domingo, 26 de janeiro de 2014

ECA ou a Lei "do menor"

Antigamente, a aproximadamente 24 anos atras, não havia a Lei "do menor". 
A Lei "do menor" ou ECA tinha como base preservar as crianças dos maus tratos e do trabalho infantil; também tinha como prioridade assegurar qualidade de vida e bem estar aos menores perante a lei; também tinha como designação prover educação a todas crianças em fase escolar.
Até aqui nenhuma novidade.
Antes da lei do menor, era muito comum encontrar pais espancando filho - mas isso continua acontecendo; também era comum encontrar gente batente e explorando crianças nas ruas a troco de algumas moedas - mas isso continua acontecendo; antes da lei era comum só ter vagas nas escolas públicas crianças que tinham pais que tivessem dinheiro para comprar uniforme -hoje a prefeitura dá uniforme, lanche, paga bolsa família e ainda tem aprovação automática. 
Fato que antes estes jovens não tinham nem oportunidade de ir para a escola e hoje, muitas vezes tendo a oportunidade ainda acredita que LIBERDADE de viver está no ato de não seguir regras; então viver nas ruas, roubar, matar ou qualquer coisa do gênero se valem da lei "do menor" para se sentirem impunes da liberdade roubada e mutilada de acreditarem que é a unica coisa que resta é a liberdade de usar drogas, de não ter pai e nem mãe, de viver sob a custodia do estado - nas RUAS DA CIDADE MARAVILHOSA ou qualquer outra de uma grande cidade - sob a alegação que são menores e inocentes de suas atividades criminosas diante do restante da sociedade que também diz que seus filhos são inocentes por estudarem nos colégios santos e terem direito a dever de casa e beijo de boa noite quando os pais estão satisfeitos com suas notas regulares.  
Nos temos duas sociedades a que ama o ECA e a que o odeia. 
O fim da menor idade penal  para 16 anos é discutida para os pobres, marginais, que tem direito a escola pública sem qualidade (desculpa aos professores - não existe inocente nesta história!), que moram em condições ruins, que normalmente é criado por avó ou só por mãe, em situações onde a lei do mais forte é que fala mais alto ou "farinha é pouca meu angu primeiro". 
Não está discutindo a menor idade do jovens que estuda num colégio de alta classe e simplesmente entra num espaço publico qualquer é rouba objetos aleatórios para mostrar as coleguinhas da escola que é esperto...... ESPERTO!??? Ou este mesmo individuo resolve espancar uma pessoa na rua a revelia porque é acha que é um mendigo ou prostituta ou invalido só por BRINCADEIRA..... AFFFF..... 
Afinal a lei "do menor" é para todos ou só para alguns?
A lei do ECA era para ser para todos, mas no país de muitas lei e pouca prática o que impera é a impunidade e o jogo de empurrar de deveres e direitos entre Estado e Família, entre a justiça e a jurisprudência. 
Todos querem justiça, morte aos assassinos e glorias aos executores. 
Agora quando é que nós todos iremos colocar a nossa mão na massa é fazer que o que chamamos de família aconteça e faça o que todos queremos acontecer de verdade para que isso não seja mais um ato de desespero: EDUCAÇÃO.
Não to falando de educação escolar NÃO! TO FALANDO DE EDUCAÇÃO MORAL E SOCIAL DADA EM CASA POR PAI, MÃE, TIO, CACHORRO, PAPAGAIO E ETC... TODOS NOS SOMOS RESPONSÁVEIS PELA A EDUCAÇÃO DOS MENORES DIANTE DA LEI - POIS NÓS SOMOS O ESTADO. BELEZA PRA VOCÊ? 
Agora como acabar com os roubos por bandos de pivetes no Centro do Rio - chama o povo da assistência social que tem abordado os crackeiros e mais policia e mais uma agente do Estado - juiz da vara da infância e juventude por exemplo e mais um secretário da educação seria bom pra conversar com esses jovens a mudar de vida. Será que eles mudam???

Não quero mais leis eu quero que as que existem sejam de fato aplicadas ao rigor e não a revelia.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Feliz ano"Novo" ou será velho?

Com o Tempo não se brinca.                    
Ele é implacável em sua ação de corrosão.
A quem diga que o Tempo é amigo das curas e das dores da alma.
Também há quem diga que ele é carrasco do corpo, das vísceras e da pele.

Mas o Tempo é sempre bom e mal ao mesmo tempo.
Não temos como fugir de nossas ampulhetas, relógios e os dias.
E mesmo que congelássemos o Tempo, como num passe de mágica; ainda assim seriamos assombrados por ele na nossa não existência.

