sexta-feira, 17 de março de 2017

Tem dias que vivemos uma tristeza profunda e vemos passar por nossos olhos olhos os sonhos que não realizamos.
Todos dias tem sido muito claros neste último verao; bastante quente e seco. O verão logo chegará ao fim está semana, para o meu alívio.
A tristeza que já me acompanha desde do ano anterior, tem estado maior que antes. Nem a esperança de começar algo novo tem me animado.
As dores de cabeça por vezes cessam, mas este mês foi pior dos últimos 3 meses. O que trás transtorno, mas também confirmação  a minha incapacidade produtiva.
Vivemos um tempo de incertezas profundas e que os direitos tem cada vez sendo para poucos e os endinheirados tem mais direito e poderes que a maioria da população. Estamos sendo humilhados.
Nada pra me orgulhar.
Nada há se realizar.
Nada há conquistar.
No meio do vazio um zumbido de abelha lembrando a nossa finitude. Somos finitos em nós.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Tempos Líquidos - Feliz 2017

Entre muitas ausências, permanência - uma insistência longinquá de continuar escrevendo um "diário".
Em tempos líquidos, onde tudo é tão rápido, enquanto escrevo aqui algumas linhas mal redigidas como força de um habito que não é deste tempo, em outros meios de internet publica-se um monte de coisas e noticias sobre tudo e mais um pouco; enquanto mal consigo digerir o primeiro texto, vídeo, montagem ou que for que apareça na minha timerliner do Facebook, onde tudo é frenético.
O tempo ficou liquido, escorre entre o dedos, não se fala mais olho no olho, as conversas são online, via chat, via vídeo-chat, mesmo que veja a expressão do outro será que aquele momento não é uma mascara? 
Ora eu não sei.

2017 chegou chegando. O ano passado foi um ano difícil em vários setores e questões, mas não teve manifestações pesadas como rolou em 2013 e 2014. Tivemos destituição da presidenta eleita por "aclamado golpe politico" - mas que o tempo será cruel em afirmar isso ou depor sobre isso.
Esse ano também não será fácil, governos estaduais quebrados ligados diretamente a politica da Lava Jato e a derrota e quebra do monopólio da Petrobras. A ´politica que a volta do cabide de empregos. A volta da religião como o Estado.... Não sei mas isso não dá bons resultados.

A perda do Bauman - filosofo - fará falta para entender melhor esses tempos líquidos, amores líquidos e vida líquida. Lembro muito do espetáculo Outside - um musical noir - onde uma menina iria se matar para se tornar arte ou transformar sua morte como obra de arte. tudo volátil 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Mariposas

MARIPOSAS
No meu quarto habitam mariposas.
Que voam a noite
Encontram repouso sobre os livros
Se namoram em algum momento
Poem ovos que viram larvas
que comem talvez algumas paginas de livros ...
Que depois empupam e vão
logo mariposiar meu quarto.
Não me atormentam mais
por puro descaso.
Já não me deslumbro mais
por puro despeito
já as esqueço
por ter pouco tempo
Mariposiar meu quarto
e o que as vezes faço
quando de muito me ausente estou
ficar arrumar saborear o ócio
pode ser gratificante
mariposiar  os espaço que deixo
e oras ocupo
dentro do quarto e
dentro de mim
Mariposiar 
a vida
em dose infinitas
entre cortinas e portas
nos lampejos do dia.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Rio 2016 - Rio Olímpico

