terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mal de Alzheimer - o mal do seculo é a solidão.

O mal do seculo é a solidão 
Cada um de nós imersos em nossa própria arrogância
Esperando um pouco de afeição.
Esperando por mim -  Legião Urbana

Estou a tempos para escrever sobre este assunto.
Sabe tem assuntos que são delicados e que por varias questões tentamos afasta-los de nossos corações e mentes.
Então aos 15 anos eu vim morar com a minha avó paterna, junto com a minha mãe. Isso para mim já era complicado pois tinha perdido meu pai e também o meu referencial de casa até aquele momento.
Isso era uma catarse diária na minha mente, de ter que viver num espaço que não era o meu, mas do outro lado tinha a convivência com a minha avó, que poderia ser algo revelador, novo e cheio de aprendizado.
Não sei se foi isso que aconteceu, mas logo descobri que conviver com a minha avó não seria a tarefa mais fácil e prazerosa como sonhava e muito menos rápida, pois a intenção de minha mãe e minha era de termos nosso canto e deixar a minha avó continuar morando sozinha em seu ap.
Fato que tinhamos ideia que ela já estava muito esquecida das coisas e repetia varias vezes as mesmas perguntas: que dia é hoje? Hoje é domingo? Tem pão em casa? Tem pouco pão?
Acho que no inicio estava mais preocupada em entender como seria a minha vida sem meu pai naquele momento do que entender as repetições de minha avó. Entender que ela já estava muito doente, já tinha perdido muito de si, mas não tínhamos ideia da gravidade.
Foi o tempo de seis meses, para perceber que a ideia de ir morar em outro lugar foi se diluindo no espaço tempo, pois as necessidade de assistência da minha avó iam se tornando maiores para mim e minha mãe.
Foi só em 1997 que de fato tivemos plena certeza que a minha avó tinha o mal de Alzheimer, pois até ali tínhamos apenas a certeza que ela estava doente, com um grau de perda de memoria elevada, com baixo reconhecimento das pessoas e por muitas vezes querendo ir para a casa dela, pois está já não o era.
Sim, muitas vezes pensei somos culpadas por ela estar assim. Mas ao mesmo tempo pensava e se ela estivesse sozinha como estaria? Seria melhor para ela a solidão e falta de percepção da doença?
É fato que é difícil admitir que alguém que amamos deixe de existir ou por morte ou por esquecimento.
Aprendi cedo a lidar com a morte. Para mim era como ver a minha avó morrer lentamente perdendo sua identidade, esquecendo o meu nome, o nome de minha mãe, o nome dos amigos, por fim acho que ela só via a imagem do marido em tudo, pois este ela nunca esqueceu.
Durante os anos de 95 e 98, minha avó ainda esperava meu avô chegar em casa, como ele ainda estive-se em vida. Se dissemos que ele já havia falecido, ela caia em prantos e não aceitava a morte do mesmo, contudo quando falávamos que meu pai tinha falecido ela aceitava e entendia, como se a morte do filho que foi quatro anos depois já tivesse acontecido a muito tempo e isso não a incomodava.
Para mim era triste, me sentia presa a ver a minha avó se esquecendo, e vendo a minha mãe enlouquecendo por não aceitar viver aquela situçaõ, por querer ir embora, por ver seus projetos de vida morrendo.
Sim a doença levou consigo alguns anos da minha juventude, dos meus hábitos, dos meus sonhos. Me fez abrir mão de mim em prol da minha avó, que não me reconhecia a certa altura mais como neta, passei me chamar de menina; -Ah a menina !! Você ta ai!
Em 97 mesmo se começou um tratamento, mas que pelo meu ver era apenas paliativo  fabuloso pois ela conseguia conversar ainda mesmo que sempre os mesmos assuntos eu ainda a compreendia. Com o tempo as doses dos remédios precisavam ser aumentadas, para continuar os efeitos, mas nem isso surtia o mesmo resultado.
Era triste saber que o fim, não era a morte em si, mas morrer para vida. 
Aos poucos a minha avó também deixou de falar, deixou de comer, esqueceu que tinha que ir ao banheiro, esqueceu de movimentar, de fazer ginastica, de andar, esqueceu de se levantar da cama.
Entre 1999 e 2002, praticamente a carregávamos de um lado para outro da casa, dávamos comida na boca,  dávamos banho, arrumávamos  penteávamos  conversarmos com ela e tentávamos integraliza-la de algumas forma para a mantermos humana, mesmo ela não falando nada ou falando: nhan nhan nhan e mexendo a mão direita quase toda atrofiada só com o dedo indicador apontado pra fora e sorrindo pra você  num gesto de esperança em meio caos.
Ela faleceu em janeiro de 2002, apos um mês brigando com mais um pneumonia, prestes a ter alta para voltar para casa.
Não sei se foi um descanso para ela ou um peso para nós. Mas demoramos ainda quase dois anos para termos uma outra rotina social sem a minha avó. Pois a vida num período de 8 anos foi na função dela.
O Alzheimer é silencioso, talvez maltrate mais quem convive com o doente do que o próprio doente, pois quem ainda detem a memoria não aceita que o outro não o lembre ou reconheça.
Acho que meu tio só entendeu a doença quando numa das ultimas vezes que ele esteve na minha casa a minha avó o chamou de Arno e tentou beija-lo como marido. Meu tio ficou uma mistura de raiva e constrangimento, a minha avó não o mais reconhecia o filho vivo.
E eu já tinha me acostumado com isso.
Para mim a morte dela de fato, trouxe outros problemas e me fazem sempre refletir como a vida pode ser bela, imperiosa, e esquecida.

