segunda-feira, 9 de março de 2009

Pétalas - Alceu Valença em homenagem a Clara Gomes


Pétalas:

As borboletas voam sobre o meu jardim
São cores vivas, pousam sobre as "onze horas"
Nas rosas claras, violetas e jasmins
Um beija-flor traindo a rosa amarela
Beijou a bela margarida infiel
Papoula e dália estão cravadas de ciúmes
E o beija-flor beijando flores a granel
Pétalas, asas amarelas

Pétalas, espinho seco
Folha, flor, lagarta
Pétalas

As flores voam e voltam na outra estação
Só serei flor quando tu flores no verão

terça-feira, 3 de março de 2009

Rio de Janeiro 444 anos

Praticamente a um mês sem escrever nada, mas não por falta de assunto mas devido a falta de dedicação a grafia .... q coisa feia da minha parte!
Domingo a minha cidade fez aniversário do jeito que mais gosta ao ritmo de carnaval e muito calor, na verdade um calor insuportável. Sei que a maioria dos cariocas adora o verão e esse calor de rachar a cuca, mas eu que não sou mulata sofro um bocado com esse calor de todas as formas, então faço tudo pra sair só quando sol está baixo no horizonte.
Talvez este ano seja um ano numerológico para a minha cidade 4 4 4 anos, mas como saber?
Sei que neste carnaval não viajei como tanto sonhei, passei mas tempo em casa que na folia, fui arrastada pelo bloco que esta na rua que eu e o Naldus estamos na cidade e ainda fomos surpreendidos num outro dia por uma pedra que atravessou a janela do ônibus em que estávamos, por conta de foliões brigões, pra completar a noite deste primeiro sábado de carnaval – sem folia – passamos por ela – fomos surpreendidos pela falta de respeito no transito e ainda com a falta de valor a vida. Imagina vc esta atravessando a rua, o individuo esta no carro vendo o sinal vermelho pra ele e ele continua seguindo com o carro, quase atropela vc e ainda para o carro no meio da faixa de segurança e saca uma arma e diz: ACABOU SEU CARNAVAL!!! O que vc faz?
Bem eu não fiz nada mas enchi o peito de raiva com vontade imensa de brigar com o cara, mas não o fiz, não fui a delegacia e nem anotei a placa do carro. Isso acontece todos os dias aqui nesta cidade não é só no carnaval!
A minha cidade é chamada de Maravilhosa, por conta de suas belezas naturais, singulares, que reúne o verde do mar com o da mata atlântica, junta o urbano com a floresta, isso a faz única .. São suas montanhas e praias, porém já teve um dia que isso se estendia aos seus cidadãos...
Acho que o carioca perdeu a sua identidade, pensa que mora em condomínio e ta tudo legal, que a rua é onde larga seu esgoto e pode fazer tudo o que não deve. Carambá o número de MIJÕES não para de crescer nas calçadas, olha que não são mendigos que sujam e catingam as ruas, são na maioria HOMENS de todas as classes sociais e idades. Agora, o que cidade têm a comemora com esse fedor no nariz no ultimo domingo de carnaval ?
SÓ VERGONHA!
É gente é assim q to vendo a minha cidade um parque de lixo de todas as espécies, onde o cidadão é o criador do lixão à céu aberto, depois reclama com as autoridades que não tem banheiro público, reclama que não tem segurança, reclama que falta policial, reclama que inseguro, reclama das leis, reclama da falta delas, reclama quando são cumpridas e ainda reclamam que o outro não cumpri.
É o show do lixo da reclamação, da ausência do que fazer, da corrupção, da indigência e da amoral. Somos cúmplices disso, e não adianta vir aqui dar de Seu Albano, dizendo que aqui não tem favela e não tem lixo e ou coisa parecida .... POIS TEM SIM e MUITO.
Agora vamos comemorar os 444 anos do Rio pensando que para sermos cidadãos da cidade têm que partir de nós sermos honestos, fidedignos com as nossas leis, aceitar nossas obrigações e direitos diante da cidade.
Se vamos conseguir? Se vc faz a sua parte isso já é o começo!
Nesta segunda começa pra valer todas as atividades nesta cidade, só a partir de agora que ela começa tomar seu ritmo de trabalho sem folia...
Parabéns a cidade pelos seus 444 anos!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

É carnaval!!!!!