Sob o relevo da cidade, suas formas foram desenhadas e reescritas para servir de logo e identidade para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos da Cidade Maravilhosa.
Sim o evento foi muito criticado antes, durante e será depois ainda...
Sua formas estão sendo exaltadas.
Sinto falta nesta logo o "morro" que mais me chama atenção na cidade - o Pico da Tijuca, suas linhas foram esquecidas, junto com o Pico do Papagaio e a Serrilha.
Sim valorizaram os mais famosos... 
Quantos outros eventos o Rio ira ainda receber?
Antes dos Jogos - só se falava em Zica, poluição da Baía de Guanabara (ainda poluída), dengue, não cumprimento dos prazos, de lixo, violência...
Durante os Jogos a Pira do povo se manteve acessa, um Sol, uma Árvore, uma estrutura cinética mágica  e reluzente.
Os Jogos do Rio fizeram história. E ainda farão estória.
A conta dos jogos ainda vão começar a bater nas portas dos moradores da cidade.
Mas ninguém pode dizer que não fizemos um super mega carnaval fora de época; o Boulevard Olímpico, ligando o pier da Maúa até a Praça XV estava todos os dias abarrotado de gente e de pessoas assistindo os eventos nos telões, visitando as casas olímpicas, se divertindo ao ar livre. 
Os museus do Centro acho que nunca tinham sido tão visitados... acho que só MNBA ficou meio órfão nessa estória próximo a Biblioteca Nacional e o Teatro Municipal. 
Minha preocupação será e depois como será esse Boulevard, continuara assim cheio de vida?
Ainda quero saber como funciona a estrutura da pira olímpica... quem quiser me contar por favor deixa nos comentários.
Nesses dias olímpicos me lembrei da Eco-92 - cidade ferveu por 10 dias sob a ótica do maior evento sobre Ecologia e Meio Ambiente, recebemos chefe de estados de vários lugares do mundo, a Amazônia era o assunto da moda, sustentabilidade era algo está surgindo como conceito, camada de ozônio era discutida como um objeto a ser preservado, lembrei que estava lá no meio da feira no Aterro do Flamengo conversando com pessoas com interesses diversos sob a mesma ótica.
Agora esse ano eu voluntaria - atuei na área comum de Deodoro - sim foi mágico ver as torcidas, os estrangeiros com seus adereços e sua alegria misturada com a nossa no meio das arquibancadas - somos muito barulhentos e isso é maravilhoso! 
Sei que muitos me recriminaram por ter me candidatado a voluntaria, mas como estar lá vivendo se não dessa forma? Sim poderia ter sido guia de turismo de um grupo qualquer, poderia ter conhecido pessoas de outros lugares - sim conheci - poderia ter ganho dinheiro .-- quem traria a minha experiencia?
Agora viram os Jogos Paraolímpicos e será uma nova dose de emoção. 
2016 já esta na história, mas gostaria que só ficasse o melhor dela, mas infelizmente a pressão politica nos bate a porta e hoje tivemos mais um presidente impeachmado (?)- deposto do seu cargo - aos gritos de é golpe- temos um novo tempo para contar ... 

#rio2016   #voluntariooficialRio2016









Que venha os próximos Jogos!



segunda-feira, 1 de agosto de 2016

DESEJO

Um desejo latente
flamejante
ardente
pulsante....
Ele cessa, na medida do tempo, do afastamento, da cor, do cheiro, do envolvimento....

O desejo pode ser sempre contido
mas ele doí por um tempo por dentro.
Diferente da paixão que cria, surpreende, investiga, cega e ignora todas as coisas
o Desejo ele ainda treme
vacila nos dedos.

A paixão é cega
O desejo é feroz

Um não mede, não cala, não pensa, não reluta
O outro pode ser fugaz, enxerga, aguça, pensa, impulsa, contido...

Na paixão há muito desejo.
No desejo nem sempre há paixão. Apenas o desejo do instante.
Saciado ou sufocado sempre tem consequências.
Entre o desejo do beijo e o desejo da morte  há a consciência do que alivia e do que causa dor.

No desejo há um lampejo
Onde a mente atua e diz não pode
Na paixão a mente perde sentido ...

No desejo da vida
No desejo do beijo
No desejo do abraço
No desejo da palavra
no desejo da morte
 tudo anda no meio fio esperando um empurrão para tombar para o lado do fazer ou do não fazer ...
Assim faço o desejo realizado ou contido na mão do tempo.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ordem ao Caos

Ordem
Desordem
Com ordem
Sem ordem 
Na cidade
Na rua
Nas estrelas
No Caos
Há ordem!
E desordem 
no Universo da vida
Construímos
na desordem 
do EU
uma ordem
para o Todo, 
mesmo que nada
precise 
ordem.


Obs.:Esse texto foi uma catarse durante uma oficina de teatro com a Cia. do Tijolo - Sesc Copacabana.

