quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sou LEÃO!!!



Tô com um monte de músicas na mente .... De repente ouvi uma seqüência no rádio do celular que me provocou um bocado: Fera Ferida (Na voz de Maria Betania) Vira-lata de Raça (na voz do Ney Matogrosso) e pra completar essa miscelânea musical que não quer me largar: Leão do Norte (Lenine).
Bem como acho que colocar esse monte musica no blog pode provocar confusão,vou postar as letras e o links do Leão e do Ney Matogrosso pra vcs ouvirem.
Ok! Sei que vão dizer que tenho um péssimo gosto musical e blá blá blá que sempre escuto pelo meu gosto musical nacional duvidoso, mas não peço que gostem do que gosto, porém peço que reflitam nas letras destas benditas para ver se não encontrem algo que façam se sentir incomodado.
Estas são musicas de um momento que tratam um sentimento, uma identidade.... Quais ? Bem eu tenho vários sentimentos e varias identidades ... ( calma ... não clono documentos!)
A intenção aqui é provocar; que se sintam provocados então!!!
Boa Música!

Fera Ferida(Roberto Carlos E Erasmo

Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você

Eu sei quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor

Eu sei, o coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo, sem laços

Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz de esquecer

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes

Eu sei que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração


Vira-lata De Raça(Rita Lee / Beto Lee)

Eu sou só um bicho carente de carinho
Uma criança problema no meio de um dilema
Ou choro sozinho num canto na hora do espanto
Ou banco o palhaço e faço estardalhaço
No fundo, no fundo, no fundo sou um vagabundo
Um vira-lata de raça, raposa no dia de caça
Eu quebro o protocolo, me atiro no seu colo
Eu salvo sua vida quando você se suicida
Minha dor não dói, sou marginal, sou herói
Eu sou Marlon Brando, vivo numa ilha
Não faço papel de santo nem pra minha família
Não posso ser outra coisa se não James Dean
Eu sempre fui mais bonzinho quando sou ruim
Minha dor não dói, sou marginal, sou herói!

(infelizmente não consegui colocar o tag para vcs ouvirem, se alguem tiver por favor me envie!)

Leão do Norte

Composição: Lenine e Paulo César Pinheiro

Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Sou Capibaribe
Num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto de Maracatu
Eu sou um alto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira
Pra nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
E eu sou mangue também

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte

Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pífano no meio do Canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de Jaboatão
Eu sou mameluco...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Alô fevereiro! Interpretado por Robertar Sá musica de Sidney Miller

Tamborim avisou, cuidado,
Violão respondeu, me espera,
Cavaquinho atacou, dobrado,
Quando o apito chegou, já era.

Veio o surdo e bateu, tão forte,
Que a cuíca gemeu, de medo,
E o pandeiro dançou, que sorte,
Fazer samba não é brinquedo,
Todo mês de fevereiro, morena,
Carnaval te espera.

Querem te botar feitiço, morena,
Mas também pudera,
Se ele pega no teu corpo,
Vai ter gente enlouquecida,
Querendo entender a tua dança,
Querendo saber da tua vida....

 Roberta Sá - Roberta Sá - Alô Fevereiro

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

2009 Inove!

Bem é verdade que ando um pouco sem idéias polêmicas em mente, mas também não tem acontecido algo para ser reavaliado.
Sim deveria estar agora articulando os textos que ainda não li com os outros tantos que li sem fazer sentido, na redação da minha monografia de conclusão.
Falar de algo específico- muito específico nem sempre é tarefa fácil ou prazeirosa, escrever então como se faz?
Gosto de ler a respeito de um setor industrial que se sustenta a base do valor "feminino", não que os homens e crianças não movimentem este setor industrial, mas com certeza a maiorias(isso quer dizer mais 65%) das fabricas deste setor produtivo tem como consumidor final mulheres. Vocês já consiguiram descobrir que setor é esse?

As mulheres compram muitos pares ao longo do ano, de varias alturas, baixos , altos médios, fechados e abertos, como padrões diferentes para cada tipo de ocasião. Tem para todos os gostos, mas não para todos os tipos de bolso....

Sim, o setor Calçadista é o meu objeto de estudo, não porque é o maior objeto de "poder feminino", mas porque é um dos produtos maior volume exportado pelo país e porque também é um tipo de empresa que necessita de um grande número de mão de obra e faz a cidade onde sonho morar uma cidade.