Oba chegou o verão pra valer nesta cidade Maravilhosa e como não pode faltar samba e folia para alegrar os corações solitários e soltar os presos pelos salões.
Meu amor me perdoe!
Mas os carnavais que passei solteira foram pulando na rua no meio da folia, me enchendo de confete e virando purpurina ...rsrsrsrsrsr
Desde pequena meu pai e ensinou que carnaval era hora de brincadeira e folia. Os meus verãos começavam com viajem ao RGS, daí parava de casa em casa, por três anos passamos o carnaval lá na casa da minha tia, uma vez Porto alegre e as outras duas na casa de praia em Tramandaí.
Minha tia sempre pedia para meu pai decorar a garagem toda com enfeites de carnaval que nos mesmo fazíamos, compramos colares havaianos e os quatros dias eram de folia. Chamávamos todos os vizinhos e os amigos que moravam perto. Sei que de noite a casa tava com mais de 40 pessoas ao som de marchinhas. Foi também num destes carnavais na praia que fui ao meu primeiro baile com um grupo de amigos, e deixei meu pai me esperando acordado até as cinco da manhã... eita....
Normalmente voltávamos de viajem antes do carnaval por conta das férias do meu pai e as minhas da escola, que pra mim só deveriam começar depois do carnaval. Quando voltávamos, íamos em família ver os carros alegóricos do grupo especial na Av. presidente Vargas, tirávamos fotos e ficamos cogitando qual escola iria ganhar aquele ano.... srsrsrsrs. Era muito legal, ficamos andando pelo centro da cidade vendo os foliões organizar-se para festa mais tarde e os últimos acertos dos carros. Meu pai sempre era o mais empolgado, pela minha mãe agente poderia esta viajando para dentro do estado. Isso também aconteceu.
Carnaval após carnaval eu pulava comportadamente com os meus pais e a minha família, quando dava, na idéia que aquela semana seria apenas uma semana onde as pessoas se sentiam a vontade para serem o que quiserem, colocarem suas fantasias e caírem na alegria. Com a perda do meu pai, demorei a voltar a gostar de carnaval, nos primeiros anos tentei fugir da folia indo pra Cabo Frio, o que não deu certo, depois tentei me conter em sair com meus amigos pelas folias de rua do centro Méier, mas isso não me agradava muito ....
O tempo passou e a cada carnaval lá estava eu com um novo namorado, inventávamos de viajar, saímos e fugíamos da bagunça urbana que a cidade se torna durante uma semana inteira. Também teve carnavais que a solterice era quem ditava as ordens.
Meu ultimo carnaval solteira sai todos os dias sem exceção, tive companhia de uma amiga que tenho longa saudade: a Ariana. Isso já tem três anos e fomos para o bloco das Carmelitas em Santa Teresa, justo no dia que ocorreu o assalto na Chácara do Céu, nós duas estávamos lá, roubaram o cel da Ariana, nada ocorreu comigo, bandido não vi só vi a multidão de foliões pulando, acabamos saindo pela Rua André Cavalcante. Foi um fim de noite ruim pra mim, o carnaval tinha acabado. Bem fomos para o Monobloco no domingo pela manha no ultimo dia de folia (05/03), no sábado anterior (24/03) saímos na banda de Ipanema com umas amigas...Na terça de carnaval pedi arêgo e me encontrei com meu atual namorado, que na época era meu amigo para conversar sobre coisas difíceis e tentar aproveitar o carnaval e andamos pelo centro do Méier. Só me lembro que no final deste carnaval tava exausta de tanto pular e me sentindo culpada pelo roubo do celular. Sobrevivemos felizes.
E esse ano sonho em viajar com meu amor ....

 Chico Buarque e Mª Bethânia - Noite dos Mascarados

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sou LEÃO!!!