Viver 
É viver com o Tempo, em tempo, sobre tempo e sempre com tempo de saber sorrir.

Pois não basta acreditar no Tempo - implacável - sem acreditar em si mesmo; em superar os seus medos, suas dores e sem ter sonhos sobre o tempo.
Sabe que bom que temos Tempo, curto ou longo, para apreciar o que vivemos até aqui ou mesmo planejar novos sonhos, desejos e projetos. Pois se não temos Tempo para isso nós apenas passamos pela vida sem vive-la e ai sim o Tempo nos foi feroz demais para conseguirmos doma-lo em nosso peito ou em nossos pulsos ou em nossa paredes.

Se falo de Tempo.
Falo do vento que ressoa.
Falo das palavras ditas no silêncio.
Falo das alegrias feitas com a cura dos amores desfeitos...
Falo das rugas benditas e traçadas na esperança da maturidade alcançada.
Falo do nascimento coberto de inseguranças e infinitas verdades de que se apreende a viver todo os dias um pouco, como minutos do relógio.

tic-tac tic-tac tic-tac tic-tac tic-tac   

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

É Natal!! E o que fizemos para presentearmos a vida?

É Natal!
Estamos quase no fim do ano.
E quase tudo que podemos desejar, já desejamos.

Ando num desanimo imundo.

E de repente lembro dos amigos e das pessoas todas que conheci durante o ano.
E parece que logo todos nos os esquecemos - uns dos outros -
Daí me indago: Mas como esquecer?
O telefone mudo; e o silêncio persistente.
Mando torpedo para as pessoas. E alguns me respondem.... me assusto
Como tudo muda tão rápido...
Acho que perdi a rota que estava trilhando.

Sinto falta dos meus amigos
Onde estão?
Noticias de todos quero saber!
Como se cada um tem algo mais pra contar.
E eu quero gritar em voz alta : Uhhhh!!
Pois agora a única estória que tenho são aquelas que já aconteceram.
Quero urgente novas.
Para onde possamos viver novas alegrias tais quais a que vivemos neste ano que se esvai....

Celebremos a vida e o verão para renovarmos nossas energias.
O maior presente que nos demos a nós e aos outros é o braço amigo, a mão estendida, o peito aberto, o sorriso e gargalhadas fartas, dias de sol e dias de chuva com esperanças e alegrias ao outro - nos doando por metade ou por inteiro ao que nos faz completos; estes são os verdadeiros presentes que damos a vida.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Chuvas de verão e expansão urbana

Politica ambiental para os dias de chuva.
Prática ambiental para os dias de sol, chuva, nublado, frio ou quente.
Ações ambientais para o melhor uso do solo urbano.
Mas oque de fato temos?
Quase nada. Ações isoladas e políticas para evitar jogar lixo no chão e nos rios...
E mais nada...

Sempre chove muito um pouco antes do verão e chove sempre muito durante o verão.
Aqui no Rio de Janeiro, talvez janeiro chova menos que fevereiro e março, mas no verão não tem como fugir das características da estação. Fato que no inverno chove mas não tão intensamente que no verão.
Aqui no RJ as chuvas sempre são sinônimo de problemas e tristeza para os cariocas... que ficam contando com os dias de sol para ir a praia.
Verão as praias ficam cheias; o calor chega aos 43°c, as ruas ficam repleta de gente suando.

Quando a chuva de verão chega ao mesmo tempo que refresca traz alerta ao barraco, ao motorista e ao trabalhador.... logo a cidade vai parar....

Quem acha que isso é algo recente se engana. O problema é antigo, quase desde do tempo do império de D.João, que a cidade quase fica submersa....
Fato que arrasar morros melhorou um pouco a circulação dentro dos limites da área do centro urbano, aterrar lagoas e pântanos também permitiu sua ampliação, contudo em pouco contribuiu para o escoamento das águas das chuvas. Para completar retificamos rios e também canalizamos uns tantos outros que quando chove também buscam suas margens originais e transbordam até onde eram sua margem de transbordamento que muito ja esta urbanizada com ocupada por residencias onde deveria ser área de preservação do rio.

