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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Guri - Dante Ledesma

Mais música gaúcha, está com a alma dos pampas. Rica em símbolos e vontades. Fala dos espelhos dos filhos com os pais, e também do sonho dos pais que seus filhos sejam iguais a eles. Linda poesia e bela melodia. O Vídeo no final tem acompanhamento no acordeon de Michel Telo antes do sucesso mundial; o guri pode ser redimido por esta participação linda.

Guri
De João Batista Machado e Julio Machado Silva Netto
Interpretação de Dante Ramon Ledesma


Das roupas velhas do pai queria que a mãe fizesse
Uma mala de garupa e uma bombacha e me desse
Queria boinas e alpargatas e um cachorro companheiro
Pra me ajudar a botar as vacas no meu petiço sogueiro
Hei de ter uma tabuada e o meu livro querer ler
Vou aprender a fazer contas e algum bilhete escrever
Pra que a filha do seu Bento saiba que ela é meu bem querer

E se não for por escrito eu não me animo a dizer Bis

Quero gaita de oito baixos pra ver o ronco que sai
Botas feitio do Alegrete e esporas do Ibirocai
Lenço vermelho e guaiaca compradas lá no Uruguai
Pra que digam quando eu passe sai igualzito ao pai
E se Deus não achar muito tanta coisa que eu pedi
Não deixe que eu me separe deste rancho onde nasci
Nem me desperte tão cedo do meu sonho de guri
E de lambuja permita que eu nunca saia daqui.




quarta-feira, 6 de junho de 2012

América Latina - por Dante Ladesma

Sei que muito não entendem nada de música gaúcha. Eu mesma não entendo muito, contudo o fato ter um pezinho meio lá pelos rincões gaúchos me fez conhecer algumas músicas que mechem com a alma e o espirito da gente. Está música é um delas e espero que vocês gostem tanto quanto eu.


América Latina
de Francisco Alves e Humberto Zanatta.
Interpretação de Dante Ramon Ladesma

Talvez um dia, não mais existam aramados
E nem cancelas, nos limites da fronteira
Talvez um dia milhões de vozes se erguerão
Numa só voz, desde o mar as cordilheiras
A mão do índio, explorado, aniquilado
Do Camponês, mãos calejadas, e sem terra
Do peão rude que humilde anda changueando
É dos jovens, que sem saber morrem nas guerras

América Latina, Latina América
Amada América, de sangue e suor

Talvez um dia o gemido das masmorras
E o suor dos operários e mineiros
Vão se unir à voz dos fracos e oprimidos
E as cicatrizes de tantos guerrilheiros
Talvez um dia o silêncio dos covardes
Nos desperte da inconsciência deste sono
E o grito do sepé na voz do povo
Vai nos lembrar, que esta terra ainda tem dono
E as sesmarias, de campos e riquezas
Que se concentram nas mão de pouca gente
Serão lavradas pelo arado da justiça
De norte a sul, no Latino Continente


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