Tô com um monte de músicas na mente .... De repente ouvi uma seqüência no rádio do celular que me provocou um bocado: Fera Ferida (Na voz de Maria Betania) Vira-lata de Raça (na voz do Ney Matogrosso) e pra completar essa miscelânea musical que não quer me largar: Leão do Norte (Lenine).
Bem como acho que colocar esse monte musica no blog pode provocar confusão,vou postar as letras e o links do Leão e do Ney Matogrosso pra vcs ouvirem.
Ok! Sei que vão dizer que tenho um péssimo gosto musical e blá blá blá que sempre escuto pelo meu gosto musical nacional duvidoso, mas não peço que gostem do que gosto, porém peço que reflitam nas letras destas benditas para ver se não encontrem algo que façam se sentir incomodado.
Estas são musicas de um momento que tratam um sentimento, uma identidade.... Quais ? Bem eu tenho vários sentimentos e varias identidades ... ( calma ... não clono documentos!)
A intenção aqui é provocar; que se sintam provocados então!!!
Boa Música!

Fera Ferida(Roberto Carlos E Erasmo

Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você

Eu sei quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor

Eu sei, o coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo, sem laços

Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz de esquecer

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes

Eu sei que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração


Vira-lata De Raça(Rita Lee / Beto Lee)

Eu sou só um bicho carente de carinho
Uma criança problema no meio de um dilema
Ou choro sozinho num canto na hora do espanto
Ou banco o palhaço e faço estardalhaço
No fundo, no fundo, no fundo sou um vagabundo
Um vira-lata de raça, raposa no dia de caça
Eu quebro o protocolo, me atiro no seu colo
Eu salvo sua vida quando você se suicida
Minha dor não dói, sou marginal, sou herói
Eu sou Marlon Brando, vivo numa ilha
Não faço papel de santo nem pra minha família
Não posso ser outra coisa se não James Dean
Eu sempre fui mais bonzinho quando sou ruim
Minha dor não dói, sou marginal, sou herói!

(infelizmente não consegui colocar o tag para vcs ouvirem, se alguem tiver por favor me envie!)

Leão do Norte

Composição: Lenine e Paulo César Pinheiro

Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Sou Capibaribe
Num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto de Maracatu
Eu sou um alto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira
Pra nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
E eu sou mangue também

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte

Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pífano no meio do Canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de Jaboatão
Eu sou mameluco...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Alô fevereiro! Interpretado por Robertar Sá musica de Sidney Miller

Tamborim avisou, cuidado,
Violão respondeu, me espera,
Cavaquinho atacou, dobrado,
Quando o apito chegou, já era.

Veio o surdo e bateu, tão forte,
Que a cuíca gemeu, de medo,
E o pandeiro dançou, que sorte,
Fazer samba não é brinquedo,
Todo mês de fevereiro, morena,
Carnaval te espera.

Querem te botar feitiço, morena,
Mas também pudera,
Se ele pega no teu corpo,
Vai ter gente enlouquecida,
Querendo entender a tua dança,
Querendo saber da tua vida....

 Roberta Sá - Roberta Sá - Alô Fevereiro

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

2009 Inove!

Bem é verdade que ando um pouco sem idéias polêmicas em mente, mas também não tem acontecido algo para ser reavaliado.
Sim deveria estar agora articulando os textos que ainda não li com os outros tantos que li sem fazer sentido, na redação da minha monografia de conclusão.
Falar de algo específico- muito específico nem sempre é tarefa fácil ou prazeirosa, escrever então como se faz?
Gosto de ler a respeito de um setor industrial que se sustenta a base do valor "feminino", não que os homens e crianças não movimentem este setor industrial, mas com certeza a maiorias(isso quer dizer mais 65%) das fabricas deste setor produtivo tem como consumidor final mulheres. Vocês já consiguiram descobrir que setor é esse?

As mulheres compram muitos pares ao longo do ano, de varias alturas, baixos , altos médios, fechados e abertos, como padrões diferentes para cada tipo de ocasião. Tem para todos os gostos, mas não para todos os tipos de bolso....

Sim, o setor Calçadista é o meu objeto de estudo, não porque é o maior objeto de "poder feminino", mas porque é um dos produtos maior volume exportado pelo país e porque também é um tipo de empresa que necessita de um grande número de mão de obra e faz a cidade onde sonho morar uma cidade.

A industria calçadista no Brasil movimenta milhões de dolares, exportando principalmente para o EUA e Europa. Já são 40 anos que este setor exporta produtos acabados de alta qualidade para grandes magazines e lojas coordenadas - como da Melissa (Jelly - Grandene), gerando emprego e renda em varios estados do país. É claro que nem todos as empresas exportam e nem todas as empresa se mantem no mercado com seu nome próprio, mas sim com o nome de inumeras sapatarias. Assim como também são varias as fabricas que mantem uma mão de obra tercerizada e diversificada.

