Em fim estamos chegando ao fim do verão. Para muitos uma tristeza e para outros alegria de dias menos quentes.
Este verão teve dias quentes mas não foi um verãozão estupidamente quente desde de dezembro, ele só deu as caras mesmo em fevereiro em pleno carnaval, com dias iluminados claros e quentes, porém não escaldantes como no verão passado. Sim passamos 10 dias sem chuvas fortes ou expressivas. E agora com o fim do verão os fins de tarde vem acompanhado de chuvas até fortes, que refrescam mas ao mesmo tempo aumenta a sensação de calor por conta da grande quantidade de umidade no ar.
Este verão não teve catástrofe ainda, e talvez não tenha.
"eis a promessa de vida do meu coração..."
Envolvida num projeto e a procura de outros tantos... O que ainda preciso é de um emprego ou algo que realmente me sustente ou sustente-me o ego. Passam-se os verões e ainda nada concreto se forma a frente, como uma cortina de nuvens se sedimenta a frente dos olhos.
Que venha a chuva e descortine as nuvens e mostre de vez o caminho ou apresente as vias a trilhar.
Dizem que a mulher é o sexo frágil Mas que mentira absurda Eu que faço parte da rotina de uma delas Sei que a força está com elas Vejam como é forte a que eu conheço Sua sapiência não tem preço Satisfaz meu ego se fingindo submissa Mas no fundo me enfeitiça Quando eu chego em casa à noitinha Quero uma mulher só minha Mas pra quem deu luz não tem mais jeito Porque um filho quer seu peito O outro já reclama a sua mão E o outro quer o amor que ela tiver Quatro homens dependentes e carentes Da força da mulher Mulher, mulher Do barro de que você foi gerada Me veio inspiração Pra decantar você nessa canção Mulher, mulher Na escola em que você foi ensinada Jamais tirei um dez Sou forte mas não chego aos seus pés
Eu, sempre eu, quero normalmente as coisas mais difíceis, as mais absurdas, as mais esquisitas, as mais distantes e consequente as improváveis.
E nessas improbabilidades que a vida nos mostra, que é possível sim juntar ciência e arte, e transformar arte em ciência e novamente transmutar em arte.
Neste processo encontramos varias pessoas, que normalmente alegam a dizer o que é e o que não é ciência, e outros que alegam o que é ou que não é arte. Numa verdadeira propulsão de discursos generalizados sobre coisas que se sabe e outras tantas que não dominamos. Somo fails, não conseguimos gerenciar tantas informações, dados, leituras e criticas; uma hora tudo fica confuso.
Neste profusão de coisas, algumas coisas ficam mais marcadas, mais visíveis, dando a entender que isso que esta aparente é que no momento mais interessante a se tomar nota ou conhecimento ou se pesquisar.
Nas minhas idas e vindas, pelas questões de arte e ciência, nas questões da interdisciplinaridade, percebi que gosto mesmo de poder estudar por vários ângulos a mesma coisa, me apropriar de algo novo e transformar aquilo em algo já apreendido ou vice e versa.
Estudar o urbano
Ver a cidade, as pessoas, as ruas, seus dilemas, as confluências, suas disparidades, sua essência, o surgimento do novo espaço.. nada tão simples, mas incrível.
Retomar este olhar sobre outro ponto de vista sera como reaprender a ler o espaço urbano e suas conotações.
Sendo franca estou feliz em poder viver esta nova experiencia, e novamente perceber que fazer ciência e pesquisar é algo maravilhoso.
Mais um minuto.
Mais um minuto te peço. Não desligue, quero ouvir sua respiração.
Só um minuto, no silêncio, seu suspiro leve tranquilo.
Acalma o coração aflito ou desabrocha o peito a chama.
É só um minuto.
Faz tanta diferença entre acender e apagar o desejo de viver.
Mais um minuto aguardo
Como já se fosse infinito, peço que logo se extingue e me parece que será mais longo que dor do vazio.
Não precisa dizer nada
Fale
Entupa os ouvidos meus com suas palavras e sons
e tornei o meu espirito nas suas histórias
que em muito se esvaiam na minha mente.
Logo serei sua novamente.
Dizem que os homens conquistam suas amadas pela voz e sua conversar ditas atravessadas...
Se temperam romances em palavras açucaradas apimentadas azedas quentes frias amargas salgadas....
