sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Um novo tempo

A gente sempre espera neste finais de ano algo novo, como se por milagre algo miraculoso acontecesse e realizasse nossos desejos e sonhos que foram esquecidos ou simplesmente impossibilitados de se realizar.

Sim muitas vezes estes sonhos ou desejos, poderiam ter sido realizados durante o ano se organizássemos melhor nossas finanças e planejasse melhor nossas decisões ou amassemos o que temos.

Raramente estamos satisfeitos com o que temos e muitas vezes esquecemos das pessoas que estão a nossa volta.

Assim começa uma novo ano cheio de esperanças e sonhos para cumprir as metas que no ano anterior não consegui se cumprir...
Tem vezes que penso que não precisa desta contagem de tempo e muito menos promessas de ano novo, o que queremos é o mesmo velho ainda é sempre amor paz e saúde, com alguma dose de resignação. Mas como esquecemos disso acabamos comprando qualquer coisa de R$1,99 para agradar o ego e massagear o consumo imperialista de nossos seres.

Esse texto não é de feliz natal e muito menos de prospero ano novo, mas um ponto de reflexão no meio do turbilhão de coisas que vivencio.

Eu busco um novo tempo. Um tempo que podemos para e ficar olhando o mar e esquecer de tudo. Namorar o mar e as ondas até as vistas cansarem, até o sol mergulhar e depois ressurgir. Um tempo para apreciar os pássaros até eles irem para longe. Um tempo de contemplar a natureza e sentir parte dela integrantes alinhavada com todos os seus componentes e esquecer por um tempo de tudo mais que existe que não tem pressa de existir.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dias inocuos

Ausente e presente.

Esses dias me fizeram por força maior ficar em casa - torci o pé.
Claro, isso foi dolorido e doloroso. O pé ficou enorme e roxo.

Me obrigou ficar em casa, ver o tempo da janela e a curti as fofocas alheias.
Porém foi bom.

Tudo tem uma razão de ser, mesmo que nunca consigamos entender o seu porque.
Tem dias que somos apenas marionetes na mão do criador, oras instrumentos de amor involuntário.
O que nós faz realmente melhor ou pior que o outro?
A capacidade que cada um tem de amar...

Mesmo que ficar doente me deixasse triste e aborrecida ainda assim fiquei feliz por saber que ainda estou viva.

Sábado dia 19 fui ao Morro do Anhanguera, PNT. Com serração e alguma chuvinha. Um ambiente lindo de serra-pilhagem em meio as árvores.
O tempo úmido e um tanto encoberto não permitiu chegarmos aos nossos objetivos, contudo foi incrível.
Tudo vale apena quando a alma não é pequena.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu em eu.

Sinto falta de mim mesma.
Sinto a ausência calma e perplexa da minha essência
Meu perfume evaporou.
A chuva lava o chão e empossa a minh'alma de atenção.

Enquanto todos buscam nos outros os erros
para deles fazerem reflexão
Tento na força bruta entender meu espelho.
Pois já com carinho ele não me responde nada.

Sou eu no meio das minhas emoções e das minhas razões
Sou a montanha e água.
Tanto imponente quanto forte
Tanto fluida e inconstante.
E quando bate o vento mais um pedaço de mim se lasca.
Busco o calor do fogo
Mas vem a chuva e logo tudo se acaba. Vira lama e lodo.

Enquanto ergo o meu sorriso matutino
E a sua vidraça que estilhaça.
E teu pranto que te cala
No meu peito ainda revibra um amor amaldiçoado.

Entre perdas e danos
O que sou
é uma colagem de papel marchê.
______________________________

A montanha e a Chuva - Orlando Morais

Eu queria tanto lhe dizerDa minha solidão, da minha solidezDo tempo que esperei por minha vez,Da nuvem que passou e não choveu...Minhas mãos estão no arComo aeroporto pra você aterrissarTambém sou porto, se quiseres ancorar...Sou ar, sou terra e sou mar.Eu tenho a mão e você tem a luva,Eu sou a montanha e você é a chuvaQue escorre e some no final da curvaE beija o rio, pra abraçar o mar

É por isso que a montanha tem ciúmesQuando o vento leva a chuva pra dançarMuitas vezes tudo acaba em tempestadeRaios gritam sobre a tarde,Tardes dormem ao luar,Anoitece a minha espera,Amanheço a te esperar.. 