Aos que convivem com alguém com Alzheimer, não tenha medo, não é contagioso. Também não se ausente, procure ajuda, a minha mãe procurou a associação de amigos de portadores do mal. Também não pense que só com a sua família acontece isso, pois muitos hoje ainda sofrem calados com medo e vergonha. Também não pense que ira resolver isso sozinho e que é algo passageiro, pois aviso logo não é, e pior pode ser longo e sera necessária toda ajudar que puder. Muitos perdem o chão quando veem o matriarca da família se desconhecer ou desconhecer os familiares, e logo acharem que a família acabou, digo é hora de se unirem ainda mais e dividirem nas tarefas e nas atenções.
Mas se unica saída que você entende como possível a sua família: o asilo, então busque um que tenha como estar sempre presente, próximo, que visite com regularidade, mantenha tudo que seu familiar precise para viver ali da melhor forma possível. Só assim a gente se sente menos culpado ou mais aliviado de estar tentando fazer o melhor.

Por fim entendo que hoje o mesmo mal tem tratamento, mas o maior mal da humanidade, que pode também ser a causa do mal de Alzheimer é a solidão. Aquele mal silencioso, do qual acreditamos nunca passar e por muitas vezes duvidamos que ele de fato existe. A maior solidão não é estar só é a de se sentir só no mundo, mesmo quando todos estão ao seu lado.



sábado, 16 de fevereiro de 2013

Enfim o ano pode começar!

Este fim de semana marca o fim do horário de verão, e logo consigo o período de festas prolongada.
Marca também o início do ano letivo, assim como ano comercial ativo.
Sempre temos a impressão que o ano só começa de verdade depois do carnaval.
Eu já falei disso aqui.
Assim como mal o carnaval acaba, as lojas já estão se organizando para  a pascoa.

Podeira dizer que ano começa com o reveillon, onde todos correm pra comprar roupas brancas. Depois as contas das férias, seguida com a lista de voltas as aulas. Agarrado a isso tudo o carnaval, com a venda de fantasias e adereços.
Nem dá pra respirar. Entramos numa onda consumista uma atras da outra, sem muito observar.

O ano definitivamente começa nesta segunda feira dia 18 de fevereiro. Sem horário de verão, com o verão escaldante no Rio de Janeiro.

Manda a Sandra Annenberg morar de vez no Rio de Janeiro para ela para de reclamar do tempo paulistano, mas manda ela vir no verão e trabalhar no dias de calor a pino. Talvez ela goste mais. Já que em São Paulo o clima é mais ameno e chuvoso.

Carioca gosta deste calor - lota as praias - se queimam de esturricar na areia, acham lindo o bronzeado queimado e aproveitam o sol até o ultimo momento.
Acho que estou meio fora deste padrão....

Sabe, o ano comercial começa e todas as rotinas voltam, como transito, a praia cheia, as criança nas escolas, o comercio e suas benditas datas (imagina se dia de São Valetin iria fazer sucesso no Brasil, em pleno carnaval? Tá todo mundo se azarando, ninguém quer nada sério, ainda bem que inventaram outra data!), a volta das férias, a volta ao trabalho, a rotina semanal, o fim do período de cursos rápidos. Enfim o verão chegou de fato e o ano também.
Divirtam-se!


