Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de maio de 2017

DENSAS CARGAS

Andamos sobrecarregados
sobrecarregados de nós mesmo.
Nós sorvemos nas comidas, nas bebidas, nos olhares atravessados nas ruas, no trabalho desenvolvido, nos estudos inacabados, nas rezas, nos cheiros, nos sentidos, nos sentires.....
Nos sobrecarregamos de tudo.
Ficamos pesados de nossos sentidos.
E quando nos privamos por algum tempo, seja ele qual for, em breve buscares algo novo a sorver.
Nas galerias de arte, nos teatros, nos cinemas, nas oficinas de artificies, sou flânuer do fazer do outro.
Me sobrecarrego dessas vivencias, desses cheiros e texturas.
Mergulho em mim construindo histórias que nunca serão vividas ou contadas.
Quantos foram os diálogos ditos mentalmente que nunca serão revelados ou narrados de fato.
SOBRECARREGO-ME
dessas vivencias tolas; na sede de esquecer a necessidade de falar todas as palavras possíveis.
Sobre carregados são os humanos que vivem e morrem na necessidade de sobreviver ao caos que tudo esta colocado, onde os meios e os saberes já lhe foram tomados.
Somos tão pueris, mas as nossas mochilas pesam mais que o corpo e distorcem o nosso andar; inocentens não as largamos no meio do caminho para voltar a correr atrás das pipas que bailam no céu, no céu dos sonhos das premissas do possível.
Sobrecarregados,largamos-nos no meio a calçada, o meio fio, no sofá, no seriado de tv, nas palavras vazias dos jornais e novelas e nos esquecemos de dizer boa noite, terminamos essa batalha e amanhã começara outra....

Na linha do horizonte muito limpo, limpo, limpo....se vê a camada da poluição avisando sobre o que respiramos....

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Pedra da Gávea - discussão para o FEMERJ

De alguns lugares da cidade se à vista uma pedra com  rosto, muito a chamam de Gigante deitado;
Chama-se Pedra da Gávea.

Do alto dos seus 844 metros de altitude  a visão que temos é da Praia de São Conrado e da Barra. Contudo chegar lá pode não ser uma tarefa fácil.
Este fim de semana mais um turista morreu num acidente subindo a Pedra. Então você pensa ele estava escalando sem equipamento para ter morrido, pois nos sites de turismo dizem que seu acesso é tranquilo porém pesado. Quanta despretensão que temos sobre um morro carioca.

Alerta tem que ser dado.

Os grupos de turismo ecológico buscam que as autoridades do Parque da Tijuca coloque no local chamado "carrasqueira" um cabo de aço para dar mais segurança e mais facilidade de acesso ao local.

Os clubes de montanhismo da cidade que organizam eventos, preparam guias, monitoram vias de acesso, divulgam trabalhos sobre preservação e uso sócio-ambiental das trilhas da cidades são contra colocarem um cabo de aço no local, pois vai aumentar o uso da via aumentando o impacto ambiental, assim como vai criar uma falsa segurança no local, criando talvez mais vitimas no local.

Fato que falta é informação. A Pedra da Gávea pode ser muito fácil para um escalador experiente, mas pode ser algo muito difícil para quem nunca fez nem o Morro da Urca.

Existem vários parques no Brasil em que existe limite de visitante para o acesso de áreas do parque, além de exigirem que o grupo tenha um guia de turismo ecológico ou de montanhas credenciado aos devidos órgãos e tenha registro no parque provando que conhece as trilhas do lugar. Isso passa credibilidade, segurança e satisfação de que fará um passeio ecológico prazeroso.

Quanto a Pedra da Gávea vale a discussão de colocação de placas informativas dos riscos de acesso, melhor orientação das guaridas do PNT, melhor orientação sobre os riscos e a necessidade de uso de equipamento de segurança para a pratica do montanhismo tanto pelo parque quanto pelos órgão de turismo e pelos grupo de turismo ecológico. Pois segurança na montanha ou nos morros - não é artigo de luxo - é carinho e respeito por si e pelo outro.
O montanhismo é união de pessoas pelo prazer do desafio da altitude, mas esse prazer passa em um ajudar o outro a conquistar o cume da montanha, e esse prazer no coletivo só quem faz sabe o quanto vale.

Precisamos pensar no melhor para todos. A Pedra da Gávea faz parte do desenho e do imaginário carioca, alcança-la pode ser um premio de reconhecimento de seus próprios limites como pode ser também fim de um sonho. Respeita-lá como rocha também deve ser dever de todos que querem acessar suas vias, nós não somos rocha - somos
barro e quebramos com facilidade.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Chuvas de verão e expansão urbana

Politica ambiental para os dias de chuva.
Prática ambiental para os dias de sol, chuva, nublado, frio ou quente.
Ações ambientais para o melhor uso do solo urbano.
Mas oque de fato temos?
Quase nada. Ações isoladas e políticas para evitar jogar lixo no chão e nos rios...
E mais nada...

Sempre chove muito um pouco antes do verão e chove sempre muito durante o verão.
Aqui no Rio de Janeiro, talvez janeiro chova menos que fevereiro e março, mas no verão não tem como fugir das características da estação. Fato que no inverno chove mas não tão intensamente que no verão.
Aqui no RJ as chuvas sempre são sinônimo de problemas e tristeza para os cariocas... que ficam contando com os dias de sol para ir a praia.
Verão as praias ficam cheias; o calor chega aos 43°c, as ruas ficam repleta de gente suando.

Quando a chuva de verão chega ao mesmo tempo que refresca traz alerta ao barraco, ao motorista e ao trabalhador.... logo a cidade vai parar....

Quem acha que isso é algo recente se engana. O problema é antigo, quase desde do tempo do império de D.João, que a cidade quase fica submersa....
Fato que arrasar morros melhorou um pouco a circulação dentro dos limites da área do centro urbano, aterrar lagoas e pântanos também permitiu sua ampliação, contudo em pouco contribuiu para o escoamento das águas das chuvas. Para completar retificamos rios e também canalizamos uns tantos outros que quando chove também buscam suas margens originais e transbordam até onde eram sua margem de transbordamento que muito ja esta urbanizada com ocupada por residencias onde deveria ser área de preservação do rio.

Aterrar é mais fácil.
Retificar é mais fácil.
Expandir onde não há gente é mais fácil.
Não planejar a cidade é mais fácil.
Especular o solo urbano é mais fácil.
Do que pensar e agir de forma ambiental, onde a cidade seria um sistema orgânico melhor para todos.
Ocupar encostas com regularização e estrutura urbana de fato.
Preservar nascentes e margens dos rios.
Melhor o sistema de drenagem da chuva e de esgoto.
Mas como isso tem sido difícil, não reclame da chuva e nem da enchente, pense onde vc mora e pense como morar de forma integrada com o meio ambiental é algo a ser requerido e não apenas sonegado.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...