domingo, 13 de novembro de 2011

Aqui neste lugar - Sérgio Britto e Negra Li

Ninguém sabe
Quanto cabe pedir
E alguém sabe
Quanto cabe dar
Ninguém sabe
Quando cabe ouvir
E alguém sabe
Quando cabe falar

Meu amor
Será que eu posso perguntar
Quanto amor
Ainda cabe nesse seu olhar

Nós temos um ao outro, o mundo é muito pouco
Temos um ao outro e a noite para inventar
Nós temos um ao outro, o mundo é muito pouco
Temos um ao outro e o dia pode esperar


Ninguém sabe
Quanto cabe insistir
E alguém sabe
O que cabe aceitar
Ninguém sabe
Quando admitir
E alguém sabe
O que cabe negar

Meu amor
Será que eu sei adivinhar
Quanto amor
Ainda cabe aqui neste lugar

Nós temos um ao outro, o mundo é muito pouco
Temos um ao outro e a noite para inventar
Nós temos um ao outro, o mundo é muito pouco
Temos um ao outro e o dia pode esperar


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Domingo : Delicia delicia.

Antes de tudo preciso avisar que a Felicidade existe e ela mora dentro de vc.

A cada passo que damos em direção ao horizonte no encontro com nós mesmos, na certeza da nossa verdadeira vontade, estamos mais perto da felicidade. Ela pode não parecer perfeita mas ela é exata para nós diante daquilo que vivemos.

Antes que reclame que não tinha sol, que não deu praia, que choveu, que ventou; pense está vivo.
Sai depois do almoço, na ansiedade loca de ver ruas, pessoas, coisas, ambientes... Para saciar está sede fui parar no Centro Cultural Banco do Brasil, com desejo de ir ao teatro; mas não foi feito do dia.
Encontro com amigos nos levou a passar horas conversando sobre mundanices diversas, criações, desenhos, abstrações e viajem de todos os tempos.
 A minha sede também era de arte e cultura.
Fomos a Centro cultural dos Correios, vizinho de fundos do CCBB, onde tinha varias outras exposições de arte contemporânea, desde pinturas de arte naif, incluindo instalações de gravura e vídeo, coleções particulares, pintura abstrata e esculturas. Tudo muito show de bola.
Depois de muito ver e discutir - até aquilo que só os meus amigos viam- eu só tentei encontrar.
Assistimos ao show em homenagem de centenário a Nelson Cavaquinho - de graça. A fome nestas horas já batia a tempo e nada de conseguirmos um lugar para comer pela redondeza por conta horas ali, partimos para a Cinelândia. 
Contudo nesta decisão de irmos a Cinelândia, aconteceu um desses fatos de loucos e bizarros que só acontece quando a gente menos espera. Estamos andando na 1º de março quando de repente um grupo de três rapazes meio que param e começam a dançar e cantar assim:
-"Delicia, delicia, assim você me mata!"


Obvio que ficamos todos apavorados, sem saber se corríamos ou pulávamos uns nos outros para sair daquela situação alucinada que se apresentou na nossa frente. Sim continuamos andando como se nada tivesse acontecido, e depois de alguns minutos lembramos que também ocorria um evento de Funk no Largo da Carioca, de onde creio que tenha saído as figuras dançantes em questão depois de já terem bebido o suficiente.
Se este fato não foi suficiente já na Cinelândia, existia um grupo acampado, ligado ao movimento do circo e outras coisinhas. Também havia gente bizarra mas de forma comportada. 
O Fim de dia terminou no Chinês, com pastel e guaraná.
Delicia delicia que talvez possa matar ....
hihihihi
E assim a vida segue.

Obs.: A música em questão é de um sertanejo,  que é cantada por vários grupos de axe e forro, e o evento em que os rapazes saíram era funk. Bom acho que tem mistura demais pra mim.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Teatro - a casa das artes.

