Andamos sobrecarregados
sobrecarregados de nós mesmo.
Nós sorvemos nas comidas, nas bebidas, nos olhares atravessados nas ruas, no trabalho desenvolvido, nos estudos inacabados, nas rezas, nos cheiros, nos sentidos, nos sentires.....
Nos sobrecarregamos de tudo.
Ficamos pesados de nossos sentidos.
E quando nos privamos por algum tempo, seja ele qual for, em breve buscares algo novo a sorver.
Nas galerias de arte, nos teatros, nos cinemas, nas oficinas de artificies, sou flânuer do fazer do outro.
Me sobrecarrego dessas vivencias, desses cheiros e texturas.
Mergulho em mim construindo histórias que nunca serão vividas ou contadas.
Quantos foram os diálogos ditos mentalmente que nunca serão revelados ou narrados de fato.
SOBRECARREGO-ME
dessas vivencias tolas; na sede de esquecer a necessidade de falar todas as palavras possíveis.
Sobre carregados são os humanos que vivem e morrem na necessidade de sobreviver ao caos que tudo esta colocado, onde os meios e os saberes já lhe foram tomados.
Somos tão pueris, mas as nossas mochilas pesam mais que o corpo e distorcem o nosso andar; inocentens não as largamos no meio do caminho para voltar a correr atrás das pipas que bailam no céu, no céu dos sonhos das premissas do possível.
Sobrecarregados,largamos-nos no meio a calçada, o meio fio, no sofá, no seriado de tv, nas palavras vazias dos jornais e novelas e nos esquecemos de dizer boa noite, terminamos essa batalha e amanhã começara outra....
Na linha do horizonte muito limpo, limpo, limpo....se vê a camada da poluição avisando sobre o que respiramos....
Contos, Fatos e Histórias de quem as escreve. Imagens do dia-a-dia. Relatos sobre o mundo hoje. Um pouco de tudo.
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sábado, 27 de maio de 2017
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Outros tempos
Ciência, arte,ciência.
Arte,ciência, arte.
Criança, museu, descobertas.
Afinal, museu é lugar de criança?
Sim, é sim senhor!!!
Museu não é mais um gabinete de curiosidades. Ele é uma porta para curiosidades de ontem de hoje de amanhã e de sempre.
O homem sempre ira se perguntar de onde vem, pra onde vai, o que veio fazer. Suas respostas poderão ser várias. Mas com certeza ira perguntar novamente.
Essa discussão sobre espaço museal e seu público sempre me encanta.
O mediador pode estar em qualquer canto, mas dentro do museu ele tem uma função mágica de transbordar a idéia do artefato museal, ele argumenta junto com o visitante sobre as possibilidades do que ele vivência sobre a obra.
E daí as crianças nessa história entram como uma manivela de emoções múltiplas, com seus saberes, com sua ingenuidade, com suas respostas e suas experimentações. Num mundo lúdico de novas descobertas, transpassam o mundo real para o imaginário num piscar de olhos; nos convidando a mergulhar com elas neste mundo mistico e cheio de significados e significantes; traduzindo tudo para além dos nossos olhos.
São outros tempos.
Em quanto os museus buscam adaptações para novos públicos e quebras os paradigmas entre o escolar e o lazer, criando novas interfaces para dialogar com o mundo e manter-se novo. Do outro lado dessa história esta a escola, quadrada, fechada, curricular, dialogada... raramente múltipla.
A escola chega no museu é diz não meche. não pule, não corra, não fale, não perturbe.
E museu mostra botões, engenhocas, equipamentos cinéticos e todas as regras praticamente são quebradas.
É o gabinetes de curiosidades abriu espaço para o universo do lúdico enquanto a escola fecha o lúdico as classes da educação infantil, retirando os significantes do caminho da aprendizagem ...
Penso na escola e no museu como Tuan* pensa o lugar - cheio de signos e significados e significantes.
Você vai ao Cristo Redentor - um lugar - onde o monumento e o espaço tem cunho religioso, mas o que mais encanta é a vista da cidade - o belvedere, se pensa na obra de arte, no caminho como chegar lá, na representação da obra como marco turístico da cidade... quantos são os significados para o mesmo objeto? Assim são a escola e o museu - cheio de significados e como inúmeros significantes.