A industria calçadista no Brasil movimenta milhões de dolares, exportando principalmente para o EUA e Europa. Já são 40 anos que este setor exporta produtos acabados de alta qualidade para grandes magazines e lojas coordenadas - como da Melissa (Jelly - Grandene), gerando emprego e renda em varios estados do país. É claro que nem todos as empresas exportam e nem todas as empresa se mantem no mercado com seu nome próprio, mas sim com o nome de inumeras sapatarias. Assim como também são varias as fabricas que mantem uma mão de obra tercerizada e diversificada.

Vc deve esta se perguntando o que isso tem haver contigo....
Enquanto o setor produz e exporta, gerando renda e emprego em limites nacionais muito bom, porém se por algum motivo produzir na India torna-se mais barato e o maior comprador de calçados esta numa recessão, é hora de mandar gente embora e minimizar custos e produção, quando mercado voltar a se reestabelecer voltam parte dos postos de trabalho e novamente reaquece a economia ao entorno da fabrica ....
Isso mexe com o valor final do calçado, mexe com a qualidade do calçado utilizado aqui, mexe como a qualidade economica mesoregional do país e por fim mexe com quem compra e quem vende, mexe com as relações economicas sociais.

2009 é o ano da inovação
que as crises serão fumaça
que as lagrimas serão de alegria
que a luta se dará só para vencer.
que a coragem se transmutará em mudança
que a esperança seje o desejo realizado em cada dia
que a sabedoria seje nosso termometrô
Que a maior invenção seje amar de varias e varias e varias formas sem depender de manual, com prazer de ser amado também.
Que 2009 seje o ano da realização pela inovação do sonho, do prazer, do olhar, da fé ....

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Resposta ao comentario do Sr. Albano.

Olá Senhores Leitores!

Sei que nem todos gostam das minhas opiniões e das minhas idéias, não tenho objetivo de agradar a todos, porém não acho que isso seja motivo para xingar ou ofender alguém por ter uma idéia diferente da sua.
A quase a 1 ano atrás escrevi um texto, que pelo jeito virou polemico, mesmo sem eu saber, pelo fato de ter uma visão ruim do novíssimo bairro da cidade Maravilhosa. Para todos: AMO A MINHA CIDADE!!!!!!!! Com todos os seus defeitos e acertos; ela é uma cidade incrível, excelente objeto de estudo e pesquisa, tem elementos peculiares sociais, históricos e geomorfólogicos únicos para um país continental.
O Bairro da Barra da Tijuca é fruto de projeto arquitetônico urbanístico do arquiteto Lucio Costa na década de 50, baseado nos padrões modernistas da época – pilotis, vias largas, grandes prédios, auto vias para o novo meio de transporte “popular” o carro, médios núcleos de circulação, sem esquinas – tudo altamente planejado – isso era o novo sonho de uma cidade planejada para uma pretensiosa capital que logo deixou de ser e virou alvo da especulação imobiliária.
Porém isso ainda levou duas décadas para ocorrer – somente nos anos 1970 a Barra da Tijuca ganha seus primeiro imensos condomínios de luxo sem rede de esgoto, transporte, iluminação pública em todas vias de acesso, nem rede pública de saúde e com uma escola pública do primeiro segmento dentro dos limítrofes do novo empreendimento imobiliário – chamado Novo Leblon. (Por favor se equivocar com o nome do condomínio me corrijam –não guardo tudo!).
Os condomínios e empreendimentos comerciais vieram ao longo destas ultimas três décadas, juntos com as pequenas ocupações irregulares e as grandes também. Contaram pra mim a historia da ocupação de Rio das Pedras – que uma favela que se encontra nos limítrofe dos bairros de Jacarepaguá e Barra da Tijuca – hoje uma “favela-bairro” – que tem maior parte de sua população oriunda de imigrantes nordestinos e mantém um processo vertical de favelização e apoio de milícias para manutenção da ordem, as primeiras casas foram erguidas pelos operários que ajudaram abrir as vias largas e posteriormente os que vieram a construir os primeiros arranha-céus. O fato deles não terem como voltar e muitos acreditarem que aqui conseguiria algo melhor foram se estabelecendo entre a encosta e a lagoa.
Se é verdade ou não, não tenho como afirmar. Isso já foi discutido pelos cientistas – saber a verdade cabe levantamento histórico de todo local.
Discussão imperar na questão de ter ou não ter favelas no pretenso bairro planejado, que falta transporte público eficiente – que realmente interligue a cidade em três eixos – zona oeste – zona oeste; zona oeste – zona norte; zona oeste – Centro. Falta uma rede saúde pública integrada, uma rede educacional que alcance a realidade das áreas de carência e por fim tornar parte integrada da cidade, não um nicho de uma pseudo-harmonia de consumo e paz capitalista.
Voltando a questão das favelas existem algumas na região: Vila União, Vista Alegre do Recreio, Vila do Autódromo, Jardim do Recreio, Pantanal, 8W, Beira Mar, Canal do Cortado – (estas estão entre o perímetro do Recreio e Barra da Tijuca)
O processo de expansão urbano é algo lento, mas muito rápido para destruição da Mata Atlântica e para o meio ambiente como um todo. A Barra pode ser sim o bairro do futuro, altamente planejado, com metrô, grandes centros comercias, sendo acessado por todos os moradores da cidade, com investimentos imobiliários auto sustentáveis – com usina de reciclagem, aquecedores solares, conservatórios de água da chuva, usina de tratamento de esgoto próprio, mais áreas verdes que aterradas. Isso pode ser real, basta força de vontade e encorajamento político.
Bom é isso.
Acesse esse link.