Aterrar é mais fácil.
Retificar é mais fácil.
Expandir onde não há gente é mais fácil.
Não planejar a cidade é mais fácil.
Especular o solo urbano é mais fácil.
Do que pensar e agir de forma ambiental, onde a cidade seria um sistema orgânico melhor para todos.
Ocupar encostas com regularização e estrutura urbana de fato.
Preservar nascentes e margens dos rios.
Melhor o sistema de drenagem da chuva e de esgoto.
Mas como isso tem sido difícil, não reclame da chuva e nem da enchente, pense onde vc mora e pense como morar de forma integrada com o meio ambiental é algo a ser requerido e não apenas sonegado.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Vende-se

Vende-se.
Para vender antes se teve que comprar ou adquirir.
Apesar de que no mercado de ações vende-se a descoberto - isso quer dizer vender ações que ainda não se têm.
Vende-se.
São as placas que encontramos hoje aos montes pelas ruas, pelas janelas das casas e apartamentos.
Vende-se.
Não são sonhos ou conquistas e muito menos esperanças. Vende-se imoveis e moradias.
De repente e não mais que de repente o boom imobiliário grita: Vende-se!
Há de pensar-se que alguns anos atrás os imoveis estavam mais acessíveis a classe média, tanto alta como baixa, para aqueles que tinham dinheiro para investir. Hoje o mercado imobiliário está na crista da onda no valor máximo dos imóveis, de uma forma que a muito tempo não se via tantos imóveis sendo vendidos, ofertados e construídos pela cidade.
Ora vamos! A cidade precisa crescer, expandir-se para os lados, para cima e para onde antes a especulação imobiliária exitava pensar em entrar.
 Hoje surgem novos empreendimentos em Santa Cruz e Campo Grande, que até 10 anos atrás eram tidos como algo pouco provável, assim como outras áreas tida como distantes e esquecidas pelo governo - tem recebido empreendimentos imobiliários grandes, com condomínios com tudo que se tem direito: piscina, academia, portaria, salão de jogos. 
Outro exemplo está próximo ao Norte shopping, que há 30 anos atrás era apenas uma área entre Del Castilho, Engenho de Dentro, Todos os Santos e Maria da Graça, uma região que detinha empresas e indústrias, que por conta da politica econômica do município fez que muitas fechassem as portas ou fossem embora; com a construção de um shopping  na região dinamizou a vida social nestes bairros, porém só nos últimos 10 anos é que a especulação imobiliária investiu em novos empreendimentos nesta região, que cresceu mais de 30% do que era durante todos os anos 90.
Logo, os novos empreendimentos, cujo já possui moradores logo apresentaram placas: vende-se.

O boom imobiliário tem prazo para acabar, talvez no fim da copa de 2014, outros dizem que durante as olimpíadas de 2016, mas é certo que os preços dos imóveis já chegaram ao seu limite de valor de venda, tanto para os ricos quanto para os especuladores imobiliários, para que o mercado continue funcionando ele tende a se estabilizar e um algum tempo o preço voltar a cair.
Para que coisa fica um pouco mais compreensível um apartamento simples (2 quartos, sala, cozinha, banheiro) na Zona Norte em 2004 custava em média 70 mil reais, hoje o mesmo imóvel tem chegado a custar 180 mil reais em média, dependendo da localização e a metragem do imóvel e ainda a infra-estrutura do condomínio....
Em nenhum tempo se valorizou tanto morar em condomínio de apartamentos onde as relações sociais ficam privadas aos encontros de corredor e as áreas de lazer dentro do condomínio; onde a vida em sociedade se resume muito a vida familiar e encontro mais que ocasionais e cada vez mais o individualismo impera e imprime característica num tempo no mundo. 
Então tão logo que o condomínio não nos atende mais logo mudamos. Logo queremos construir imóveis logo prédios em condomínios com tudo que  pode haver de facilidades, logo quando isso continua num ciclo de interesse economico e de interesse sociais do individualismo de consumo - sejamos felizes.
Vende-se 
Felicidade 
Vende-se 
Um novo conceito de morar e viver na cidade.
E em breve com o fim do boom 
Vende-se deseperadamente.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Copacabana -Sacopenapã e suas histórias - primeira parte

"Copacabana, princesinha do mar 
Pelas manhãs tu és a vida a cantar
E à tardinha o sol poente
Deixa sempre uma saudade na gente."