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Estudar Geografia é chato.

Sabe sou formada em Geografia.
Sempre me perguntam: é professora?
Digo não, não sou.
Sim sou formada em licenciatura em Geografia. Mas também sou bacharel.
Tem diferença?
Têm. E muitas!
Se você se acostumou com aquelas velhas aula de geografia decorando nome de rios, lugares e capitais, digo logo que isso é apenas uma porção de decoreba de informações geográficas que pouco podem trazer algum beneficio futuro.
Estudar geografia é compreender que você faz parte do espaço - lugar - território - paisagem - região em que vive. Não é um ser isolado e muito menos num pedaço de terra só seu, onde só você dita regras. Mesmo que possua um quarto, suas medidas, sua área  suas relações com o restante da casa simplesmente são somente tuas, mas de quem convive contigo.
Mas eu moro sozinho?
Mas em algum momento você receberá visitas ou terá que fazer uma obra ou simplesmente terá que se mudar, o seu espaço exclusivo se reduz ao mundo em que você preserva único seu, onde suas regras são prontamente feitas e desfeitas aos seu interesse, incluindo as suas necessidade, mantendo sua segurança e preservação social. E quando alguém a quebra, são as suas regras que estão sendo desrespeitadas, seu território que esta sendo invadido e os seus limites sociais que estão sendo testados. 

E aí que digo que estudar geografia não é algo tão simples quantos nomes e decoreba.

Entender as relações homem-natureza/ sociedade-natureza implica estudar política, cultura, geomorfologia, climatologia, cartografia, estatística, espaço urbano e agrário. E por mais simples que isso pareça e seja, tem algo que conta forte que é o fato de pensar como isso tudo se configura num lugar ao mesmo tempo, suas dimensões, seus impactos, suas relações, suas impressões.
Será que a geografia termina nas decorebas? Ou começa nos nomes e passa para o questionamento do porque que as cidades surgem junto ao rio?
Ou surge da experiência de andar pela cidade?
Ou simplesmente de dizer eu vou a tal lugar por que lá tem mais lojas?

As atividades sociais que temos dentro do convívio de nossas casas, em grande parte, levamos para a ruas e diretamente a cidade que vivemos, moldando tanto os laços de construção do espaço familiar quanto o do espaço social coletivo: a rua.

Estudar e pensar geografia é estudar e questionar o espaço vivido, é perguntar o por que do onde .
E se você ainda acha que estudar geografia algo muito simples e sem graça, pensa primeiro que antes dos nomes existem pessoas e lugares que os tornam de alguma forma exclusivos.
Pense que sua cidade é única, não nome, mas pelo o que ela tem, pelas ruas, pelos símbolos,  pela cultura, pelo comercio, pela  agricultura, pelo povo. Sendo esses elementos mais importante que nomes.
Pense nisso.



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Um incêndio mobiliza um país.

Sabe-se que existem coisas que custamos acreditar.
Domingo passado (27/01) - as 2h30m da manhã ocorreu um incêndio em uma boate popular no município de Santa Maria (RS), que acabou levando a morte num primeiro momento 231, sendo que 127 jovens continuam internados devido ao acidente.
Isso foi um estopim para que vários municípios deflagarem uma ação contra 'prováveis incêndios'.
As ações que agora são declaradas, fechando casas de show, teatros, espaços públicos e coletivos, são visto por muitos como algo correto, certo.
Mas será que isso não era para se pensar antes do incêndio?
Será que uma legislação, qualquer que seja, municipal, estadual ou federal irá mesmo ser cumprida de forma correta por todos? Até onde a ação de fiscalização do Estado tem se feito presente ou simplesmente relapsa diante de algo quase improvável.
Estamos todos ainda sofridos com que houve em Santa Maria. Mas será que isso é razão para fechar todas as casas de show ?
Agimos no impulso do momento.
Temos que pensarmos como deve ser a melhor forma de agir para que incêndios não ocorram nestas proporções. Pensarmos que a legislação na construção de espaços de teatros e casas noturnas tenham regras claras e eficientes, que pensem no que pode ser permitido ou não, dentro de um espaço deste. Pois isso pode sim ser mais eficaz que fechar tudo. 
Teatros antigos antes destas leis como farão para funcionar?
Nem todos os espaços terão possibilidade de se adaptar, será isso a razão para o fechamento dos espaços ou a redução drásticas de sua capacidade, isso algo justo? 