Agora a resposta ao sr. Albano sobre o texto Barra da Tijuca

Sr. Albano.

Meu interesse não era ofendê-lo com a minha opinião, de que acredito que os grandes condôminos são grandes bolhas herméticas de paz e harmonia, onde adolescente cometem infrações das leis que são de todos e por serem ricos podem comprar juizes e saírem ilesos.
Na Barra existem sim favelas, talvez não nos padrões "tradicionais da cidade" - Rio das Pedras e o Terreirão não estão longe e nem a Cidade de Deus. Recreio não é um bairro planejado; diferente da Barra da Tijuca, que é um projeto do arquiteto Lucio Costa nos anos 50, o Recreio sofre como o desenvolvimento em "saltos" e pelos investimentos galopantes das grandes construtoras imobiliárias.
Se você não gosta de andar, tudo bem, se o lugar onde você anda de carro ficar cada vez mais poluído também, porém os seus filhos e netos (se você quiser ter...) terão uma cidade mais cinza e mais poluída e muita menos bonita.
Se a cidade é imunda a culpa é sua também!
Minha também... Não ando de bicicleta e dependo de condução urbana para circular. Não moro próximo ao meu local de trabalho e nem no lugar dos meus sonhos... (que não vem ao caso). Faço a minha parte todos os dias, questionando o modo de uso da CIDADE e o que podemos fazer para ter uma cidade sempre mais bonita.
Sobre violência e medos à parte recomendo o livro do professor Marcelo José de Souza - FOBOPÓLE e sobre a cidade do RJ pode procurar Instituto Pereira Passos e algum texto do professor Maurício Abreu.
Sou geógrafa e olho a cidade com ar crítico consciente de que pode ser sim um lugar para todos e não só para uma parcela de seus moradores.
Metrô e "elétrobus" interligando toda a zona oeste, seria uma excelente forma de integração com o restante da cidade e um meio rápido de circulação de pessoas. Agora se você acha que andar de carro não polui, que o seu bairro é planejado, lindo incrível e que NUNCA sofrerá com o processo de expansão urbana é melhor você acreditar em Papai Noel.
Há lembrando um novo fato - se reclamar dos Jacarés da Barra da Tijuca - pense primeiro que eles estão aqui muitos e muitos e muitos anos antes de você chegar ao bairro - foram eles que ajudaram dar o nome desta baixada de JACAREPAGUÁ, agora que tudo faz parte de um grande bioma, neste processo não há uma divisão a partir das lagoas, mas sim sobre as encostas das montanhas, pois são de lá que vem as nascentes dos rios que vem desembocar e ajudar a formar as lagoas desta baixada e conseqüentemente também a baia de Sepetiba. Mas como você mora no Recreio o resto da cidade pode queimar que você pouco se importa, né? Vai continuar no seu universo a cheiro de petróleo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Um final de semana incrível

A todo instante a minha mente me faz fotografar momentos preciosos. Às vezes me pergunto porque a mente só escolhe alguns momentos para registrar como fotografias, por mais que depois que puxe a “foto” logo em seguida vêm um mini-video; de forma tão intensa, que acabo voltando à primeira imagem.
Este “finds” foi repleto de fotografias mentais, como sempre o meu Espectador percebeu que estou capturando sua imagem e se revela brilhante me brindando com sorrisos e alegrias que serão guardadas por muito tempo.

