriamos assombrados por ele na nossa não existência.

Viver 
É viver com o Tempo, em tempo, sobre tempo e sempre com tempo de saber sorrir.

Pois não basta acreditar no Tempo - implacável - sem acreditar em si mesmo; em superar os seus medos, suas dores e sem ter sonhos sobre o tempo.
Sabe que bom que temos Tempo, curto ou longo, para apreciar o que vivemos até aqui ou mesmo planejar novos sonhos, desejos e projetos. Pois se não temos Tempo para isso nós apenas passamos pela vida sem vive-la e ai sim o Tempo nos foi feroz demais para conseguirmos doma-lo em nosso peito ou em nossos pulsos ou em nossa paredes.

Se falo de Tempo.
Falo do vento que ressoa.
Falo das palavras ditas no silêncio.
Falo das alegrias feitas com a cura dos amores desfeitos...
Falo das rugas benditas e traçadas na esperança da maturidade alcançada.
Falo do nascimento coberto de inseguranças e infinitas verdades de que se apreende a viver todo os dias um pouco, como minutos do relógio.

tic-tac tic-tac tic-tac tic-tac tic-tac   

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

É Natal!! E o que fizemos para presentearmos a vida?

É Natal!
Estamos quase no fim do ano.
E quase tudo que podemos desejar, já desejamos.

Ando num desanimo imundo.

E de repente lembro dos amigos e das pessoas todas que conheci durante o ano.
E parece que logo todos nos os esquecemos - uns dos outros -
Daí me indago: Mas como esquecer?
O telefone mudo; e o silêncio persistente.
Mando torpedo para as pessoas. E alguns me respondem.... me assusto
Como tudo muda tão rápido...
Acho que perdi a rota que estava trilhando.

Sinto falta dos meus amigos
Onde estão?
Noticias de todos quero saber!
Como se cada um tem algo mais pra contar.
E eu quero gritar em voz alta : Uhhhh!!
Pois agora a única estória que tenho são aquelas que já aconteceram.
Quero urgente novas.
Para onde possamos viver novas alegrias tais quais a que vivemos neste ano que se esvai....

Celebremos a vida e o verão para renovarmos nossas energias.
O maior presente que nos demos a nós e aos outros é o braço amigo, a mão estendida, o peito aberto, o sorriso e gargalhadas fartas, dias de sol e dias de chuva com esperanças e alegrias ao outro - nos doando por metade ou por inteiro ao que nos faz completos; estes são os verdadeiros presentes que damos a vida.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Chuvas de verão e expansão urbana

Politica ambiental para os dias de chuva.
Prática ambiental para os dias de sol, chuva, nublado, frio ou quente.
Ações ambientais para o melhor uso do solo urbano.
Mas oque de fato temos?
Quase nada. Ações isoladas e políticas para evitar jogar lixo no chão e nos rios...
E mais nada...

Sempre chove muito um pouco antes do verão e chove sempre muito durante o verão.
Aqui no Rio de Janeiro, talvez janeiro chova menos que fevereiro e março, mas no verão não tem como fugir das características da estação. Fato que no inverno chove mas não tão intensamente que no verão.
Aqui no RJ as chuvas sempre são sinônimo de problemas e tristeza para os cariocas... que ficam contando com os dias de sol para ir a praia.
Verão as praias ficam cheias; o calor chega aos 43°c, as ruas ficam repleta de gente suando.

Quando a chuva de verão chega ao mesmo tempo que refresca traz alerta ao barraco, ao motorista e ao trabalhador.... logo a cidade vai parar....

Quem acha que isso é algo recente se engana. O problema é antigo, quase desde do tempo do império de D.João, que a cidade quase fica submersa....
Fato que arrasar morros melhorou um pouco a circulação dentro dos limites da área do centro urbano, aterrar lagoas e pântanos também permitiu sua ampliação, contudo em pouco contribuiu para o escoamento das águas das chuvas. Para completar retificamos rios e também canalizamos uns tantos outros que quando chove também buscam suas margens originais e transbordam até onde eram sua margem de transbordamento que muito ja esta urbanizada com ocupada por residencias onde deveria ser área de preservação do rio.