                    Para não dizer que me esqueci de falar de Copacabana, a letra da canção te convida a lembrar da praia, do bairro, da vista e também da história.
Estar em Copa, não importa o dia ou a hora, tem sempre história e estórias para contar e encantar quem vive, frequenta ou passa. Difícil ser indiferente ao seu mar e a sua gente.
Copacabana nasce já com o privilegio de estar entre o mar e a montanha. (Aí você se pergunta que montanha que eu não vejo?) Te conto que atras daqueles imensos edifícios existem algumas montanhas lindas, algumas com comunidades outras preservadas, que serviram por longos anos como barreira de entrave de ocupação efetiva urbana antes dos anos de 1890.
Mesmo com vias sobre os morros, como a Ladeira do Leme e a Estrada do Barroso, e ainda pelo acesso da  Lagoa de Sacopenapã (Lagoa Rodrigo de Freitas) passando por onde é o corte do Morro do Cantagalo.
Foi somente com a abertura do Túnel Velho - túnel Alaor Prata - em 1892, pela Companhia Jardim Botânico carril - de Otto Simon e Paula Freitas -  que o bairro assim começava a surgir entre um empreendimento urbano e um projeto de cidade salubre diferente de toda a cidade que ficava atrás dos morros. O túnel em sua inauguração teve até a presença do presidente da Republica o sr. Floriano Peixoto. 
Os bondes que começaram a circular através do túnel, começam a trazer gente de vários lugares para se banhar nas águas salitricas e dos ares "medicinais". O bonde conduz neste tempo os corações e mentes daqueles que querem chegar em Copacabana, ainda com sua Igrejinha fincada num rochedo, onde se encontra hoje o Forte de Copacabana. As linhas de bonde em Copacabana se dividia em dois trajetos o que ia da Praça Seazerdelo Correia até Igrejinha e a outra ia até o Leme. Copacabana começa a ser descoberta e descobri o processo de urbanização e ocupação... ainda meio lento neste momento.
No período que compreende da abertura do túnel Velho até a inauguração do Copacabana Palace em 1923, o bairro ainda crescia devagar. Mas é nesta fase do surgimento do bairro que algumas coisas mais importante aconteceram. Uma dessas coisas é a abertura do túnel Novo - túnel Eng. Coelho Cintra ( que foi o engenheiro que projetou e abriu o túnel Velho), que permitiu melhor acesso ao bairro, como uma nova via ultrapassando o morro de São João, próximo a ladeira do Leme; a via foi inaugurada em 1906. Nesta mesma frente inicia-se abertura e construção da Av. Atlântica, que vai ser marca registrada do bairro. Com o intuito de melhorar a circulação do bairro a Av. N.S. de Copacabana também começa ter a ser ampliada. Para que essas duas vias se torna-se o plano de acessibilidade do bairro na época, começaram a demolição do morro do Inhánga (mas que morro é esse???) Esse morro era o marco físico oficial que dividia o bairro do Leme de Copacabana.... Com o fim do morro (ainda resta um cucuruto lá, basta procurar lá perto da praça Cardeal Arcoverde) Copacabana ganha novas extensões e também novos empreendimentos urbanos.
De certo que só com o final da construção e inauguração do hotel mais charmoso do Brasil e que Copacabana começa ganhar o seu glamour, com suas calçadas em pedras portuguesas inspiradas em calçadas de Portugal, já com ondas perpendiculares ao mar.
A foto ilustra o tempo, já com o hotel erguido e ainda o morro do Inhánga ao fundo mostrando como o homem dobra e desdobra parte da natureza ao seu jeito.
E é assim que Copacabana irá começar a surgir para mundo. O Copacabana Palace, surge para servir de hospedagem para grande Exposição do Centenário em 1922, mas ele só fica pronto um ano depois quase no final das comemorações. Mas se isso soou ruim, não se engane; ele também tinha um belo teatro e um excelente cassino na época que servia para manter o luxo e sua ostentação. E mesmo com o fim dos cassinos no Brasil (em 1946), o hotel consegui manter seu glamour, mas daí graças a outras convenções dos anos 40 e 50 - a nova boemia carioca e a Nova Copacabana.
 tem continuação ... 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ciência - Arte - Ciência

Para defender as Ciências,
Vós digo logo,
Que sem Ciência muito de hoje não existiria.

Se o Artista é o Cientista da alma,
Ao Cientista é o Artista da Vida.

Ao Cientista fica as perguntas e as respostas
Aos Cientistas ficam dúvidas e soluções.
Fazem arte, burilando questões
Física, Químicas e Matemáticas.
Oras Humanas, Biomédicas e técnicas.

Senhores,
Os Cientistas são essênciais.
Sem eles as artes não vingariam,
E tão pouco seriam tão ensejadas no nosso cotidiano.

Os Cientistas fazem Arte.
Fazem a arte de descobri os átomos, os mícrons, a anti-matéria...
Os Cientistas redescobrem o mundo,
com métodos;
Com novos olhos.

O Cientista  é o Artista,
que lápida,
esculpe,
talha e
desgasta,
Os porquês da existência humana.