As fotos:

As gargalhadas da menina, com suas covinhas e os dentes em formação a mostra em retribuição da atenção do pai.

A caminhada no calçadão em direção ao MAC, com pedidos de colo e o encontro com as formigas gigantes.

O cansaço e os pedidos de pipoca no fim da tarde.

O passeio pelo calçadão da praia de São Francisco, o por do sol no horizonte, o encontro com o novo lugar, o jantar com uma amiga com ótimas histórias.

Chegada ao “velho” novo espaço conhecido nos tempos da minha infância – passeio no tempo da memória – reexplorar o espaço vivido.

Construção do novo uso e encontro de amigos e conhecido dos encontros de Capoeira.

Visita a feira de domingo.

Os amigos e suas “novidades”.

Fotos para registrar o evento do batizado da Capoeira.

Ribs e mate, no fim da tarde, pra matar a fome e rir mais um monte das coisas que vivenciamos.

Seu rosto cansado pedindo colo e cafuné e um “quilo” de beijos e agrados
.

Ai! Pai! Deste-me um final de semana esplendoroso incrível amável perfeito. O sol fez parte do final de semana inteiro e mesmo de noite ainda fez parte dos meus sonhos. Quantos nos deparamos para perceber as coisas incríveis que nos tem permitido “desfrutar” e a agradecer: Muito obrigada!!!

Cada lugar e cada pessoa que se percebe na construção das frases. A mente abre o leque de arquivos pra levar você a cada situação que se viveu ou sonhou de verdade na sua mente e no seu coração. Tudo se revela de forma mágica de maneira natural.
Quantas fotos nós já tiramos de nossas vidas?
Quantas são as pessoas que mais aparece nestas fotos?
Quantos são os lugares que visitou, mesmo sem muito viajar?
A mente guarda surpresas e nós só temos que celebrar a vida.

Cuitelinho



Cuitelinho é o nome do beija-flor no interior do mato Grosso.
Essa música retrata história de um lugar e do homem do campo do interior do Brasil, que cruza um país no sentido leste-oeste, mostrando a saudade da familia e do seu lugar de origem.
A música tem autoria do Xavantinho e Pena Branca.
Apreciem

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Viva cada dia de cada vez!

Cada dia é um dia.
Cada mês é um mês.
Cada verão é um verão.
Não existe dois dias iguais ou segundos iguais. Cada tempo é um tempo. E a gente faz o nosso tempo agora.
Hoje fez sol, calor, nublou, ventou, choveu, esfriou e enluou.
Meu corpo reclamou por conta de tantas mudanças em um dia, meus olhos se renderam as linhas digitalizadas de um monte de papel.
Tem horas que quero sumir e tem horas que me lembro que sou capaz de superar todas as barreiras que criei para mim.
O que me impede de conseguir escalar a montanha e alcançar as nuvens? O que me impede de pular os obstáculos do caminho e seguir em frente? Eles são tão pequenos....
É o medo de errar. É o medo de cair. É o medo de não ser mais exemplo.
Q M de MEDO!!!!!
Viver um dia de cada vez é superar o próprio medo de viver na selva de pedra de seres humanos quase desumanizados, cegos diante daquilo que eles pensam que não vêem.

Há de ter CORAGEM.
Há de ter CORAÇÂO.
Há de ter CONSCIÊNCIA.

Para estufar o peito e desbravar os caminhos da terra.
Livre com toda a emoção estampada na face com uma felicidade extasiante.

LIVRE

Sem medo. Sem dor. Sem raiva. Sem solidão. Sem queixa. Sem ambição. Sem maldade.
Somente LIBERDADE e AMOR e mais nada dentro de si.
O que vc precisas mais?
Talvez uma FÉ em si mesmo, uma FÉ no sobrenatural.
Talvez um SONHO grande o bastante para ser realizado com paixão.
Talvez um DESEJO de ser descoberto ou de simplesmente de descobrir outros tantos iguais a você – mas que podem parecer tão diferentes.
Talvez um Amor amado, mas que não seja aflito e que não te cobre demais.
O que você precisa é de você é nada mais.
Viva cada dia de cada vez!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ao prefeito eleito

Ontem foi dado o desfecho do processo eleitoral carioca. A quem gostou e quem não gostou do eleito em questão, mas o mais importante foi que o ato de cidadania foi realizado com tranqüilidade e paz em toda capital fluminense.
Eu não gostava de nenhum dos dois candidatos que foram ao segundo turno, porem foi um ato “louco” terem colocado Gabeira em lugar do Crivella, contudo algo mais saudável a toda população. No final ganhou o vira camisa de meia em meia hora o tio Eduardo Paes, a quem eu espero que seja menos vira camisa e cumpra de fato com o que disse em campanha neste últimos três meses.
Agora se ele não der conta de tudo que disse, podem cobrar dele na próxima eleição que ele ira se candidatar novamente.
Boa sorte a todos citadinos do Rio de Janeiro
.