Vc deve esta se perguntando o que isso tem haver contigo....
Enquanto o setor produz e exporta, gerando renda e emprego em limites nacionais muito bom, porém se por algum motivo produzir na India torna-se mais barato e o maior comprador de calçados esta numa recessão, é hora de mandar gente embora e minimizar custos e produção, quando mercado voltar a se reestabelecer voltam parte dos postos de trabalho e novamente reaquece a economia ao entorno da fabrica ....
Isso mexe com o valor final do calçado, mexe com a qualidade do calçado utilizado aqui, mexe como a qualidade economica mesoregional do país e por fim mexe com quem compra e quem vende, mexe com as relações economicas sociais.

2009 é o ano da inovação
que as crises serão fumaça
que as lagrimas serão de alegria
que a luta se dará só para vencer.
que a coragem se transmutará em mudança
que a esperança seje o desejo realizado em cada dia
que a sabedoria seje nosso termometrô
Que a maior invenção seje amar de varias e varias e varias formas sem depender de manual, com prazer de ser amado também.
Que 2009 seje o ano da realização pela inovação do sonho, do prazer, do olhar, da fé ....

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Resposta ao comentario do Sr. Albano.

Olá Senhores Leitores!

Sei que nem todos gostam das minhas opiniões e das minhas idéias, não tenho objetivo de agradar a todos, porém não acho que isso seja motivo para xingar ou ofender alguém por ter uma idéia diferente da sua.
A quase a 1 ano atrás escrevi um texto, que pelo jeito virou polemico, mesmo sem eu saber, pelo fato de ter uma visão ruim do novíssimo bairro da cidade Maravilhosa. Para todos: AMO A MINHA CIDADE!!!!!!!! Com todos os seus defeitos e acertos; ela é uma cidade incrível, excelente objeto de estudo e pesquisa, tem elementos peculiares sociais, históricos e geomorfólogicos únicos para um país continental.
O Bairro da Barra da Tijuca é fruto de projeto arquitetônico urbanístico do arquiteto Lucio Costa na década de 50, baseado nos padrões modernistas da época – pilotis, vias largas, grandes prédios, auto vias para o novo meio de transporte “popular” o carro, médios núcleos de circulação, sem esquinas – tudo altamente planejado – isso era o novo sonho de uma cidade planejada para uma pretensiosa capital que logo deixou de ser e virou alvo da especulação imobiliária.
Porém isso ainda levou duas décadas para ocorrer – somente nos anos 1970 a Barra da Tijuca ganha seus primeiro imensos condomínios de luxo sem rede de esgoto, transporte, iluminação pública em todas vias de acesso, nem rede pública de saúde e com uma escola pública do primeiro segmento dentro dos limítrofes do novo empreendimento imobiliário – chamado Novo Leblon. (Por favor se equivocar com o nome do condomínio me corrijam –não guardo tudo!).
Os condomínios e empreendimentos comerciais vieram ao longo destas ultimas três décadas, juntos com as pequenas ocupações irregulares e as grandes também. Contaram pra mim a historia da ocupação de Rio das Pedras – que uma favela que se encontra nos limítrofe dos bairros de Jacarepaguá e Barra da Tijuca – hoje uma “favela-bairro” – que tem maior parte de sua população oriunda de imigrantes nordestinos e mantém um processo vertical de favelização e apoio de milícias para manutenção da ordem, as primeiras casas foram erguidas pelos operários que ajudaram abrir as vias largas e posteriormente os que vieram a construir os primeiros arranha-céus. O fato deles não terem como voltar e muitos acreditarem que aqui conseguiria algo melhor foram se estabelecendo entre a encosta e a lagoa.
Se é verdade ou não, não tenho como afirmar. Isso já foi discutido pelos cientistas – saber a verdade cabe levantamento histórico de todo local.
Discussão imperar na questão de ter ou não ter favelas no pretenso bairro planejado, que falta transporte público eficiente – que realmente interligue a cidade em três eixos – zona oeste – zona oeste; zona oeste – zona norte; zona oeste – Centro. Falta uma rede saúde pública integrada, uma rede educacional que alcance a realidade das áreas de carência e por fim tornar parte integrada da cidade, não um nicho de uma pseudo-harmonia de consumo e paz capitalista.
Voltando a questão das favelas existem algumas na região: Vila União, Vista Alegre do Recreio, Vila do Autódromo, Jardim do Recreio, Pantanal, 8W, Beira Mar, Canal do Cortado – (estas estão entre o perímetro do Recreio e Barra da Tijuca)
O processo de expansão urbano é algo lento, mas muito rápido para destruição da Mata Atlântica e para o meio ambiente como um todo. A Barra pode ser sim o bairro do futuro, altamente planejado, com metrô, grandes centros comercias, sendo acessado por todos os moradores da cidade, com investimentos imobiliários auto sustentáveis – com usina de reciclagem, aquecedores solares, conservatórios de água da chuva, usina de tratamento de esgoto próprio, mais áreas verdes que aterradas. Isso pode ser real, basta força de vontade e encorajamento político.
Bom é isso.
Acesse esse link.