E nessa inquietação que sempre pergunto a escola é um objeto geográfico?
E o museu é um objeto geográfico?
A Geografia da educação deveria ser algo ser estudado a sério. Não como um olhar pedagógico, mas com um olhar politico, uma contextualização da construção do espaço, um objeto transformador - não industrial - mas múltiplo de saber e de formação.
Os museus não são escolas. São livros que estão sendo constantemente reescritos, pelos coordenadores, curadores, museólogos, mediadores e visitantes - cheios de significantes.
* Para entender sobre o conceito de LUGAR de Tuan: TUAN, Yi-Fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. São Paulo: Difel, 1983.
Resumo:
"Yi Fu Tuan (1983) é um autor que recorre a uma abordagem com viés da psicologia, tratando da afetividade produzida pela humanidade e sua relação com o conceito de lugar. O conceito de espaço aparece como espécie de meta-conceito, pois os outros conceitos chave da Geografia se referem ao anterior enquanto uma obra humana. Destaca ainda que o Materialismo histórico entende o lugar como uma expressão geográfica da singularidade; e a corrente Humanística percebe o lugar como uma porção do espaço em relação ao qual se desenvolvem afetos a partir da experiência individual ou grupos sociais.
Este autor trata a relação entre espaço e tempo na construção do lugar. Para Yi Fu Tuan o lugar é uma área que foi apropriada afetivamente, transformando um espaço indiferente em lugar, o que por sua vez implica na relação com o tempo de significação deste espaço em lugar. "O lugar é um mundo de significado organizado." (1983, p. 198).
Na vivência, o significado de espaço freqüentemente se funde com o de lugar. "A sensação de tempo afeta a sensação de lugar. Na medida em que o tempo de uma criança pequena não é igual ao de um adulto, tampouco é igual sua experiência de lugar." (TUAN, 1983, p. 206)."Lugar é uma mistura singular de vistas, sons e cheiros, uma harmonia ímpar de ritmos naturais e artificiais (...) Sentir um lugar é registrar pelos nossos músculos e ossos" (TUAN, 1983, p. 203).
Só nos familiarizamos com um lugar após algum tempo. Lugar é por sua vez definido por e a partir de apropriações afetivas que decorrem com os anos de vivência e as experiências atribuídas às relações humanas."
http://www.webartigos.com/artigos/conceitos-espaco-lugar-e-territorio/34813/#ixzz4CNVX5bUE
Arte,ciência, arte.
Criança, museu, descobertas.
Afinal, museu é lugar de criança?
Sim, é sim senhor!!!
Museu não é mais um gabinete de curiosidades. Ele é uma porta para curiosidades de ontem de hoje de amanhã e de sempre.
O homem sempre ira se perguntar de onde vem, pra onde vai, o que veio fazer. Suas respostas poderão ser várias. Mas com certeza ira perguntar novamente.
Essa discussão sobre espaço museal e seu público sempre me encanta.
O mediador pode estar em qualquer canto, mas dentro do museu ele tem uma função mágica de transbordar a idéia do artefato museal, ele argumenta junto com o visitante sobre as possibilidades do que ele vivência sobre a obra.
E daí as crianças nessa história entram como uma manivela de emoções múltiplas, com seus saberes, com sua ingenuidade, com suas respostas e suas experimentações. Num mundo lúdico de novas descobertas, transpassam o mundo real para o imaginário num piscar de olhos; nos convidando a mergulhar com elas neste mundo mistico e cheio de significados e significantes; traduzindo tudo para além dos nossos olhos.
São outros tempos.
Em quanto os museus buscam adaptações para novos públicos e quebras os paradigmas entre o escolar e o lazer, criando novas interfaces para dialogar com o mundo e manter-se novo. Do outro lado dessa história esta a escola, quadrada, fechada, curricular, dialogada... raramente múltipla.
A escola chega no museu é diz não meche. não pule, não corra, não fale, não perturbe.
E museu mostra botões, engenhocas, equipamentos cinéticos e todas as regras praticamente são quebradas.
