quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ser menos para ser mais

Todos os dias acordamos, levantamos, observamos o tempo, vamos ou não trabalhar fora de casa, estudamos algo, escrevemos e lemos sobre alguma coisa.

Por mais confortavel que tudo pareça em nossas vidas sempre há alguma coisa nos dizendo: precisa de mais. Mais um sapato, mais uma camisa , mais uma casa, mais uma familia, mais um dia de sol...

Dificilmente somos humildes em dizer quão felizes somos em dizer que o que temos já nós é suficiente para estarmos plenos com nós mesmos.
Será que ficamos felizes quando conseguimos dividir algo com quem não tem ou quem nos pede?

Tem horas em que me orgulho disso, mas penso que isso não é motivo é obrigação, tal qual ajudar um estranho na rua  é aceitar que se pode ser feliz com pouco.

Hoje me lembrei dos tempos de escola, do maternal ao nivel medio, quão foram dificeis as vezes ir a escola ou por falta de um uniforme completo 'impecável' ora por não gostar dos professores e seus metodos de ensino. Como questionei meus professores em minha mente e nas minhas divagações, por sempre achar que eles poderiam ensinar de outra forma ou que agissem de outra forma. Contudo nunca me lembro de me sentir incomodada por usar um uniforme ou seguir regras, apesar de muitas vezes meu uniforme não estar completo ou por falta de ter outro sobressalente ou porque simplesmente não quis coloca-lo pois outros alunos também não o cumpriam.
Era humilde para apreender e gostava de ouvir as lições, assim como gostava de falar sobre elas para outros com a felicidade que tinha por acreditar que aquilo realmente fosse algo valoroso.

As vezes devemos nos encolher diante da imensidão do mundo para depois sentirmos enormes diantes das coisas boas que podemos fazer pelo outro, mesmo quando o outro não perceba isso, pelo menor gesto que for.

Devemos ora sermos menos para sermos mais diante da vida e de nossas ações.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Reinventando

Todo os dias a gente se reinventa de alguma forma.
Tem dias que acordamos floridos, outros já murchos.
Tem dias que somos um chafariz, outros um deserto.
Tem dias que somos um temporal, outros somos ensolarados
Tem vezes que estamos no mundo da lua e quantos outros antenados no que fazemos.

Somos movidos pelas nossas ações e criações de nós mesmo, todos os dias.

De hoje em diante terei que me reinventar novamente.
Um dos meus ciclos se fechou

Esta doendo sofrido e combalido.
Ainda estou sentido os ossos quebrados e o espírito revoltado.
Quero queimar tudo, virar fênix.

Qual é o tempo que nos guarda, se ele se esvai como vento?

Deixa a água cair e lavar a alma.
Quem sabe assim renascer em forma de flor?

E em flor florir e perfumar e voltar a viver.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Era uma vez duas avós....

Este texto é uma homenagem as minhas avós e a doçura da minha infancia.

Este titulo pertence a um livro simples escrito por Naumim Aizen com ilustrações da Patricia Gwinner.

A leitura deste livro sempre me emociona muito, apesar dele ser voltado para o publico infantil e ser bem antigo tento a sua primeira publicação em 1980, já são trinta anos emocionando pessoas, e a mim a 22 anos.
E com base nesta história linda que irei contar a minha.
Na história original das avós são Sonia e Ester
A minha será da Lucy e da Alice.
Na minha versão elas trocam um pouquinho de lugar, mas com certeza encheram meu olhos e mente de alegria e esperanças durante toda a minha infância.

todos nós temos 2 avós.
Uma mãe do pai e outra mãe da mãe.
Tem gente também que tem vó postiça ou emprestada.
mas vou falar das minhas avós.
A mãe do meu pai era magra e esguia. Mais baixa que meu pai, mas mais alta que a minha mãe.

A minha avó mãe de minha mãe, era baixa e gorda. Mais alta que minha mãe e mais baixa que meu pai.

A minha avó mãe de meu pai  se chamava Lucy
A minha avó mãe de minha mãe se chamava Gertrudes, mas eu só aconhecia como Alice.