De tempo em tempos obedeço ao meu desejo de ir ao teatro.
Tanto pelo encanto mágico da arte através de cortinas e cenários quanto pelo espetáculo que me aguarda dentro de alguns minutos.
Como pode uma arte encantar tanto, refletir tanto, redescobrir tanto, produzir arte aos borbotões, gerar emoções mil, individualizar para agrupar e multiplicar a cena em milhares...
Sim sou apaixonada por esta arte desde de pequena, mesmo sem saber.
Curto mais o teatro que o cinema, talvez por este ultimo ser mais fácil rever quantas vezes quiser em casa e em vídeo.
O teatro não, ele tem o tempo dos atores, tem o tempo da fala, o tempo da luz, o tempo do som quase que dependente do expectador que ali entra com uma ideia na cabeça e sai de lá com outras mil, bombardeando-se das expressões, dos tons, dos movimentos, do texto, do silencio.
A paixão floresceu meio que por acaso trabalhando na coxia, contando cadeiras, contando senhas, redistribuindo assentos, assistindo o espetáculo pelas cortinas e o assistindo várias vezes e vendo que sempre pode ser diferente.
O espetáculo esta na mão do diretor teatral, do coreografo,do cenógrafo,do figurinista, do iluminador, do sonorizador, do maquiador, do diretor do teatro e por ultimo na mão dos atores. Eles entram por ultimo no palco, são eles que darão vida as ideias escritas e coordenadas do diretor.
O espetáculo começa.
xiiiiiiii!!!! Silêncio!!!!
Desliguem seus aparelhos sonoros e bom espetáculo.


Passa o tempo, seus olhos e ouvidos estão submersos naquele universo que se produziu, você já foi convidado a fazer parte de outra realidade, que por mais fantasiosa que fosse trouxe consigo alegria emoções  tristeza raiva compaixão dilemas e perguntas, gargalhadas fartas e a sensação de renovação.
Talvez eu não seja muito fã de comédias tipo stand up e coisas do gênero, mas pra quem não entende nada  pode ser um bom começo rindo das coisas idiotas do dia a dia.

A ultima peça que assisti foi Avó Mãe Filha e Puta, um 'meio' monólogo porém adorável falando de forma serena e franca sobre a questão da profissão mais antiga que se tem noticia. Sai da sala com mais questões do que entrei. Isso é sinal que mexeu comigo.
Depois disso assisti um espetáculo de dança, muito bonito mas porém não me trouxe tantas perguntas além da constatação do que me foi mostrado. Perfeito em tudo, porém para mim ficou um vazio..... como explicar isso?

Acho que devo voltar a olha a arte como meu sorriso - algo que me agrada a doar e mais ainda experimentar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A rainha da Ilha das Nevoas - Aleta

Tá o titulo parece incomodo, mas se trata da minha personagem predileta. Fato que ela não faz parte das rodas de noticiários e das tirinhas de jornal, também não faz parta dos DCS e da Marvel, mas ela é sem duvida uma Senhora Rainha.
Se alguém conhece sua história sabe que ela coadjuvante principal de tal príncipe, que da nome a saga e toda linha de livros, gibis e tirinhas e parte do universo da Távola Redonda, se trata do Principe Valente - seu algoz a seu marido. Levou cinco anos em tirinhas para que os dois de fato se casassem numa cerimonia no meio da floresta com destronados de seus reinos.
Este amor deu frutos lindos o pequeno Arn e as duas gêmeas (que neste momento me falta os nomes).
O Príncipe a faz cativa e a arrastou acorrentada pelo deserto e a fez passar por todas as sua desventuras até provara pra si mesmo que a amava e que ela não era uma feiticeira cruel como a julgava.
Se o amor é feitiço tudo nesta vida é passe de mágica.
Seguindo esta alegoria que divido aqui outra  imagem destes personagens:
A dupla é perfeita em aventuras e emoções. Deste que li o primeiro livro da saga no auge dos meus 12 anos tenho verdadeira paixão por estes personagens. As histórias são do príncipe mas a Rainha ganha a cena a partir do terceiro volume da saga e vai de tempos em tempos moldando um pouco o temperamento guerreiro do príncipe fazendo que de tempos em tempos ele volte sempre pra casa como um porto seguro. Também é fato que algumas vezes ela o acompanha nestas aventuras e outras ela é a protagonista principalmente quando se trata dos mandos do seu reinado na Ilha das Nevoas.
Ela não é a protagonista e nem antagonista da história mas é ela que comanda o coração do príncipe.

Nota: a primeira imagem é do volume três- primeira vista de rosto da rainha para o publico. A segunda é abertura do volume dezessei falando do príncipe do seculo XX .

domingo, 25 de setembro de 2011

Coisas de mulherzinha - Cor de Rosa Choque

Rosa Choque
Rita Lee
Nas duas faces de Eva
A bela e a Fera
Um certo sorriso de quem nada quer.
Sexo frágil não foge a luta
e nem só de cama vive a mulher.