É o gabinetes de curiosidades abriu espaço para o universo do lúdico enquanto a escola fecha o lúdico as classes da educação infantil, retirando os significantes do caminho da aprendizagem ...
Penso na escola e no museu como Tuan* pensa o lugar - cheio de signos e significados e significantes.
Você vai ao Cristo Redentor - um lugar - onde o monumento e o espaço tem cunho religioso, mas o que mais encanta é a vista da cidade - o belvedere, se pensa na obra de arte, no caminho como chegar lá, na representação da obra como marco turístico da cidade... quantos são os significados para o mesmo objeto? Assim são a escola e o museu - cheio de significados e como inúmeros significantes.
E nessa inquietação que sempre pergunto a escola é um objeto geográfico?
E o museu é um objeto geográfico?
A Geografia da educação deveria ser algo ser estudado a sério. Não como um olhar pedagógico, mas com um olhar politico, uma contextualização da construção do espaço, um objeto transformador - não industrial - mas múltiplo de saber e de formação.
Os museus não são escolas. São livros que estão sendo constantemente reescritos, pelos coordenadores, curadores, museólogos, mediadores e visitantes - cheios de significantes.
* Para entender sobre o conceito de LUGAR de Tuan: TUAN, Yi-Fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. São Paulo: Difel, 1983.
Resumo:
"Yi Fu Tuan (1983) é um autor que recorre a uma abordagem com viés da psicologia, tratando da afetividade produzida pela humanidade e sua relação com o conceito de lugar. O conceito de espaço aparece como espécie de meta-conceito, pois os outros conceitos chave da Geografia se referem ao anterior enquanto uma obra humana. Destaca ainda que o Materialismo histórico entende o lugar como uma expressão geográfica da singularidade; e a corrente Humanística percebe o lugar como uma porção do espaço em relação ao qual se desenvolvem afetos a partir da experiência individual ou grupos sociais.
Este autor trata a relação entre espaço e tempo na construção do lugar. Para Yi Fu Tuan o lugar é uma área que foi apropriada afetivamente, transformando um espaço indiferente em lugar, o que por sua vez implica na relação com o tempo de significação deste espaço em lugar. "O lugar é um mundo de significado organizado." (1983, p. 198).
Na vivência, o significado de espaço freqüentemente se funde com o de lugar. "A sensação de tempo afeta a sensação de lugar. Na medida em que o tempo de uma criança pequena não é igual ao de um adulto, tampouco é igual sua experiência de lugar." (TUAN, 1983, p. 206)."Lugar é uma mistura singular de vistas, sons e cheiros, uma harmonia ímpar de ritmos naturais e artificiais (...) Sentir um lugar é registrar pelos nossos músculos e ossos" (TUAN, 1983, p. 203).
Só nos familiarizamos com um lugar após algum tempo. Lugar é por sua vez definido por e a partir de apropriações afetivas que decorrem com os anos de vivência e as experiências atribuídas às relações humanas."
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sábado, 18 de maio de 2013
Ausência de planejamento urbano para uma cidade de fato maravilhosa.
Antes que me ausente de mim mesma.
Preciso dizer que na ausência também estive presente em pensamento.
Pensando na ausência e quanta presença se faz o ser ausente.
Em dias nublados e chuvosos na Cidade Maravilha, muito se tem discutido sobre os aparatos urbanos, que estão sendo feitos, ora em nome dos grandes eventos mundiais que irão ocorrer e ora pela valorização de espaços urbanos "esquecidos". Há que preço isso têm sido feito?
Bom uma cidade grande sem um plano diretor é uma cidade sem rumo; nenhum grande evento pode servir de plano diretor para cidade, ele tem que caber dentro do plano diretor e não o contrario.
A cidade do Rio tem uma enorme frota de carros, numa cidade onde deveria se andar mais a pé...
Melhorar o transporte coletivo e de massa também seria uma boa opção.
Mas enquanto isso discutem o Maracanã, a demolição de uma via de acesso a uma estação ferroviária (meio da massa) para privilegiar o aumento das vagas de estacionamento de carros, removendo áreas favelizadas com o mesmo proposito, com intuito de embelezar o entorno....