Aterrar é mais fácil.
Retificar é mais fácil.
Expandir onde não há gente é mais fácil.
Não planejar a cidade é mais fácil.
Especular o solo urbano é mais fácil.
Do que pensar e agir de forma ambiental, onde a cidade seria um sistema orgânico melhor para todos.
Ocupar encostas com regularização e estrutura urbana de fato.
Preservar nascentes e margens dos rios.
Melhor o sistema de drenagem da chuva e de esgoto.
Mas como isso tem sido difícil, não reclame da chuva e nem da enchente, pense onde vc mora e pense como morar de forma integrada com o meio ambiental é algo a ser requerido e não apenas sonegado.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Vende-se

Vende-se.
Para vender antes se teve que comprar ou adquirir.
Apesar de que no mercado de ações vende-se a descoberto - isso quer dizer vender ações que ainda não se têm.
Vende-se.
São as placas que encontramos hoje aos montes pelas ruas, pelas janelas das casas e apartamentos.
Vende-se.
Não são sonhos ou conquistas e muito menos esperanças. Vende-se imoveis e moradias.
De repente e não mais que de repente o boom imobiliário grita: Vende-se!
Há de pensar-se que alguns anos atrás os imoveis estavam mais acessíveis a classe média, tanto alta como baixa, para aqueles que tinham dinheiro para investir. Hoje o mercado imobiliário está na crista da onda no valor máximo dos imóveis, de uma forma que a muito tempo não se via tantos imóveis sendo vendidos, ofertados e construídos pela cidade.
Ora vamos! A cidade precisa crescer, expandir-se para os lados, para cima e para onde antes a especulação imobiliária exitava pensar em entrar.
 Hoje surgem novos empreendimentos em Santa Cruz e Campo Grande, que até 10 anos atrás eram tidos como algo pouco provável, assim como outras áreas tida como distantes e esquecidas pelo governo - tem recebido empreendimentos imobiliários grandes, com condomínios com tudo que se tem direito: piscina, academia, portaria, salão de jogos. 
Outro exemplo está próximo ao Norte shopping, que há 30 anos atrás era apenas uma área entre Del Castilho, Engenho de Dentro, Todos os Santos e Maria da Graça, uma região que detinha empresas e indústrias, que por conta da politica econômica do município fez que muitas fechassem as portas ou fossem embora; com a construção de um shopping  na região dinamizou a vida social nestes bairros, porém só nos últimos 10 anos é que a especulação imobiliária investiu em novos empreendimentos nesta região, que cresceu mais de 30% do que era durante todos os anos 90.
Logo, os novos empreendimentos, cujo já possui moradores logo apresentaram placas: vende-se.

O boom imobiliário tem prazo para acabar, talvez no fim da copa de 2014, outros dizem que durante as olimpíadas de 2016, mas é certo que os preços dos imóveis já chegaram ao seu limite de valor de venda, tanto para os ricos quanto para os especuladores imobiliários, para que o mercado continue funcionando ele tende a se estabilizar e um algum tempo o preço voltar a cair.
Para que coisa fica um pouco mais compreensível um apartamento simples (2 quartos, sala, cozinha, banheiro) na Zona Norte em 2004 custava em média 70 mil reais, hoje o mesmo imóvel tem chegado a custar 180 mil reais em média, dependendo da localização e a metragem do imóvel e ainda a infra-estrutura do condomínio....
Em nenhum tempo se valorizou tanto morar em condomínio de apartamentos onde as relações sociais ficam privadas aos encontros de corredor e as áreas de lazer dentro do condomínio; onde a vida em sociedade se resume muito a vida familiar e encontro mais que ocasionais e cada vez mais o individualismo impera e imprime característica num tempo no mundo. 
Então tão logo que o condomínio não nos atende mais logo mudamos. Logo queremos construir imóveis logo prédios em condomínios com tudo que  pode haver de facilidades, logo quando isso continua num ciclo de interesse economico e de interesse sociais do individualismo de consumo - sejamos felizes.
Vende-se 
Felicidade 
Vende-se 
Um novo conceito de morar e viver na cidade.
E em breve com o fim do boom 
Vende-se deseperadamente.
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