Agora a resposta ao sr. Albano sobre o texto Barra da Tijuca

Sr. Albano.

Meu interesse não era ofendê-lo com a minha opinião, de que acredito que os grandes condôminos são grandes bolhas herméticas de paz e harmonia, onde adolescente cometem infrações das leis que são de todos e por serem ricos podem comprar juizes e saírem ilesos.
Na Barra existem sim favelas, talvez não nos padrões "tradicionais da cidade" - Rio das Pedras e o Terreirão não estão longe e nem a Cidade de Deus. Recreio não é um bairro planejado; diferente da Barra da Tijuca, que é um projeto do arquiteto Lucio Costa nos anos 50, o Recreio sofre como o desenvolvimento em "saltos" e pelos investimentos galopantes das grandes construtoras imobiliárias.
Se você não gosta de andar, tudo bem, se o lugar onde você anda de carro ficar cada vez mais poluído também, porém os seus filhos e netos (se você quiser ter...) terão uma cidade mais cinza e mais poluída e muita menos bonita.
Se a cidade é imunda a culpa é sua também!
Minha também... Não ando de bicicleta e dependo de condução urbana para circular. Não moro próximo ao meu local de trabalho e nem no lugar dos meus sonhos... (que não vem ao caso). Faço a minha parte todos os dias, questionando o modo de uso da CIDADE e o que podemos fazer para ter uma cidade sempre mais bonita.
Sobre violência e medos à parte recomendo o livro do professor Marcelo José de Souza - FOBOPÓLE e sobre a cidade do RJ pode procurar Instituto Pereira Passos e algum texto do professor Maurício Abreu.
Sou geógrafa e olho a cidade com ar crítico consciente de que pode ser sim um lugar para todos e não só para uma parcela de seus moradores.
Metrô e "elétrobus" interligando toda a zona oeste, seria uma excelente forma de integração com o restante da cidade e um meio rápido de circulação de pessoas. Agora se você acha que andar de carro não polui, que o seu bairro é planejado, lindo incrível e que NUNCA sofrerá com o processo de expansão urbana é melhor você acreditar em Papai Noel.
Há lembrando um novo fato - se reclamar dos Jacarés da Barra da Tijuca - pense primeiro que eles estão aqui muitos e muitos e muitos anos antes de você chegar ao bairro - foram eles que ajudaram dar o nome desta baixada de JACAREPAGUÁ, agora que tudo faz parte de um grande bioma, neste processo não há uma divisão a partir das lagoas, mas sim sobre as encostas das montanhas, pois são de lá que vem as nascentes dos rios que vem desembocar e ajudar a formar as lagoas desta baixada e conseqüentemente também a baia de Sepetiba. Mas como você mora no Recreio o resto da cidade pode queimar que você pouco se importa, né? Vai continuar no seu universo a cheiro de petróleo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Um final de semana incrível

A todo instante a minha mente me faz fotografar momentos preciosos. Às vezes me pergunto porque a mente só escolhe alguns momentos para registrar como fotografias, por mais que depois que puxe a “foto” logo em seguida vêm um mini-video; de forma tão intensa, que acabo voltando à primeira imagem.
Este “finds” foi repleto de fotografias mentais, como sempre o meu Espectador percebeu que estou capturando sua imagem e se revela brilhante me brindando com sorrisos e alegrias que serão guardadas por muito tempo.