Enquanto isso do outro lado da cidade constroem mais ponte com arcos e estruturas suspensas HORROROSAS sem funcionabilidade a cidade, demolem viadutos e constroem enormes edifícios e ainda farão um pier em Y, onde estão os arquitetos que acham isso bonito e estão valorizando a cidade com essas cafonices ????
Que derrubem os armazéns do porto.
Que repensem a cidade.
Que promovam um projeto de plano diretor de fato pela sociedade e não por arquitetos e pseudos cientista da cidade - quero uma reforma urbana e não urbanística - ja to cansada dela desde da época do pereira passos.
Ainda não sei ... mas falta interesse.
Preciso dizer que na ausência também estive presente em pensamento.
Pensando na ausência e quanta presença se faz o ser ausente.
Em dias nublados e chuvosos na Cidade Maravilha, muito se tem discutido sobre os aparatos urbanos, que estão sendo feitos, ora em nome dos grandes eventos mundiais que irão ocorrer e ora pela valorização de espaços urbanos "esquecidos". Há que preço isso têm sido feito?
Bom uma cidade grande sem um plano diretor é uma cidade sem rumo; nenhum grande evento pode servir de plano diretor para cidade, ele tem que caber dentro do plano diretor e não o contrario.
A cidade do Rio tem uma enorme frota de carros, numa cidade onde deveria se andar mais a pé...
Melhorar o transporte coletivo e de massa também seria uma boa opção.
Mas enquanto isso discutem o Maracanã, a demolição de uma via de acesso a uma estação ferroviária (meio da massa) para privilegiar o aumento das vagas de estacionamento de carros, removendo áreas favelizadas com o mesmo proposito, com intuito de embelezar o entorno....
Enquanto isso do outro lado da cidade constroem mais ponte com arcos e estruturas suspensas HORROROSAS sem funcionabilidade a cidade, demolem viadutos e constroem enormes edifícios e ainda farão um pier em Y, onde estão os arquitetos que acham isso bonito e estão valorizando a cidade com essas cafonices ????
Que derrubem os armazéns do porto.
Que repensem a cidade.
Que promovam um projeto de plano diretor de fato pela sociedade e não por arquitetos e pseudos cientista da cidade - quero uma reforma urbana e não urbanística - ja to cansada dela desde da época do pereira passos.
Primeiro constroem, depois veem que fez errado, demolem para depois fazer novamente ... chega .
Chega de metro chines mal feito - os vagões são horriveis tem menos lugar para sentar, são estreitos por dentro, são lentos, batem nas estações ... qual é o problema de fazer um projeto bem feito é que dai se rouba menos?
Ainda não sei ... mas falta interesse.
Dizem por ai que a maioria da população tem pouca inteligência e por isso não busca mudar seus destinos .... Será que é falta de inteligência ou é falta de oportunidade para andarem sobre suas pernas ??? Ainda não sei ao certo - mas sei que com pouca ou muita inteligencia o jeitinho brasileiro tem levado a todos nos ao fracasso coletivo e por fim a pouco mobilidade social e politica - até porque fazer politica não é só coisa dos políticos - todos nós somos políticos pois discutimos os nossos interesses dentro dos nosso meios em busca ou do interesse individual ou comum de grupo social (FAMÍLIA)... mas também acho que essa instituição social anda em vias de extinção então o lema geral é: a farinha é pouca, meu angu primeiro. Então pensar numa cidade esta cada vez mais dificil, pois esta virando um campo de batalha dos egos individuais .. do carro, da garagem, da sala comercial, da loja do shopping, do ar condicionado, da sombra, da especulação imobiliaria, do acesso aos meios - escola e hospital - ( quanto mais barato é o serviço de demanda social pior ele fica para todos, tanto quem pode pagar manda seus filhos as escolas religiosas e pagam generosos planos de saúde ou consultas com médicos), de acesso a praia e ao lazer.
Vivemos uma miséria, muito maior que a falta de dinheiro e de carácter, é a de educação básica simples, a falta de conhecimento e falta de "inteligência" para buscar meios de melhorar ... ou por descaso do Estado ou por descaso social.
quarta-feira, 27 de março de 2013
PARA QUÊ?
Para que professor?
Para que engenheiro?