Sua razão, não está no instante;
Está na continuidade constante de se perguntar:  por que?
Sua razão está no que se produz continuamente como as mares...ondas constantes...

O Cientista é o artista da vida,
Construindo de bases para criar o novo
Criando Luz com lâmpada
Criando Comunicação com telefone...
Criando Andar com meios transporte...
Criando a redução do tempo e espaço com internet ...

E se ainda acreditar que isso não é Artes, Senhores;
Vós afirmo, isso é Arte genuína,
da transformação da Vida humana no espaço.

O Cientista é o Artista da Vida,
Recriando o modo de viver,
Questionando a vida e o mundo,
Reescrevendo idéias e conceitos
Produzindo entidades diversas para melhor, quem sabe, compreender o todo e a si mesmo.

Não se faz Ciência sem Arte e nem Arte sem Ciência,
Ao Cientista ao conhecimento da vida e ao Artista o conhecimento da alma.


sábado, 9 de novembro de 2013

Para viver um Grande Amor - Vinicius e Toquinho


Poesia de Vinicius de Moraes e melodia de Toquinho.
Só o refrão é cantado. 
O corpo da poesia é falado

Eu não ando só                     
Só ando em boa companhia
Com meu violão                   
Minha canção e a poesia     

Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, mistério
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for
Há que fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor

Eu não ando só,                    
Só ando em boa companhia
Com meu violão                   
Minha canção e a poesia     

Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador
É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista!
Para viver um grande amor
Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor
E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?

Eu não ando só                     
Só ando em boa companhia
Com meu violão                   
Minha canção e a poesia     

Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor
É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer "baixo" seu a amada sente
E esfria um pouco o amor
Há que ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador
Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!

Eu não ando só                     
Só ando em boa companhia
Com meu violão                    
Minha canção e a poesia      

domingo, 13 de outubro de 2013

Arte - Ciência - Arte

O artista
Já sabe que é um cientista.
Um cientista da alma.
O artista estuda o não-humano, o não visível, o momento transcendente de si.

O artista, seja ele de que arte for.
Ele é mais cientista que o cientista que tenta descartar a arte.
Um observador do que não se pode tocar
Transformador de espíritos.

O artista
Senhores,
é o melhor conhecedor do alma alheia
Ele encontra a alma das rochas, das madeiras, dos metais....

Quem diz que arte não é ciência se engana
Se iludi em acreditar que a ciência lhe responde tudo.
A arte do artista é ciência feita dia-a-dia
com prazer da intenção.

A arte é ciência da alma,
do espirito,
do momento,
do tempo,
do som
do silêncio da mente. Vai onde não se pode pegar.
Transforma em objeto palpável ou observável o não humano.

O artista é artífice de si mesmo
O artista é criador de sua ciência
E  é domador do seu circo de vida.

As artes os símbolos
As ciências as entidades
Aos homens as palavras
A alma a transmutação

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Pesquisas alheias

Acho que devo ser uma alma caridosa....
Mas não penso isso de fato.
De fato que me incomoda é como as pessoas tem preguiça de pensar, preguiça de pesquisar e preguiça de estudar o que for ....
De fato essa preguiça já me renderizou, porém não concordo com isso.
Queria mesmo era ganhar para fazer pesquisas de verdade ... caramba...
Com os meus estudos atuais, o que mais tenho encontrado é gente desconecta do que se pretende fazer.
PESQUISAR faz parte do trabalho. Não tem como apresentar um lugar ou falar sobre algo sem conhecimento algum sobre.
Ler, estudar, pesquisar, inteirar-se do assunto é algo fundamental.
Nem sempre dominamos a fundo.
Tem gente que briga comigo - briga mesmo por pesquisar e estudar demais.... mas acho que é o que mais gosto de fazer de fato.
Estudar talvez nem tanto, até porque o fato de conhecer e descobri algo muitas vezes me basta....
Mas pesquisar é como encontrar um novo livro de contos infantis que ainda não leu...

Será que o pesquisador profissional passa por isso? Acho que não. O fato dele se engajar num determinado estudo o limita, o cerca e o defini por área de conhecimento e tudo que está fora disso não o interessa ou lhe comove; são práticos, pragmáticos e solúveis então o que tem é o extremamente essencial.

Pesquisar coisas alheias ou coisas sem ser do seu domínio então é algo sem mérito(?).Talvez não, mas tem que ter função e necessidade.  Cabe cada um saber pesquisar o que quer e aprender a pesquisar como delimitação. #prontofalei!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...