Até pouco tempo atrás nem se falava em acessibilidade e hoje todos os novos empreendimentos precisam seguir regras de acessibilidade, prédios antigos e de acesso público tiveram que criar e se adaptar as tais regras de acessibilidade, enquanto muitos ainda perguntam: para que? Digo: para que todos possam usufruir deste espaço.

Pensar nos espaços e seus usos, é também repensar a cidade seus espaços e seus usos, como a encaramos e a enfrentamos todos os dias. Se nós também não a fiscalizamos e cobramos o melhor uso, o melhor qualidade, a melhor forma de cuidado social, por que as nossas autoridades também o devem fazer?

Cobramos do outro sua responsabilidade, pensemos na nossa também.

Precisamos sim de saídas de emergência em todas as casas de show, mas será que a nossa casa tem saída de emergência para nossos próprios incêndios? Até onde estamos de fato preparados para enfrentarmos um acidente real em nossas vidas?

Será que isso é discutido? Pensado? Acho que não, pois pensamos primeiro nas leis, na fiscalização, na ação do governo, na ação da polícia e pouco pensamos na nossa própria ação.

Que os familiares encontrem conforto na justiça, mas também nos seus pares em ações de congregação.  

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Chegou fevereiro!

E ai!? Como está?
Aqui as coisas estão indo mais ou menos bem.
Já estamos em fevereiro e logo pensamos em carnaval; mal descansamos das férias e do réveillon e emendamos com mais festa e folia. Pois bem é carnaval em quase todo Brasil.
Sim quase todo.
Pois em muitos lugares não se tem folia de quatro dias, uma semana ou mesmo duas semanas.... Em muito recantos é só mais um feriado que ele comemoram pela tela da televisão.
Que diga municípios como Santa Maria (RS), Petrópolis (RJ) e tantos outros que motivos próprios resolveram suspender as comemorações.
Para muitos a folia ficara guardada para outros eventos ou talvez guardarão apenas as lembranças do que se foi.

Eu mesmo
também não estou para folia ou carnaval. Estou me sentindo mal, cabisbaixa com a vida.
Mas tudo tem seu tempo e logo outra maré vem é muda tudo de novo.

Que venha a festa de folia. Com toda sua majestade e fantasia. Que usemos consciente as nossas mascaras e não atropelemos a nossa alegria.
Que sejamos francos pelos menos conosco, se não conseguimos ser com o outro.
Que bebamos mais água e menos álcool. Que brindemos a vida a vivendo e não a matando.
Que mesmo tudo não sendo como nossos sonhos planejam que seja como o nosso coração palpita.
É fevereiro!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