Para que profissionais capacitados?
Para que estudar?
Para que apreender?
Para que escola?
Para que universidade?
Para que lei?
Para que burocracia?
Para que políticos?
Para que sociedade?
Para que filhos?
Para que família?
Para que casa?
Para que cidades?
Para que sinais de transito?
Para que fábricas?
Para que trabalho?
O que te satisfaz é a preguiça, a violência, a indiferença, a inexatidão, é o mais do mesmo, é a corrupção, é a amoralidade, é o sangue correndo no chão. De pronto que te respondo o que te satisfaz é a GUERRA Civil não coroada, onde sua vida vale menos que a pistola que se tem na mão, sua vida vale menos que o crack que você fuma e vale menos ainda que a fumaça que sai do carburador de qualquer carro velho que passeia a cidade.
O seu consumo que te consome.
O teu desprezo social, o prezo pelo individualismo e pela seu núcleo social vital te faz apenas mais um diante de uma imensidão sem valor algum.
Li e vi o relato de que uma diretora foi agredida por um aluno com soco no rosto e o mesmo disse que também foi agredido pela mesma.... Onde a violência gera mais violência. Onde o ensinar não ensina. O educar não educa e a Morte é apenas uma questão de tempo. A escola já morreu. Que mandem embora todas as crianças. Que dê-em aos pais dos infantis empregos de operários e que coloquem logo os infantes também no batente - na linha de frente - na linha dos quem não tem acesso a educação ou por nega-la ou por sentir oprimido por ela...
Arranque todas as casas e famílias e coloquem elas num espaço coletivo e verá o maior circo possível; o circo da sobrevivência.
Estamos todos fadados a Guerra. Ou por bem ou por mal.
Enquanto a GUERRA não ocorre continuamos a comprar pão e circo. Os jovens miseráveis, em sua maioria, por sonho ou ilusão preferem ser GLADIADORES do grande circo - sendo jogadores de futebol - esqueceram de avisa-los que a bola é a Fera maldita que ira sempre dizer se ele continuara vivo ou morto. E quando a morte estiver eminente perceberá que se tornou escravo - mesmo que consiga enriquecer - será escravo da bola....
Enquanto o circo floresce, o pão se necessita - alimente os com cerveja e os mata embriagados.
Nada de fato os alimenta, se não o sangue que corre lento e frio sobre asfalto quente. A vida virou motivo de chacota e a morte virou obra de arte e manchete primordial.
Come bebe e respira o que ante nos consternava, agora sorrimos e cantamos de alegria estupida e invertida.
Viramos nada.
E qual será a nova razão para viver, além do prazer da dor alheia???
Que a guerra se faça
Todos morreram na sua própria desgraça.
Ame ao próximo como a ti mesmo, então viva de cabeça erguida, olhando pra frente e erguendo seu peito em flor.
Para quê assim algumas coisas possam voltar a ter razão.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Estudar Geografia é chato.
Sabe sou formada em Geografia.
Sempre me perguntam: é professora?
Digo não, não sou.
Sim sou formada em licenciatura em Geografia. Mas também sou bacharel.
Tem diferença?
Têm. E muitas!
Se você se acostumou com aquelas velhas aula de geografia decorando nome de rios, lugares e capitais, digo logo que isso é apenas uma porção de decoreba de informações geográficas que pouco podem trazer algum beneficio futuro.
Estudar geografia é compreender que você faz parte do espaço - lugar - território - paisagem - região em que vive. Não é um ser isolado e muito menos num pedaço de terra só seu, onde só você dita regras. Mesmo que possua um quarto, suas medidas, sua área suas relações com o restante da casa simplesmente são somente tuas, mas de quem convive contigo.
Mas eu moro sozinho?
Sempre me perguntam: é professora?
Digo não, não sou.
Sim sou formada em licenciatura em Geografia. Mas também sou bacharel.
Tem diferença?
Têm. E muitas!
Se você se acostumou com aquelas velhas aula de geografia decorando nome de rios, lugares e capitais, digo logo que isso é apenas uma porção de decoreba de informações geográficas que pouco podem trazer algum beneficio futuro.