Vovó Lucy sempre cantarolava
Vovó Alice muito pouco cantava.

Vovó Lucy era contida e reservada.
Vovó Alice fala alto e constantemente.

Vovó Lucy gostava de fazer gisnatica e contar que sonhava em ser bailarina
Vovó Alice não gostava de ginastica e nem da ideia de ser artista. Porém mantinha um horta limpinha de ervas daninhas.

Vovó Lucy sempre tinha biscoitos para oferecer as visitas.
Vovó Alice sempre me prometia que da proxima vez que viesse teria balas, contudo tinha uma mesa cheia de shimiers de frutas da epoca.

Vovó Lucy pouco chorava.
Vovó Alice chorava muito, sempre que ia embora.

Vovó Lucy vivia de um jeito serio, mas alegre
Vovó Alice sempre dava um jeito de estar alegre, mesmo quando estava aborecida.

Vovó Lucy sempre tentou achar graça na vida, apesar da vida e das lutas que teve
Vovó Alice sempre levava as coisas de forma seria , por causa da vida triste e das lutas que teve.

Vovó Lucy ficou viuva já com os filhos bem crescidos e deu muito carinho e amor as seus dois filhos.
Vovó Alice ficou viuva ainda mais tarde, mas mesmo assim soube criar  2 moças e 1 rapaz com muito amor e carinho.

Vovó Lucy  não dava muito beijos e era amiga de alguns.
Vovó Alice gostava muito de dar muitos beijos, mas nem sempre isso fazia amiga de todos.

Vovó Lucy dava conselhos: não queria que ninguem sofresse.
Vovó Alice também dava conselhos para que ninguem sofresse.

Como a Vovó Lucy aprendi que a vida, apesar de tudo, pode ser vivida com alegria, risos e sobriedade; que se  pode viver sem luxos e riquizas. Com ela, enfim, aprendi q gostar da vida pois a vida é unica.

Com a Vovó Alice aprendi que a vida, apesar de tudo, é coisa séria, que poder dura e com muitas lutas; que se poder viver sem luxos nem riquezas. Com ela , enfim aprendi a gostar da vida pois ela é unica.

Vovó Lucy morava numa grande cidade em um apartamento
Vovó Alice morava num sitio numa cidade bem pequena com muitos bichos.

Vovó Lucy tinha todos os utensilios tecnologicos da epoca para cozinha.
Vovó Alice fazia o pão todos os dias e não teve durante muitos anos energia eletrica em casa.

Eu podia ver a vó Lucy com maior frequencia, pois moravamos na mesma cidade.
Eu não podia ver a vó Alice com frenquencia em media 3 dias por ano, pois ela morava em outro estado.

Na casa da vó Lucy não podia correr
Na casa da vó Alice tinha 2 hectares para correr a vontade. Que normalmente me dava de presente alguns hematomas.

Até os ultimos dias da vó Lucy estive com ela.
Já da vó Alice a noticia de sua ausencia demorou pra chegar...

Cuidemos de nosso avôs hoje para que sempre tenhamos lembranças felizes de nosso convivencia.
Cuidemos de nosso pais para que futuro sonhemos que nosso filhos cuidem de nós.
Cuidemos para que nosso pais e filhos tenham uma convivencia harmoniosa e cheia de delicias e travessuras que a terceira e a primeira idade nos são permitidas, para tiramos belas lições para nossas vidas.


P.S.: Lamento tristemente em saber que em 2012 partiu desta esfera o sr. Naumim Aizen, do qual eu tinha um enorme apreço como escrito. Meu pai trabalho com ele e com seu pai na Ebal durante anos, e isso para mim foi mais uma perda dessas, que mesmo que os olhos não vêem o coração sente.