é só mais um segundo
dizer uma palavra
boa noite
Ao longe a boca seca suspira e se morde
já fria encena a noite
no suspense de
mais um beijo dado ao telefone, sem nunca ter sido mandado.
Atrasado está o parabéns
Está atrasada a entrega das obras.
Está atrasado um projeto de planejamento urbano eficiente.
Está atrasado o cuidado com o sistema de saúde eficiente.
Está atrasado a entrega dos trens da Supervia
Está atrasado a melhoria da qualidade das Barcas SA.
Está atrasada a recuperação de ruas e manutenção de estradas.
Está caducado dos projetos feitos para melhoria da cidade.
Pouco e muito pouco será de beneficio a todos ....
Enquanto isso comemoramos com festinhas na Quinta da boa vista e esquecemos de todos os problemas existentes.....
Beleza! Espero que manifestações sinceras como a que ocorreu em frente as Barcas ocorram mais e com mais frequência. Lembremos nos pagamos por tudo q usamos nada na cidade é de graça sem ter sido pago antes.
Parabéns aos cariocas pela sua acomodação e pelos 447 anos de fundação!
Este ano não postei nada de referencia direta ao carnaval, contudo a ultima música postada no blog fala de alguém sem fantasia, que podemos nos remeter ao carnaval em que soltamos nossos pierrôs e colombinas para fora e a necessidade de nos despirmos dela para viver o que somos plenamente.
Fato que passamos mais tempo fantasiados de coisas que dizemos que somos nós, do que realmente sendo nós mesmos diante das situações que vivemos em nome de uma tal Sociedade Capitalista Globalizada; enquanto tentamos nos encaixar dentro dos seus padrões ora doentes ora são dentro de nós.....
Na minha cabeça ainda toca muita poesia da música popular brasileira, o lirismo vai de Ivan Lins, passa pelo Jorge Vercilo e coroa com o meu amado Vinicius. Sim são notas diferentes, melodias diferentes, tempos diferentes, nem todas falam de amor pleno mas todas falam da vida.
Sim o meu ecletismo musical pode desagradar e muito aos ouvidos refinados, mas a folia acabou e não me importo se não acabar em samba mas sim em bossa nova. Este meu estilo predileto. A bossa perdeu ontem um grande interprete Peri Ribeiro, porém ela continua sendo reinventada junto com tantos outros estilos musicais próprios do Brasil. Que venham os novos Peris, Claras, Naras, e que cantem e encantem nossos ouvidos com alma nacional.
Agora música!
Ai, ai, ai, ai, ai
Ivan Lins
Nosso amor é uma vereda onde a lua se derrama
Somos lenha e labareda uma paixão em plena chama
Sei que a vida tá brabeira tanto amor na corda bamba
Que a alegria é passageira frágil como porcelana
É as vezes tudo é lindo ás vezes tudo engana.....mas
Basta um beijo teu e eu......
Ai, ai, ai, ai, ai,
É as vezes tudo é lindo ás vezes tudo engana.....mas
Basta um beijo teu e eu......
Ai, ai, ai, ai, ai,
Pudera! Você é o grande amor da minha vida
Pudera! Você é o grande amor da minha vida
Baile, fiesta ou domingueira, saca a banda vem me chama
Pr`essa salsa brasileira meio Rio, meio Havana
Dança roda e serpenteia ou me leva então pra cama
Ao som do Guantanamera Noches de Copacabana
É às vezes tudo é lindo ás vezes tudo engana.....mas
Basta um beijo teu e eu......
Ai, ai, ai, ai, ai,
É as vezes tudo é lindo ás vezes tudo engana.....mas
Basta um beijo teu e eu......
Ai, ai, ai, ai, ai,
Pudera! Você é o grande amor da minha vida
Ai era! Você é o grande amor da minha vida
Pudera! Você é o grande amor da minha vida
Ai era! Você é o grande amor da minha vida
É as vezes tudo é lindo ás vezes tudo engana.....mas
Basta um beijo teu e eu......