Estudar geografia é compreender que você faz parte do espaço - lugar - território - paisagem - região em que vive. Não é um ser isolado e muito menos num pedaço de terra só seu, onde só você dita regras. Mesmo que possua um quarto, suas medidas, sua área suas relações com o restante da casa simplesmente são somente tuas, mas de quem convive contigo.
Mas eu moro sozinho?
Mas em algum momento você receberá visitas ou terá que fazer uma obra ou simplesmente terá que se mudar, o seu espaço exclusivo se reduz ao mundo em que você preserva único seu, onde suas regras são prontamente feitas e desfeitas aos seu interesse, incluindo as suas necessidade, mantendo sua segurança e preservação social. E quando alguém a quebra, são as suas regras que estão sendo desrespeitadas, seu território que esta sendo invadido e os seus limites sociais que estão sendo testados.
E aí que digo que estudar geografia não é algo tão simples quantos nomes e decoreba.
Entender as relações homem-natureza/ sociedade-natureza implica estudar política, cultura, geomorfologia, climatologia, cartografia, estatística, espaço urbano e agrário. E por mais simples que isso pareça e seja, tem algo que conta forte que é o fato de pensar como isso tudo se configura num lugar ao mesmo tempo, suas dimensões, seus impactos, suas relações, suas impressões.
Será que a geografia termina nas decorebas? Ou começa nos nomes e passa para o questionamento do porque que as cidades surgem junto ao rio?
Ou surge da experiência de andar pela cidade?
Ou simplesmente de dizer eu vou a tal lugar por que lá tem mais lojas?
As atividades sociais que temos dentro do convívio de nossas casas, em grande parte, levamos para a ruas e diretamente a cidade que vivemos, moldando tanto os laços de construção do espaço familiar quanto o do espaço social coletivo: a rua.
Estudar e pensar geografia é estudar e questionar o espaço vivido, é perguntar o por que do onde .
E se você ainda acha que estudar geografia algo muito simples e sem graça, pensa primeiro que antes dos nomes existem pessoas e lugares que os tornam de alguma forma exclusivos.
Pense que sua cidade é única, não nome, mas pelo o que ela tem, pelas ruas, pelos símbolos, pela cultura, pelo comercio, pela agricultura, pelo povo. Sendo esses elementos mais importante que nomes.
Pense nisso.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
ECA e a Governança do Estado
Para quem não sabe o que é ECA, ECA é Estatuto da Criança e Adolescente, lei criada em 1989 durante o governo Fernando Collor de Mello.
Venho falar de ECA pois é este estatuto que protege e defende o menor perante a sociedade civil organizada.
Sim o estatuto foi feito para defender o menor diante da violência e da proteção do Estado diante da questão do abandono, que faz o Estado tutor do menor em casos extremos, como o caso do abandono e vicio de drogas.
Felizmente nem o Estado e nem as famílias são capazes de fato, em muitos casos, de impedir que o menor se envolva com o crime, não estude de fato (tenha acesso a educação tanto familiar quanto escolar), não tenha acesso a saúde, perpetue seu estado de violência, se envolva com drogas ou mesmo negê sua origem familiar.
Se as famílias não tem condição de ter filho ou manter os seus filhos, em muitos casos o Estado toma o pátrio poder dos pais e passa a zelar pelo menor junto a instituições especializadas para isso, como tutelares pelas crianças.
Hoje a minha mãe esta novamente reclamando que deveria se mudar a lei de maioridade penal. A lei que prevê que até 16 anos o jovem é incapaz ainda de responder condicionalmente sobre seus atos, muitas vezes só cumprindo ações punitivas de ação social e em casos graves - sem o direito ao advogado - caindo por algum período em instituições reeducação social, que mais apela para o mundo do crime do que para uma vida melhor em sociedade.
Quem são os pais desses jovens criminosos?
Os pais, a sociedade civil pública ou o Estado?
TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS PELA EDUCAÇÃO é o que prevê o ECA.
Quando passaremos de fato assumir essa culpa?
Continuamos a ter filhos sem pai e mãe e continuamos ainda acreditar que o Estado tem que ser responsabilizar por todos os nosso atos.