As fotos:

As gargalhadas da menina, com suas covinhas e os dentes em formação a mostra em retribuição da atenção do pai.

A caminhada no calçadão em direção ao MAC, com pedidos de colo e o encontro com as formigas gigantes.

O cansaço e os pedidos de pipoca no fim da tarde.

O passeio pelo calçadão da praia de São Francisco, o por do sol no horizonte, o encontro com o novo lugar, o jantar com uma amiga com ótimas histórias.

Chegada ao “velho” novo espaço conhecido nos tempos da minha infância – passeio no tempo da memória – reexplorar o espaço vivido.

Construção do novo uso e encontro de amigos e conhecido dos encontros de Capoeira.

Visita a feira de domingo.

Os amigos e suas “novidades”.

Fotos para registrar o evento do batizado da Capoeira.

Ribs e mate, no fim da tarde, pra matar a fome e rir mais um monte das coisas que vivenciamos.

Seu rosto cansado pedindo colo e cafuné e um “quilo” de beijos e agrados
.

Ai! Pai! Deste-me um final de semana esplendoroso incrível amável perfeito. O sol fez parte do final de semana inteiro e mesmo de noite ainda fez parte dos meus sonhos. Quantos nos deparamos para perceber as coisas incríveis que nos tem permitido “desfrutar” e a agradecer: Muito obrigada!!!

Cada lugar e cada pessoa que se percebe na construção das frases. A mente abre o leque de arquivos pra levar você a cada situação que se viveu ou sonhou de verdade na sua mente e no seu coração. Tudo se revela de forma mágica de maneira natural.
Quantas fotos nós já tiramos de nossas vidas?
Quantas são as pessoas que mais aparece nestas fotos?
Quantos são os lugares que visitou, mesmo sem muito viajar?
A mente guarda surpresas e nós só temos que celebrar a vida.

Cuitelinho



Cuitelinho é o nome do beija-flor no interior do mato Grosso.
Essa música retrata história de um lugar e do homem do campo do interior do Brasil, que cruza um país no sentido leste-oeste, mostrando a saudade da familia e do seu lugar de origem.
A música tem autoria do Xavantinho e Pena Branca.
Apreciem

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Viva cada dia de cada vez!

Cada dia é um dia.
Cada mês é um mês.
Cada verão é um verão.
Não existe dois dias iguais ou segundos iguais. Cada tempo é um tempo. E a gente faz o nosso tempo agora.
Hoje fez sol, calor, nublou, ventou, choveu, esfriou e enluou.
Meu corpo reclamou por conta de tantas mudanças em um dia, meus olhos se renderam as linhas digitalizadas de um monte de papel.
Tem horas que quero sumir e tem horas que me lembro que sou capaz de superar todas as barreiras que criei para mim.
O que me impede de conseguir escalar a montanha e alcançar as nuvens? O que me impede de pular os obstáculos do caminho e seguir em frente? Eles são tão pequenos....
É o medo de errar. É o medo de cair. É o medo de não ser mais exemplo.
Q M de MEDO!!!!!
Viver um dia de cada vez é superar o próprio medo de viver na selva de pedra de seres humanos quase desumanizados, cegos diante daquilo que eles pensam que não vêem.

Há de ter CORAGEM.
Há de ter CORAÇÂO.
Há de ter CONSCIÊNCIA.

Para estufar o peito e desbravar os caminhos da terra.
Livre com toda a emoção estampada na face com uma felicidade extasiante.

LIVRE

Sem medo. Sem dor. Sem raiva. Sem solidão. Sem queixa. Sem ambição. Sem maldade.
Somente LIBERDADE e AMOR e mais nada dentro de si.
O que vc precisas mais?
Talvez uma FÉ em si mesmo, uma FÉ no sobrenatural.
Talvez um SONHO grande o bastante para ser realizado com paixão.
Talvez um DESEJO de ser descoberto ou de simplesmente de descobrir outros tantos iguais a você – mas que podem parecer tão diferentes.
Talvez um Amor amado, mas que não seja aflito e que não te cobre demais.
O que você precisa é de você é nada mais.
Viva cada dia de cada vez!
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