Por isso não provoque,
é cor de rosa choque
Oh-Oh-Oh
Não provoque É cor de Rosa
Choque, não provoque...
é cor de rosa choque
Por isso não provoque
É cor de rosa choque

Mulher é bicho esquisito
Todo mês sangra
Um sexto sentido maior
que a razão
Gata Borralheira você é princesa
Dondoca é uma espécie em extinção

Por isso não provoque,
é cor de rosa choque
Oh-Oh-Oh
Não provoque É cor de Rosa Choque
não provoque...
é cor de rosa choque
Por isso não provoque
É cor de rosa choque

Novamente música para ilustrar.
Como se a música fosse o cenário ou desenho daquilo que sinto ou vivencio. Sim se torna cenário pois a música entra em cena no momento certo quando de alguma forma estou buscando este sentimento feminino dentro de mim e a música invade a sala.
Sim mulheres são complicadas, sofrem com suas TPMs, com suas inseguranças sexuais e sua aparência diante dos rótulos sociais.
Homens são solares. Tem seus ímpetos determinados por um ciclo diário, longitudinal, externo, frontal e quente.
Mulheres são lunares. Tem seus ímpetos determinados por ciclos de 28 dias (longo), transversais, interno, lateral e frio.
Antes que chamemos homens e mulheres de yin e yang que se auto completam dentro das trocas energéticas e etc e tal, ser mulher é bem mais complicado que ser homem; e nem falo pelas questões culturais impostas ou pelas etiquetas sociais criadas por uma tal sociedade, mas pelo simples fato de ter sua vida marcada por fluxo consanguíneo longo cheio de hormônio gerando sempre mudanças de humor e sensações com relação com o meio.
Só sendo mulher para entender como é difícil driblar e conciliar ao mesmo tempo sensualidade sexualidade e grandes propulsões de hormônios todos os meses. Num tempo de modernidades onde as mulheres tem tomado a postura de homens na sociedade uma coisa ainda não mudou quem determina os contratos sociais de 'casamento' são as mulheres. Aqui incluo todo tipo de condição de casamento que tenha homens e mulheres na parada.
Essa relação de hormônios e lua faz da mulher de fato 'uma caçadora' de bons pretendente dentro de sua aldeia, e as suas armas são a beleza, o instinto, desenvoltura, a inteligencia e a coragem. Coragem para determinar que o individuo escolhido é de fato o melhor .....
Não há bruxaria ou feitiço nisso é só seleção natural.....
Os homens de fato acabam, neste tempos de hoje, apenas objeto de mais valia das próprias necessidades da sexualidade feminina.... Se em outros tempos a mulher era vista como objeto de mais valia dos homens e estas se sentiam trancafiadas de sua expressão sexual, hoje podemos dizer que chegamos a um concesso para os dois lados. Mas será que está definido de vez a questão?

Ser mulher é realmente difícil. Sua necessidades passam pelo batom, vários tipos de sapatos, rímel, base, sombra, bolsas, brincos, anéis, cordões, cintos, lenços, echarpes, enfeites de cabelo, manicure, pedicure e cabeleireiro e tudo mais que a faça ficar mais visível que as outras mulheres da aldeia .. .afffff.
Ser você mesma no meio desta parafernália toda é um porre vamos combinar, mas se a moça não se 'produz' também não tem pretendente. Muitas incluem isso a si mesma e não são elas sem todos os acessórios.
Muitos homens fazem piada disso.
Mas quem ira fazer piada da falta de necessidade de exibição masculina?. Não digo homem descuidado - mas o fato que ele não precisa deste conjunto de acessórios todos os dias para ir ate o espelho se olhar assim como homem só precisa de uma boa carteira para sair e a mulher uma bolsa cheia de coisas.....

Hoje me deu um surto e fui me maquiar e talvez por isso achei que tudo ficou exagerado, mesmo com o batom em tom nude não consegui diminuir a sensação que tava com a cara cheia de base com blush e rímel, tirei o lápis dos olhos mas não me agradou.
Pior é a sensação depois que todo mundo ta olhando pra você como se fosse um alienígena....
E mais fácil ser homem é olhar primeiro a bunda e depois olhar o resto.... (que horror!)

Uma hora consigo me acertar com este período longo e minha qualidades que teimo mais em preservar que exibir.....

domingo, 11 de setembro de 2011

Educação, escola e ensino

Geração  Coca Cola
Legião Urbana

Quando nascemos fomos programados
A receber o que vocês nos empurraram
Com os enlatados dos USA, de 9 às 6.

Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês.

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola.

Depois de vinte anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser?

Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então, vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis.

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola

A música serve para 'ilustrar' que o tempo passou e ainda gritamos pelos mesmas necessidades de despir dos enlatados, com a diferença que agora os enlatados são globalizados e cada vez mais individualizados.
Sim a educação cada vez migra para um processo sem fim de individualização e de comercio dos sistemas de ensino e escolar. Criando uma escola para ser "consumida" pelos aqueles que pagam e para aqueles que disputa a melhor "qualidade" de produção de conhecimento.

A escola continua sendo uma versão humanizada de jaulas onde os estudantes tem que receber os conhecimentos mínimos que são processados e cupidos pelos professores.
É fato essa não é a realidade da maioria - pois assim esperamos - contudo ainda muitos alunos que fingem que aprendem e professores que fingem que tentam ensinar e assim tudo fica azul no final das contas.

A ideia de escola  atual  como modelo educacional continua sendo enorme incomodo para mim. Vejo mais crianças aprendendo jogando vídeo games e RPG's, jogando futebol que nas salas de aula com professores desestimulados e com precários instrumentos de trabalho.

Lecionar para muitos professores é sinônimo de paixão contudo que muitas vezes o tem levado a depressão. 
Estudar para a maioria dos alunos, ou educandos, sinônimo de frustração e revolta. 
Seria interessante falar que na primeira fase da infância a descoberta, o aprender é sinônimo de prazer. Porque quando os alunos chegam na segunda fase do ensino fundamental estudar em sua maioria é algo enfadonho, chato, frustrante e ainda longe longe da maturidade de aquilo será necessário para sua formação profissional ou ser alguém diferente ali adiante?

O discurso mais do mesmo é entendiante. Alunos valorizados nos processo educacionais aprender melhor e buscam mais conhecimento para testar seus professores. Devíamos acabar com alunos e professores e conseguinte com a escola.

Não existe mais quem professe conhecimento mais que o Google hoje em qualquer pesquisa básica e encontra proposta  não há discípulos que obedeçam velhos métodos de ensino e que esperem que o saber cai de bandeja em suas mentes através de um único método: o de observação.

Mediar conhecimento amplos entre jovens e crianças através de estímulos de aprendizagem são em sua maioria mais validos que horas de leitura sobre o mesmo assunto...

Existem escolas e escolas, mas acredito que seja fato em sua maioria ou se constrói um identidade do aprendiz com o espaço vivido ou que teremos será um depósito de pessoas em ambiente quase sociopático. Se o aluno vai em busca de merenda, lazer e fuga dos seus lares, a escola passa ser campo de refugiados de seus lares e um espaço para nova construção de educação de coisas ausentes. E o professor o mediador desta construção de educação em que sua maioria não foi preparado para tal.

Professor não estudou para ensinar aluno a dar bom dia e boa tarde, com licença, por favor, desculpa. Porem chega nos espaços onde muitos alunos mal sabem ler seus nomes nas 6ª séries.....Aonde erramos?

Geração Coca-cola esta em ação gerando os filhos da Geração Índigo ou da geração X e viram que mesmo com toda a liberdade e conhecimento pouco se fez e pouco se faz para mudar os quadros dos sistemas de educação do Brasil.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Mais canções em tempos urgidos - Trenzinho Caipira e Todo carnaval tem seu fim

Sim duas canções de tempos distintos, que falam de formas distintas sobre o EU diante da vida. Fato que o trenzinho é todo doce, luz, esperança que mostra como a viajem pode nos levar.
Já a outra diz: deixa eu brincar de ser feliz deixa eu pintar o meu nariz, mostra o fim do sonho, a visão de si como palhaço do próprio circo. Enquanto uma alimenta o sonhos o outro os vê menosprezados pelas não conquistas....

Todos os dias nos enchemos de sonhos iluminados e outros tantos os vemos destroçados pelos desenganos da vida. Não se fala de amor a vida mas uma vida cheia de amores e luzes....Experimentem.


O Trenzinho do Caipira
 Heitor Villa Lobos

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar

Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra...
Vai pela serra...
Vai pelo mar...
Cantando pela serra o luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar...


Todo Carnaval Tem Seu Fim
Los Hermanos
Todo dia um ninguém José acorda já deitado
Todo dia, ainda de pé, o Zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo

Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
E é o fim
E é o fim

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz

Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul

Pra que mudar?
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz !

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar.
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