O estado de Governança do Estado que deveria exigir que todos sejam fiscais das regras ainda esta muito longe de se concretizar enquanto os nepotismos da vida continuam sendo regra social de boa conduta. Se nem de forma burocrática de fato o Estado funciona administrativamente bem, quanto mais deixando na mão de quantos ainda se acham donos de verdades absolutas.
Pensar no ECA, também é uma forma de pensar de como queremos a administração pública do Estado de Direito.
Educação para todos sim para já mas com condições realmente preventiva paras que todos os jovens tenham acesso a educação que queriam essa educação que entendam o que é educação e não como força tarefa de bolsa família em que essas crianças vão para as escolas pela merenda e pelo dinheiro que é dado aos pais.
Enquanto educação for dever e obrigação do Estado manteremos esse modelo de conduta improprio para todos onde poucos realmente apreendem, muitos se prendem e alguns sobrevivem.
Pensar nas escolas, no ECA e nas ações integradas a educação pública muito tem haver com o processo de estrutura administrativa do estado.
Fazem reformas e mantem as leis, refazem as leis e continuam rindo delas.
Nem momento não sou contra e nem a favor da maioridade civil dos menores de 16 anos mas sim de uma revisada geral no ECA, na postura social das famílias que são penalizada por ela e as que deveriam também e não são. Essa revisão deveria incluir os casos graves e os menos graves e apontar as soluções, deveria também responsabilizar o Estado em casos em que foge a questão da família, como o próprio acesso a escola e a saúde que deve ser de responsabilidade do estado; e pensar de vez numa forma efetiva no acesso a emprego e renda, já que em muitos casos os jovens de 14 anos entra em condição de aprendiz e não é isso que fato ocorre e além da questão salarial. Pensar nisso de forma efetiva dentro do campo da lei seria muito melhor ainda que apenas discutir o fato da maioridade civil e criar campanhas para que as meninas deixassem de ter filhos antes dos 18 anos .....
Ainda falta muito para que tudo isso seja organizado tanto pelo direito quanto pela sociedade que pede ações imediatas e não ações continuadas.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Ensino do Direito no Nível Médio
De tempos em tempos percebemos que tem coisas poderiam nos ser ensinados desde de pequenininhos pois quanto mais jovens aprendemos certos valores e conceitos mais fácil os interiorizamos e pratica-los ao longo da vida.
Sim tem coisa que temos que aprender vivendo, com erros e acertos, tropeçando, caindo e levantando e tomando aquilo como algo positivo.
Na vida aprendemos o tempo todo e questionamos algumas vezes o que aprendemos e como aprendemos algumas coisas. Esse questionar sempre é a menor do que realmente introduzimos para dentro de nós no dia-a-dia da gente.
E nesta avaliação de questionamento, estudando matérias que não fazem parte da minha área de conhecimento direto, pensei porque essa matéria não era estudada nos bancos escolares?
Antes que digam pra mim que já foram criadas muitas matérias, que tem muitas que os estudantes tomas como "inúteis", que muito do que se ensina se esvai como vento; digo que tem coisas ainda que deveriam ser ensinadas nos bancos escolares.
No meu tempo havia duas matérias extintas: Moral e Cívica e OSPB. Com a democratização elas foram abolidas, assim como os estudos de sociologia e filosofia. Depois as ultimas duas matérias voltaram a fazer parte das grades de ensino do nível médio. Moral e Cívica e OSPB deixaram de existir, assim como a obrigatoriedade de cantar o hino nacional na porta da escola, respeito ao professor e discussão sobre todo o processo educacional.
Discutimos ainda educação mas pautados nos números das provas, de quantos são os que alcançam as medias nacionais, falamos de aprovação automática e a necessidade ou não de sala com grande números de alunos ou sala menores com poucos alunos, o processo de valorização do professor e por fim se realmente alguém aprende alguma coisa de útil no fim das contas.....
Tem horas que acredito que a unica coisa que ainda vale são as escolas de ofícios .... Ou seja os ensinos técnicos, onde os jovens entram sem expectativa e aprendem de alguma forma uma profissão técnica e entra no mercado de trabalho e percebe o que aprendeu na escola tem alguma utilidade direta no seu dia-a-dia. É isso que ele acabam valorizando como o ensino, o que fazem eles se sentirem capazes de produzirem e construírem seu próprio futuro com que aprenderam.