ECA e a Governança do Estado

Para quem não sabe o que é ECA, ECA é Estatuto da Criança e Adolescente, lei criada em 1989 durante o governo Fernando Collor de Mello.
Venho falar de ECA pois é este estatuto que protege e defende o menor perante a sociedade civil organizada.
Sim o estatuto foi feito para defender o menor diante da violência e da proteção do Estado diante da questão do abandono, que faz o Estado tutor do menor em casos extremos, como o caso do abandono e vicio de drogas.
Felizmente nem o Estado e nem as famílias são capazes de fato, em muitos casos, de impedir que o menor se envolva com o crime, não estude de fato (tenha acesso a educação tanto familiar quanto escolar), não tenha acesso a saúde, perpetue seu  estado de violência, se envolva com drogas ou mesmo negê sua origem familiar.
Se as famílias não tem condição de ter filho ou manter os seus filhos, em muitos casos o Estado toma o pátrio poder dos pais e passa a zelar pelo menor junto a instituições especializadas para isso, como tutelares pelas crianças.
Hoje a minha mãe esta novamente reclamando que deveria se mudar a lei de maioridade penal. A lei que prevê que até 16 anos o jovem é incapaz ainda de responder condicionalmente sobre seus atos, muitas vezes só cumprindo ações punitivas de ação social e em casos graves - sem o direito ao advogado - caindo por algum período em instituições reeducação social, que mais apela para o mundo do crime do que para uma vida melhor em sociedade.
Quem são os pais desses jovens criminosos?
Os pais, a sociedade civil pública ou o Estado?
TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS PELA EDUCAÇÃO é o que prevê o ECA.
Quando passaremos de fato assumir essa culpa?
Continuamos a ter filhos sem pai e mãe e continuamos ainda acreditar que o Estado tem que ser responsabilizar por todos os nosso atos.
O estado de Governança do Estado que deveria exigir que todos sejam fiscais das regras ainda esta muito longe de se concretizar enquanto os nepotismos da vida continuam sendo regra social de boa conduta. Se nem de forma burocrática de  fato o Estado funciona administrativamente bem, quanto mais deixando na mão de quantos ainda se acham donos de verdades absolutas.
Pensar no ECA, também é uma forma de pensar de como queremos a administração pública do Estado de Direito. 
Educação para todos sim para já mas com condições realmente preventiva paras que todos os jovens tenham acesso a educação que queriam essa educação que entendam o que é educação e não como força tarefa de bolsa família em que essas crianças vão para as escolas pela merenda e pelo dinheiro que é dado aos pais. 
Enquanto educação for dever e obrigação do Estado manteremos esse modelo de conduta improprio para todos onde poucos realmente apreendem, muitos se prendem e alguns sobrevivem.
Pensar nas escolas, no ECA e nas ações integradas a educação pública muito tem haver com o processo de estrutura administrativa do estado. 
Fazem reformas e mantem as leis, refazem as leis e continuam rindo delas.
Nem momento não sou contra e nem a favor da maioridade civil dos menores de 16 anos mas sim de uma revisada geral no ECA, na postura social das famílias que são penalizada por ela e as que deveriam também e não são. Essa revisão deveria incluir os casos graves e os menos graves e apontar as soluções, deveria também responsabilizar o Estado em casos em que foge a questão da família, como o próprio acesso a escola e a saúde que deve ser de responsabilidade do estado; e pensar de vez numa forma efetiva no acesso a emprego e renda, já que em muitos casos os jovens de 14 anos entra em condição de aprendiz e não é isso que fato ocorre e além da questão salarial. Pensar nisso de forma efetiva dentro do campo da lei seria muito melhor ainda que apenas discutir o fato da maioridade civil e criar campanhas para que as meninas deixassem de ter filhos antes dos 18 anos ..... 
Ainda falta muito para que tudo isso seja organizado tanto pelo direito quanto pela sociedade que pede ações imediatas e não ações continuadas.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Investimentos e Parcerias público-privada

Sabe tem horas que a gente fica se perguntando por que faltam ferrovias?
Ai a gente responde a si mesmo porque falta investimento do governo. Falta interesse do governo.
Mas será que falta investimento ou interesse das empresas privadas, será que não seria algo interessante? Antes que digam que dá prejuízo  Pois isso que deve ser que as empresas como a Barcas s/a e a Supervia deve apresentar ao governo do estado para sempre estar pedindo auxilio para comprar trens e barcas, e ainda pedindo a ampliação do tempo de concessão.
Muito estranho.
Pois para construir um estadio ou mesmo "reformar" logo todos dizem que é algo lucrativo. A concessão de terreno e reforma urbanística para um vulto de copa do mundo será lucrativo e alta representação para as boas parcerias politico-privada  - ops público-privada.
Pensar que a lei 11079 de 2004 prever este tipo de contrato administrativo de concessão como uma forma de reduzir os custos do Estado e exigir em algum grau o empreendimento e o interesse do ente privado, ainda é pouco usual e mal vista por muitos. 
Sim se essas parcerias fossem fiscalizadas corretamente e funcionassem de forma garantir um bom uso da coisa pública e garantir sua execução como qualidade e compreensão da coisa pública, com certeza que as ferrovias nacionais já teriam saído do papel e da cabeça de tantos cientistas. 
Posso parecer uma otimista no meio desta loucura, mas mesmo sendo otimista, seria ainda melhor que essas parcerias fossem, não para construção de estádios, mas para a melhor integração intermunicipais e interestaduais para evitar desastres como que ocorreu agora em Xerém quanto investimentos em transporte, economia, saúde e lazer.
Em saúde, na área de gestão, seria uma ótima oportunidade de melhor integração entres as redes hospitalares que temos hoje tanto na cidade do Rio de Janeiro quanto no Estado. Se pode parecer uma forma de roubo aos cofres públicos, também pode ser a saída para melhor uso e atendimento das unidades de saúde pública, já que a falta de comunicação entre os elos e entes desta rede são ainda péssimos,  mesmo hoje como os agentes comunitários de saúde junto as clinicas da família, é o depois que passa para as tais especialidades que a coisa meio que se perde, pois ou falta profissionais ou falta unidades de saúde que possa atender a rede ou pior a falta de uma administração competente para estar integrada a rede de saúde e desobedecendo as normas da Secretaria Municipal, Estadual e Federal de Saúde. Em algum destes pontos há falhas sérias que precisam ser corrigidas.
Assim como pensar em investimentos de integração real entre as cidades e mesmo dentro dela por veículos sobre TRILHO, repensar as antigas concessões dos transportes urbanos coletivos rodoviários que continuam NÃO prestando um serviço de excelência.
Já que então existe as leis que se façam-a a cumpri e que o POVO seja de fato o MAIOR fiscalizador daquilo que usa diariamente.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Solstício de Verão