P.S 2: Também os convido a ler outro texto que fala de uma das minhas avós aqui

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Outono

Os dias já estão inregulares nas temperaturas, contudo as noites e os dias tem quase a mesma duração, estamos no equinocio de outono do hemisferio sul.
As manhas de abril terão dias encobertos com nevoeiros e as patas de cavalo estarão floridas de cor de rosa.
Muitas flores florecem nesta estação do lado de cada do equador. É muito bom observar as flores e os jardins.
Quero que os corações floresçam esperanças e alegrias, amores e desejos.
Logo vira o inverno, mas o inverno carioca é tão sem sal....
Fico mesmo com o outono.
Dias amenos e noite chuvosas.
Eu tenho observados as rolinhas na minha janela, depois que cortaram as arvores do jardim do vizinho...
Muitas coisas tem acontecido e ando por demais estressada e com humor pesado.
A queda das folhas no outono é temporaria, na primavera as arvores voltaram a ficar verdes.
Eu tenho contado o tempo na esperança de alento, mas só vejo desilusão.
A chuva cai la fora e lava as ruas da cidade e refresca o clima aqui dentro.

Todo o Amor Que Houver Nessa Vida

Todo o Amor Que Houver Nessa Vida
Cazuza

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta a mordida
Nós na batida no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convivio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum veneno anti monotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum remédio que me de alegria

Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno anti monotonia

segunda-feira, 7 de março de 2011

Tempos mortos

Carnaval.
Quarta feira de cinzas
Feriado prolongado

O que fazer se voce for assaltado?

O fato da cidade maravilhosa ser violenta é fato consumado.
Agora afirmar que UPPS diminuiram a violencia nas ruas durante o carnaval - desculpa não.
Pelo que tenho visto só piorado.
Se a dois anos atrâz não tivesse sofrido uma ameça de morte em pleno transito, porque um idiota resolveu que tinha que avançar o sinal vermelho na hora que eu estava atravessando a rua, e seguiu na contra mão dizendo que iria matar ...
Este ano a falta de patrulhamento no Meier e no grande Meier acho que tem deixado os bandidos bem avontade para cometer pequenos delitos ou ate mesmo os graves e sairem impunes.
Ontem foi a minha vez de ser assaltada a mão livre por dois cara numa moto; aprincipio achei que estavam estacionando mas não o cara desceu da moto para arrancar a minha bolsa, reagir tentei rtirar a bolsa da mão do bandido, puxei em vão. O cara subiu na garupa e saiu nem com tanta pressa assim em direção a Dias da Cruz; no desespero tentei correr atrâz da moto em vão .. parei no meio da rua um carro na ideia de seguir a moto, graças a Deus o motorista era mais sensato e me levou a delegacia.
Fiz um boletim de ocorrencia em pleno domingo de carnaval com poucos policiais na parte da noite.
A vontade é dar um tiro na costa de um bandido desse.
Na verdade a minha vontade é dar tiro na massa imbecil que tem andado pelas ruas de uma forma geral, pois não fazem  nada de bom pra ninguem, alem de emporcalhar a cidade, serem pessimos exemplos de cidadão em geral, acham graça da desgraça alheia e se divertem com a dor na hora do choro.
Se sentem maus com as mortes prematurar de crianças mortas por pessoas da familia mas não sente vergonha de verem adolescente aos 13 anos serem mães.
O limite da vida e morte é algo sutil.
A dor da perda é para quem fica. A alegria fica para quem nasce. Ninguem cuida do que vive de fato.
Existir de fato é fazer a diferença no mundo que vive de forma positiva.
Mas quando a raiva, o odio, o sacarno e a demencia toma conta, o que se vive é o proprio inferno.
A morte se torna mais eminente e a vida vai ficando diminuta.
Oque queremos?
Vivamos os tempos vivos
E esqueçamos os tempos mortos da sujeira que os cidadão fazem durante a folia, pois ela não perfaz alegria de fato a ninguem.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um Móbile no Furacão - Paulinho Moska

Você diz que não me reconhece, que não sou o mesmo de ontem
E que tudo o que eu faço e falo não te satisfaz
Mas não percebe que quando eu mudo é porque
Estou vivendo cada segundo e você
Como se fosse uma eternidade a mais
Sou um móbile solto no furacão...
Qualquer calmaria me dá... solidão

Na última vez que troquei meu nome por um outro nome que não lembro mais
Tinha certeza: ninguém poderia me encontrar

Mas que ironia minha própria vida me trouxe de volta ao ponto de partida
Como se eu nunca tivesse saído de lá
Sou um móbile solto no furacão
Qualquer calmaria me dá... solidão

Quando a âncora do meu navio encosta no fundo, no chão
Imediatamente se acende o pavio e detona-se minha explosão
Que me ativa, me lança pra longe pra outros lugares, pra novos presentes
Ninguém me sente...