Na arte do mamulengo em que os braços se soltam, no ar, as pernas ficam firmes no chão. Na mascara de um olho só a visão reduzida . Somos migrantes o tempo todo, nunca de um só lugar, mas de todos.
A cidade nos habita e nós habitamos cidades... 
Lembro dos ciganos sem pátria mas com nação ... 
Somos flâner das ruas e casas e obras e monumentos ... circulamos em nós mesmo olhando para fora o que está dentro.
Falamos em tempo - foi dito - Envelheçam! - Mais eu grito por dentro sejamos sempre jovens, sonhadores e inventores do tempo.
O tempo é implacável - já escrevi sobre isso - deixa marcas no corpo e na alma... e algumas não serão apagadas.
Somos obra acaba, iniciada e incompleta. Somos o todo, a parte e o contido.
No vazio - no caos se faz o todo.
#ciadotijolo
http://www.sescrio.org.br/noticia/04/07/16/a-parede-cultural-da-cia-do-tijolo
Oficina Diálogos entre dois espaços - Primeiro ocupe depois se vire


ref. da imagem: http://lupaternostro.com/blog/wp-content/uploads/2013/02/CAOS.jpg

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Segurança...

Tempos atrás andávamos pelas ruas do bairro com tranquilidade, o ar bucólico do subúrbio, com portas entre abertas e pessoas sentadas em cadeiras de praia na calçada.
As crianças brincavam na rua de bola de gude, pique alguma coisa, carrinho de rolimã, taco e outras brincadeiras que as vezes eram inventadas na hora pelas próprias crianças.
Hoje às ruas só tem vez para os carros. Lazer só nos fins de semana, quando a rua se transformar em área de lazer, onde domina os skates, bicicletas e patinetes.
As crianças vivem nos seus condomínio e vem a rua no domingo estreito, raso, morno. Os contatos só aqueles que já foram direcionados pelos pais.
A segurança vale mais que a descoberta.
No mundo de incertezas e medos, onde a insegurança convive como uma sombra de nossos pés, estar livre sem medo é uma rebeldia, que em outros tempos não havia.
Neste domingo de inverno muitos estão nos carros e outros tantos em frente à TV.
Todos presos diante da vida, da descoberta, do mundo.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Outros tempos

Ciência, arte,ciência.
Arte,ciência, arte.
Criança, museu, descobertas.

Afinal, museu é lugar de criança?
Sim, é sim senhor!!!
Museu não é mais um gabinete de curiosidades. Ele é uma porta para curiosidades de ontem de hoje de amanhã e de sempre.
O homem sempre ira se perguntar de onde vem, pra onde vai, o que veio fazer. Suas respostas poderão ser várias. Mas com certeza ira perguntar novamente.

Essa discussão sobre espaço museal e seu público sempre me encanta.
O mediador pode estar em qualquer canto, mas dentro do museu ele tem uma função mágica de transbordar a idéia do artefato museal, ele argumenta junto com o visitante sobre as possibilidades do que ele vivência sobre a obra.
E daí as crianças nessa história entram como uma manivela de emoções múltiplas, com seus saberes, com sua ingenuidade, com suas respostas e suas experimentações. Num mundo lúdico de novas descobertas, transpassam o mundo real para o imaginário num piscar de olhos; nos convidando a mergulhar com elas neste mundo mistico e cheio de significados e significantes; traduzindo tudo para além dos nossos olhos.

São outros tempos.
Em quanto os museus buscam adaptações para novos públicos e quebras os paradigmas entre o escolar e o lazer, criando novas interfaces para dialogar com o mundo e manter-se novo. Do outro lado dessa história esta a escola, quadrada, fechada, curricular, dialogada... raramente múltipla.
A escola chega no museu é diz não meche. não pule, não corra, não fale, não perturbe.
E museu mostra botões, engenhocas, equipamentos cinéticos e todas as regras praticamente são quebradas.
É o gabinetes de curiosidades abriu espaço para o universo do lúdico enquanto a escola fecha o lúdico as classes da educação infantil, retirando os significantes do caminho da aprendizagem ...

 Penso na escola e no museu como Tuan* pensa o lugar - cheio de signos e significados e significantes.
Você vai ao Cristo Redentor - um lugar - onde o monumento e o espaço tem cunho religioso, mas o que mais encanta é a vista da cidade - o belvedere, se pensa na obra de arte, no caminho como chegar lá, na representação da obra como marco turístico da cidade... quantos são os significados para o mesmo objeto? Assim são a escola e o museu - cheio de significados e como inúmeros significantes.
E nessa inquietação que sempre pergunto a escola é um objeto geográfico?
E o museu é um objeto geográfico?
A Geografia da educação deveria ser algo ser estudado a sério. Não como um olhar pedagógico, mas com um olhar politico, uma contextualização da construção do espaço, um objeto transformador - não industrial - mas múltiplo de saber e de formação.
Os museus não são escolas. São livros que estão sendo constantemente reescritos, pelos coordenadores, curadores, museólogos, mediadores e visitantes - cheios de significantes.