Ai, ai, ai, ai, ai,
Pudera! Você é o grande amor da minha vida
Ai era! Você é o grande amor da minha vida
Também queremos uma fatia desse bolo
Desse planeta com direito á felicidade
Toda Espera
Jorge Vercillo
É, a paciência
foi pela vida inteira
o meu escudo
quando o mundo
disse: não
A arma branca,as lágrimas de fé
a resistência
é a força da mulher
Se eu ando distraído assim
me deixe só
que eu tô buscando
em pensamento meu amor
E meu olhar distante, deixe lá
que em pensamento
meu amor vem me buscar
Te quero,espero
eu tô te vendo chegar
Te quero, espero
eu tô te vendo chegar
Te quero, espero
É, a esperança
é como cristaleira
resiste ao tempo
e as boladas que levou
Mulher rendeira
não dá ponto sem nó
bordou no linho
toda espera de um amor
Sou uma seringueira
aberta a te esperar
tô te trazendo
em pensamento só pra mim
Eu bem tava dizendo
e olha lá
pois cedo ou tarde
toda espera tem seu fim
Te quero,espero
eu tô te vendo chegar
Te quero,espero
eu tô te vendo chegar
Te quero, espero
POT-POURRI De VINICIUS!
As músicas Berimbau, Consolação e Canto de Ossanha, remetem ao tempo da Bossa "afro", prefiro achar que é de terreiro, tem a contestação do amor do homem, suas dores, angustias e valentia. São doces porém intensas na forma de querer amar e ser amado.
Sim todas falam de amor. Conquistado, perdido, requerido, esperado, maior de todos, traiçoeiro.... mas todas falam de amor e do desejo de sentir amado. Não há tempo no mundo que se negue a necessidade deste sentimento. Então vivamos um tempo de amor conosco!
Volto a bater na mesma tecla.
Nas mesmas palavras ditas e escritas, postas e supostas em prática discursiva.
Sim Educação!
Qual é o ensino que queremos?
Quais são as escolas que queremos?
Quais são os saberes que queremos que sejam apresentados nas escolas?
A escola sustenta a educação?
O sistema educacional vigente hoje sustenta o processo escolar e a escola como estrutura de ensino?
Os alunos são problemáticos?
Os professores são problemáticos?
Os parâmetros curriculares básicos são realmente a única forma de orientação de ensino nas escolas?
E os projetos políticos pedagógicos são de fato trabalhados nas escolas num instrumento coletivo?
Mais da metade das resposta destas perguntas são Não, não há , não é, não deve, não consegue, não há necessidade, não faz diferença. Independente da ordem do não, a escola e o ensino continua sendo mais exclusivo, mais imposto e menos inclusivo e dialógico.
Alunos e professores continuam tramando forças entre os saberes possíveis e os saberes bancários e enciclopédicos. As trocas ficam quase que no campo do imaginário coletivo, onde finge que se ensina e finge que se apreende, onde provas quantificam mas não qualificam o processo de aprendizagem.
Sonhamos com prováveis escolas da Ponte enquanto os alunos acham que sabem ler e escrever o seu nome basta para agir diante da condição de cidadania pouco criativa.
Se queremos mudanças, temos que faze-las, temos que querê-las fazendo, arregaçando as mangas e colocando as mãos na massa e acreditar que a diferença parte mim e não do outro. O outro nunca será igual a mim mas poderemos sempre andar juntos conversando sobre coisa comum aos dois mundos - o meu e o dele.
Para termos mais cidadania precisamos de mais educação de valores sociais e culturais do que valores morais. Educar no sentido de ensinar a si mesmo que o outro também nós ensina e as trocas sempre são positivas para os dois lados, mesmo que num determinado instante você acredite que ensina mais que aprende, você está aprendendo a aceitar a o outro e a sua diferença.
"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"
Cora Coralina
Não temos que ter medo de errar e nem medo do desconhecido; façamos um trato tudo aqui ensinado sera aprendido por todos pois tudo é novo.
A semana foi corrida.
O tempo louco de calor verão escaldante em solo carioca.
Movimento de greve de policiais e bombeiros.
Volta as aulas.
O novo medo da queda de prédios.
A véspera do carnaval.... Falta pouco para folia do mascarados....
E eu ainda com sonhos retro.
Na esperança de novas canções para velhos cancioneiros.
Na dinâmica do dormir pouco para ter muito tempo para viver.
A procura de um emprego.
E sonhando com as coisa bonitas da vida.
Novamente música.
Mesmo na ausência de texto profundo e densos, trago pra cá a densidade dos desejos das músicas e suas melodias.
Essa música merece uma releitura pela sua beleza sensual. Como sempre Chico é mestre nessa história.