E ontem, junto com a noticia do fim do mundo, chegou o verão. Tão aguardado, amado, odiado, adorado, ansiado e temido.
Sim, o verão.
Ontem o dia teve 13 horas de luz, mas hoje, até as 19:40 ainda dava para perceber a luz do sol entrando pela janela do meu quarto.
Está anoitecendo bem mais tarde. Com o horário de verão atuando isso parece que fica mais evidente, junto com o aumento do consumo do ar condicionado.
É VERÃO!
Junto em seguida Natal e Ano Novo.
Essas datas fincada junto do verão .... soam estranho. As duas datas estão de fato relacionadas a outro solstício, o de inverno. Datas que foram criadas dentro de calendários pagãos nórdicos, recolocados dentro do calendário religioso católico e brilhantemente incorporados pelo mercado capitalista consumidor compulsivo de produzir produtos para datas de época, já que desde sempre cada época tinha um produto que o simbolizava, contudo como simbolizar um solstício de inverno em pleno verão?
O fato que essa equação não será resolvida tão cedo enquanto compramos pinheiros natalinos, papais noeis, peru, tender e castanhas - tudo muito ligado ao clima frio do inverno.
Se essas datas fosse comemoradas no verão nórdico.... aveia, centeio, pães e cerveja seria parte da ceia de natal. A carne talvez não houvesse, ou talvez seria peixe fresco tal como na pascoa.... mas quem sou eu pra criticar?
Só estou apontando um novo cardápio mais verão e menos inverno para ceia.

O Verão combina de verdade com a praia, sorvete, água de coco, sucos de fruta, vitaminas, saladas frescas, saladas de frutas e coisas geladas ... alguém dúvida?

Bom Natal e que as Bençãos do Senhor nos encha de fé, esperança e alegria. Para que tenhamos um verão menos temido e mais amado, que seja menos quente e mais ameno, com chuva regradas e menos enchentes. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Canção Natal e Ano Novo - SEJA FELIZ - Marisa Monte -


Seja Feliz

Marisa Monte

Seja feliz
Com seu país
Seja feliz
Sem raiz
Seja feliz
Com seu irmão
Seja feliz
Sem razão
Tão longa a estrada
Tão longa a sina
Tão curta a vida
Tão largo o céu
Tão largo o mar
Tão curta a vida
Curta a vida!
Seja legal
Com seu amor
Seja legal
Sem pudor
Seja gentil
Com sua figura
Seja gentil
Sem frescura
Tão longa a estrada
Tão longa a sina
Tão curta a vida
Tão largo o céu
Tão largo o mar
Tão curta a vida
Curta a vida!

Curta a vida com o sabor do vento,
sinta a vida vibrando em cada nervo do seu corpo
respire fundo 
sinta cada pelo do seu corpo.
aprecie cada gole d'água
entorne sua paixão
transborde seu amor
queime toda sua raiva
chova toda sua tristeza
encha os copos de sua amizades com o melhor licor de doçura e boas vibrações
Cante
Cante alto para que tudo o mau se afaste de sua casa.
Cante o amor, a alegria, a esperança e a fé 
Que o nosso Natal seja magia de amor
 e que 2013 renovemos a fé a esperança de novas conquistas 
para termos mais coragem e perseverança para termos novos sonhos e realizações...
BOAS FESTAS!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Não dá mais pra segurar.... Gonzaguinha


Chega de tentar dissimular
e disfarçar
e esconder
O que não dá mais pra ocultar
e eu não quero mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor           
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar

Chega de temer,
chorar,
sofrer,
sorrir,
se dar
E se perder
e se achar
e tudo aquilo que é viver

Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã
Nascendo,
rompendo,
tomando
rasgando meu corpo
e então eu

Chorando,
sofrendo,
gostando,
adorando,
gritando
Feito louco,
alucinada e criança
Sentindo o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar: Explode coração!
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