Somente eu posso saber o que me faz feliz

Sou um móbile solto no furacão

Qualquer calmaria me dá solidão

domingo, 30 de janeiro de 2011

Ciclos

A vida é feita de ciclos.
Uns curtos outros longos.
Mas sempre ciclos.
Ora mais tranqüilos oras mais atribulados.
Quando acreditamos que estamos vivendo o melhor tempo de nossas vidas, normalmente estamos perto de um fim de um ciclo.
Quando se termina uma etapa de trabalho ou reclusão também é o fim de um ciclo.
O começo do novo pode ser um tropeção, uma festa ou uma despedida...
Na verdade nunca sabemos ao certo quando começa um e quando terminou o outro.
Assim como não conseguimos contar quantas estrelas há no céu ou quantos são os grãos de areia da praia, não sabemos o tempo de nossos ciclos.
È fato que as mulheres têm ciclos hormonais mensais que causam dores de cabeça quase a todos que convivem com este ser, mas com certeza é este ciclo que permitiu a perpetuação de nossa espécie na terra.
Quando nos damos conta que terminou um ciclo normalmente promovemos festas e celebrações de todos os tipos, mas quando este fim parece realmente um fim, pode causar tristeza e depressão.
A saída e a luz no fim do túnel e a continuidade de vida é algo que se exige para andarmos no novo ciclo de vida, mesmo que pareça obscuro.
Seguir em frente, contar outras histórias de sucesso e alegria.
2011. É um ano, que pode ser menor que um ciclo ou caber vários de tempo diminutos.
Viver é algo indescritível.
Aprendemos com nossas histórias e os ciclos de tempo a entender quem somos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mais do Mesmo - Legião Urbana

(...)
Em vez de luz tem tiroteio no fim do túnel.
Sempre mais do mesmo
Não era isso que você queria ouvir?

Bondade sua me explicar com tanta determinação
Exatamente o que eu sinto, como penso e como sou
Eu realmente não sabia que eu pensava assim
E agora você quer um retrato do país
Mas queimaram o filme
E enquanto isso, na enfermaria
Todos os doentes estão cantando sucessos populares.
(e todos os índios foram mortos).

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Águas de janeiro

As chuvas de janeiro lavaram e levaram pedras e terra em toda a Região Serrana do Rio de Janeiro.
Os lugares ganharam novas formas mais ‘naturais’, imprevisíveis e devastadoras.
As cidades perderam suas construções, suas ruas, seu asfalto, seus limites urbanos e ganharam limites da ação da natureza...
Perderam se muitas vidas, muitas vidas renasceram deste fato, muito terão que aprender com as perdas e outros que ganharam a vida duas vezes....
Não há previsão metereológica que previna que uma montanha ira a baixo, apesar deste tipo de previsão ser GEOLOGICA, mas como prever esse tipo de incidente?
Mesmo que todos os radares avisaram que havia risco de fortes chuvas na região, como saber que lugares que mesmo sem moradia, iria desprender e virar uma avalanche de rochas e lama soterrando tudo que havia mais abaixo?
Como julgar a natureza? Será que este efeito meteorológico tem haver com aumento do buraco na camada de ozônio? Tem haver com aumento do aquecimento terrestre? Tem haver com aumento da poluição? Como articular isso com o que aconteceu a região Serrana do Rio de Janeiro?
Não existem culpados ou inocentes nesta história.
Ainda contaremos todos os mortos e desaparecidos, os desabrigados e os órfãos deste desastre. Reconstruíram as cidades e colocaram placas dizendo as razões das obras de modernização. Todos ficaram felizes, mas mesmo continuarem sem saber direito o que aconteceu e porque aconteceu naquela região.
Precisara de muito mais tempo para reparar tudo do que tudo q aconteceu, mas ainda assim será menos tempo do que as montanhas soergueram a formação da Serra do Mar.
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