Alice no País das Maravilhas

Alice estava sonolenta quando viu o coelho branco e resolveu segui-lo, entrou dentro de uma toca que parecia não ter fim.... e foi caindo e caindo e caindo ....
E quando consegui aterisar do seu “voou” viu o coelho correndo, com muita pressa e não consegui lhe perguntar pra onde iria.
Hoje todos nós estamos caindo sem parar, estamos correndo sem parar. Vivemos uma loucura não matemática, quase surreal quanto pode parecer à fantástica estória de Alice no país das maravilhas.
Qual é o seu coelho branco?
- dinheiro?- casa?
- família?
- aparência?
- diploma?
- cargo?
- reconhecimento?
Afinal, quantos são os desejos que perseguimos? Eu mesma não sei direito. Alice era uma menina de 5 anos, muito intuitiva e esperta. Contudo ela perseguiu o coelho e viveu uma fantástica historia, onde crescer e diminuir era possível num simples ato de comer e beber algo, não importando o que exatamente.
Seu escritor, um sábio matemático, apresentou charada que podem ser indecifráveis ou não, mas esqueceu de dizer a todos que na vida o maior mistério é o Sonho.
O que Alice fez foi viver um sonho ao ponto de achá-lo real.
Tens sonhando?
Qual é o seu sonho?

Não importa o tamanho do seu sonho todos eles cabem dentro do seu coração.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Lamento Sertanejo

“Eu quase que não consigo
Viver na cidade
Sem ficar contrariado.”

Quem consegue viver na cidade hoje sem sentir contrariado com a violência, com a sujeira e com a vergonha.
Todos os dias o trânsito fica mais complicado por conta do aumento do números de carros, a cidade ganha mais gente de roupa fina e mais pobres miserais mal trapilhos.
Tem dias que quero pegar um ônibus espacial e migrar pra lua e observar a Terra do alto; sem ter que me envolver com os problemas que os homens criaram para aprender a conviver numa sociedade de consumo compulsivo onde o dinheiro é o que move as cidades...
É já foi o dia que campo fazia a cidade funcionar, era o campo que acordava com seu homem de mão calejadas, de costas largas, com ambições de ter apenas o que comer e ver seus filhos crescidos para ajudar na lavoura.
Nobres senhores de braços e pernas e bocas para sobreviver nas diversidades da natureza.
Hoje o campo corre com caminhão, colheitadeira, trator, poeira, sementeadeira, agrotóxico, transgênicos e dólar.
O tempo mudou, as horas já são contadas de outra forma e os dias que eram longos para colheita agora são rápidos e dão dinheiro em debêntures. A soja não alimenta o peão e nem sempre o gado, mas dá dinheiro no bolso do dono da terra.
A cidade é maior que o campo.
A cidade engole o campo com sua tecnologia, com sua fúria vertiginosa de espaço de produção capital, trazendo a rapidez da internet, dos bancos de dados virtuais, das ciências telemáticas e biológicas para super produção em espaços menores.
As montanhas ganham casas e ladeiras.
As vilas ganham "pegas" de carros.
O tempo que corria com o prumo do Sol, hoje corre com sistema de downloads sistemáticos de ferramentas para agilizar mais ainda o tempo do corre-corre.
As famílias que antes eram numerosas, pois morriam muitos e precisava de muitos braços para trabalhar estão minguando a pessoas solitárias e distintas umas das outras.
A cidade que antes era pequena, hoje extensa, imensa, indevoluta, fria, cinza e sem graça. As praças casa para cidadãos sem casa e assim viadutos também. Quem vive na cidade é por que trabalha nela ou não tem mais para onde ir.
O campo não é mais do lavrador é do homem da cidade que tem dinheiro pra comprar avião e aterrizar no meio da plantação de soja e dizer que a safra já toda vendida e fará uma festa para seus empregados que dirigem os tratores e equipamentos sotisficados.
É quem diria que a cidade comeria o campo, quando o campo é que conduzia a cidade e consumia a cidade.
Pensemos no hoje para fazermos um amanham melhor.
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