E tendo tudo isso em mente, estudando, refleti novamente que o ensino de direito ou introdução ao direito se faz necessário durante todo o ensino médio. Já é comum nos ensinos técnicos termos esta matéria, contudo acredito que todos os estudantes de ensino médio deveriam estudar ou ter um conhecimento básico em direito ensinado durante todo o ensino médio.Como matéria obrigatória tanto quanto Geografia e Historia.
Mas por que??
O ensino do Direito permitiria o aluno desde já ter conhecimento minimo da constituição, dos seus direitos e deveres, teria noção de direito trabalhista, constitucional, administrativo, civil e processual; além de entender sobre jurisprudência, ética e entendimento de politicas publicas de forma mais ampla.
Seria um meio de aproximarmos os jovem tanto da formação politica quanto a sua construção mais ampla de cidadania.
Ensinar conceitos básicos do Direito, não ira formar advogados, mas permitira que os novos cidadão tenham mais possibilidade de compreender as leis gerais da nação, possam refletir sobre elas ou mesmas simplesmente se sentirem informados.
Quem ensinaria isso nas escolas??
Licenciados em Direito. Todos os anos formamos inúmeros profissionais em direito, e nem todos estão aptos a adquirirem a carteira da ordem dos advogados. Não precisaria ser advogado para lecionar as noções de Direito, mas sim ser formado em direito e depois ter curso de licenciatura especifico para ministrar estas aulas. Seria mais uma forma de usarmos esta formação universitária.
Não serão advogados como professores, serão professores do ensino do direito básico.
Mas a quem isso serviria?
A todo o país. Como um conteúdo a ser atrelado as cadeiras de sociologia, filosofia, história e geografia, para uma melhor compreensão de um todo, pois sempre falamos de partes e fragmentos, seria uma forma de falarmos de um todo, de compreendermos melhor a formação politica e melhorar a nossa compreensão da construção do nosso estado nação como um TODO.
Sim a ideia pode ser ousada e um tanto absurda, mas sim poderia ajudar e muito a melhorar as nossas relações junto as ações politicas praticadas e ao uso da justiça como um todo.
E quem sabe permitir que novos jovens se tornem cientista do direito ou que transforme o direito ou a justiça realmente algo para todos?!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
O que se entende por educação em sala de aula?
As vezes tenho a estupida sensação que nada que se ensina em sala serve de vias de fato para o aluno, mas sim aos pais dos mesmos. Pois cada lição que é dada questionam para que e porque estão ensinando aquilo.
E eu mesma pergunto pra que isso?
Sim falta de laboratórios, sinto falta de poder ensinar ao ar livre sem as rédias da sala de aula, seria muito mais interessante se pudéssemos explorar o meio e entender que a Ciência está em tudo e nem precisa de técnicas tão rebuscadas para entendermos estas complexidades.
Será que uma dia a escola de fato acaba?
meu desejo era que se cria-se um novo espaço de ensino e aprendizagem além deste modelo de escola que temos. Mas ainda é utopia.
OBs.: Talvez não seja tão utópico assim, soube tempos mais tarde que existe um outro modelo de escola, que ainda é pequeno para se mostrar como modelo para muitos. Espero que o programa Lumiar continue dando certo e sirva de exemplo para novas práticas.
E eu mesma pergunto pra que isso?
Sim falta de laboratórios, sinto falta de poder ensinar ao ar livre sem as rédias da sala de aula, seria muito mais interessante se pudéssemos explorar o meio e entender que a Ciência está em tudo e nem precisa de técnicas tão rebuscadas para entendermos estas complexidades.
Será que uma dia a escola de fato acaba?
meu desejo era que se cria-se um novo espaço de ensino e aprendizagem além deste modelo de escola que temos. Mas ainda é utopia.
OBs.: Talvez não seja tão utópico assim, soube tempos mais tarde que existe um outro modelo de escola, que ainda é pequeno para se mostrar como modelo para muitos. Espero que o programa Lumiar continue dando certo e sirva de exemplo para novas práticas.
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