* Para entender sobre o conceito de LUGAR de Tuan:  TUAN, Yi-Fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. São Paulo: Difel, 1983.
Resumo:
"Yi Fu Tuan (1983) é um autor que recorre a uma abordagem com viés da psicologia, tratando da afetividade produzida pela humanidade e sua relação com o conceito de lugar. O conceito de espaço aparece como espécie de meta-conceito, pois os outros conceitos chave da Geografia se referem ao anterior enquanto uma obra humana. Destaca ainda que o Materialismo histórico entende o lugar como uma expressão geográfica da singularidade; e a corrente Humanística percebe o lugar como uma porção do espaço em relação ao qual se desenvolvem afetos a partir da experiência individual ou grupos sociais.
Este autor trata a relação entre espaço e tempo na construção do lugar. Para Yi Fu Tuan o lugar é uma área que foi apropriada afetivamente, transformando um espaço indiferente em lugar, o que por sua vez implica na relação com o tempo de significação deste espaço em lugar. "O lugar é um mundo de significado organizado." (1983, p. 198).
Na vivência, o significado de espaço freqüentemente se funde com o de lugar. "A sensação de tempo afeta a sensação de lugar. Na medida em que o tempo de uma criança pequena não é igual ao de um adulto, tampouco é igual sua experiência de lugar." (TUAN, 1983, p. 206)."Lugar é uma mistura singular de vistas, sons e cheiros, uma harmonia ímpar de ritmos naturais e artificiais (...) Sentir um lugar é registrar pelos nossos músculos e ossos" (TUAN, 1983, p. 203).
Só nos familiarizamos com um lugar após algum tempo. Lugar é por sua vez definido por e a partir de apropriações afetivas que decorrem com os anos de vivência e as experiências atribuídas às relações humanas."
 http://www.webartigos.com/artigos/conceitos-espaco-lugar-e-territorio/34813/#ixzz4CNVX5bUE


sábado, 7 de maio de 2016

Escrita aberta

Dizem quem canta seus males espanta.
Oras e quem escreve também não espanta?
Ou será que atrai?

Mesmo na ausência de escrever no blog, as redes sociais tem servido como área de extravasamento escrito.

As palavras ainda serpenteiam pela mente e devem escorrer pelos dedos, muito melhor que pela boca. Pois por esta proferida nunca mais retorna, enquanto escrita ainda pode ser apagada, corrigida, trocada e modificada.

A tempos ando cheia de passado. PASSADO.
Me sinto um tanto deprimida, pelas ausências e pelos excessos.
Lembro diretos dos exs....
Ex.
Não é abreviatura de exemplo , é EX.
Do ex que reclamava que não podia por a mão na bunda, que tinha vergonha de andar ao meu lado.
Do ex que que falava baixinho, mas guardava um vozeirão que nunca usava, com ar tímido, que por sua vez também não era feliz ao meu lado.
Do ex que dormia de calça jeans....

Sim. 
É tudo verdade.

Sim a culpa é minha que não soube escolher, já que cabe a mulher nesse latifúndio selecionar o homem seu parceiro - e ter a certeza que o individuo não ira mudar por decreto nenhum no mundo.
Diferente das mulheres que mesmo que elas não quisessem mudar - elas são um torpedo de hormônios e emoções todo mês e ainda podem se tornarem mães - e ai ferrou tudo.

Exagero nas afirmativas para dar enfase que essa lógica ainda não foi quebrada.

A culpa é minha por acreditar não que o individuo vai mudar, mas pelo fato de simplesmente de que ele vai aceitar o pacote de mudanças constantes e que precisa de muita coragem e motivação todos os dias para aceitar o que se é.

Meu erro foi não amar a mim mesma, numa esperança de reflexo no outro, de acreditar que estando com alguém e tentando faze-lo feliz bastava para me sentir feliz também; num processo  de realização de prazer.
Tudo farsa.

Ao ler tudo isso pode pensar como está se expondo....
Preciso expor as minhas feridas.
As minhas canelas abertas
As dores da chicungunha
O meu coração partido e dilacerado....
Na tentativa certa ou errada de aliviar a dor e espantar a depressão.

Talvez ninguém entenda nada, mas é horrível estar com alguém que te trata com indiferença, com arrogância ou como dono.

Para que as palavras tenham cura e muito amor aos dedos, mentes e corações.
Aos que não entenderem podem perguntar - não tenho vergonha de contar. 


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