sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A rainha da Ilha das Nevoas - Aleta

Tá o titulo parece incomodo, mas se trata da minha personagem predileta. Fato que ela não faz parte das rodas de noticiários e das tirinhas de jornal, também não faz parta dos DCS e da Marvel, mas ela é sem duvida uma Senhora Rainha.
Se alguém conhece sua história sabe que ela coadjuvante principal de tal príncipe, que da nome a saga e toda linha de livros, gibis e tirinhas e parte do universo da Távola Redonda, se trata do Principe Valente - seu algoz a seu marido. Levou cinco anos em tirinhas para que os dois de fato se casassem numa cerimonia no meio da floresta com destronados de seus reinos.
Este amor deu frutos lindos o pequeno Arn e as duas gêmeas (que neste momento me falta os nomes).
O Príncipe a faz cativa e a arrastou acorrentada pelo deserto e a fez passar por todas as sua desventuras até provara pra si mesmo que a amava e que ela não era uma feiticeira cruel como a julgava.
Se o amor é feitiço tudo nesta vida é passe de mágica.
Seguindo esta alegoria que divido aqui outra  imagem destes personagens:
A dupla é perfeita em aventuras e emoções. Deste que li o primeiro livro da saga no auge dos meus 12 anos tenho verdadeira paixão por estes personagens. As histórias são do príncipe mas a Rainha ganha a cena a partir do terceiro volume da saga e vai de tempos em tempos moldando um pouco o temperamento guerreiro do príncipe fazendo que de tempos em tempos ele volte sempre pra casa como um porto seguro. Também é fato que algumas vezes ela o acompanha nestas aventuras e outras ela é a protagonista principalmente quando se trata dos mandos do seu reinado na Ilha das Nevoas.
Ela não é a protagonista e nem antagonista da história mas é ela que comanda o coração do príncipe.

Nota: a primeira imagem é do volume três- primeira vista de rosto da rainha para o publico. A segunda é abertura do volume dezessei falando do príncipe do seculo XX .

domingo, 25 de setembro de 2011

Coisas de mulherzinha - Cor de Rosa Choque

Rosa Choque
Rita Lee
Nas duas faces de Eva
A bela e a Fera
Um certo sorriso de quem nada quer.
Sexo frágil não foge a luta
e nem só de cama vive a mulher.

Por isso não provoque,
é cor de rosa choque
Oh-Oh-Oh
Não provoque É cor de Rosa
Choque, não provoque...
é cor de rosa choque
Por isso não provoque
É cor de rosa choque

Mulher é bicho esquisito
Todo mês sangra
Um sexto sentido maior
que a razão
Gata Borralheira você é princesa
Dondoca é uma espécie em extinção

Por isso não provoque,
é cor de rosa choque
Oh-Oh-Oh
Não provoque É cor de Rosa Choque
não provoque...
é cor de rosa choque
Por isso não provoque
É cor de rosa choque

Novamente música para ilustrar.
Como se a música fosse o cenário ou desenho daquilo que sinto ou vivencio. Sim se torna cenário pois a música entra em cena no momento certo quando de alguma forma estou buscando este sentimento feminino dentro de mim e a música invade a sala.
Sim mulheres são complicadas, sofrem com suas TPMs, com suas inseguranças sexuais e sua aparência diante dos rótulos sociais.
Homens são solares. Tem seus ímpetos determinados por um ciclo diário, longitudinal, externo, frontal e quente.
Mulheres são lunares. Tem seus ímpetos determinados por ciclos de 28 dias (longo), transversais, interno, lateral e frio.
Antes que chamemos homens e mulheres de yin e yang que se auto completam dentro das trocas energéticas e etc e tal, ser mulher é bem mais complicado que ser homem; e nem falo pelas questões culturais impostas ou pelas etiquetas sociais criadas por uma tal sociedade, mas pelo simples fato de ter sua vida marcada por fluxo consanguíneo longo cheio de hormônio gerando sempre mudanças de humor e sensações com relação com o meio.
Só sendo mulher para entender como é difícil driblar e conciliar ao mesmo tempo sensualidade sexualidade e grandes propulsões de hormônios todos os meses. Num tempo de modernidades onde as mulheres tem tomado a postura de homens na sociedade uma coisa ainda não mudou quem determina os contratos sociais de 'casamento' são as mulheres. Aqui incluo todo tipo de condição de casamento que tenha homens e mulheres na parada.
Essa relação de hormônios e lua faz da mulher de fato 'uma caçadora' de bons pretendente dentro de sua aldeia, e as suas armas são a beleza, o instinto, desenvoltura, a inteligencia e a coragem. Coragem para determinar que o individuo escolhido é de fato o melhor .....
Não há bruxaria ou feitiço nisso é só seleção natural.....
Os homens de fato acabam, neste tempos de hoje, apenas objeto de mais valia das próprias necessidades da sexualidade feminina.... Se em outros tempos a mulher era vista como objeto de mais valia dos homens e estas se sentiam trancafiadas de sua expressão sexual, hoje podemos dizer que chegamos a um concesso para os dois lados. Mas será que está definido de vez a questão?

Ser mulher é realmente difícil. Sua necessidades passam pelo batom, vários tipos de sapatos, rímel, base, sombra, bolsas, brincos, anéis, cordões, cintos, lenços, echarpes, enfeites de cabelo, manicure, pedicure e cabeleireiro e tudo mais que a faça ficar mais visível que as outras mulheres da aldeia .. .afffff.
Ser você mesma no meio desta parafernália toda é um porre vamos combinar, mas se a moça não se 'produz' também não tem pretendente. Muitas incluem isso a si mesma e não são elas sem todos os acessórios.
Muitos homens fazem piada disso.
Mas quem ira fazer piada da falta de necessidade de exibição masculina?. Não digo homem descuidado - mas o fato que ele não precisa deste conjunto de acessórios todos os dias para ir ate o espelho se olhar assim como homem só precisa de uma boa carteira para sair e a mulher uma bolsa cheia de coisas.....

Hoje me deu um surto e fui me maquiar e talvez por isso achei que tudo ficou exagerado, mesmo com o batom em tom nude não consegui diminuir a sensação que tava com a cara cheia de base com blush e rímel, tirei o lápis dos olhos mas não me agradou.
Pior é a sensação depois que todo mundo ta olhando pra você como se fosse um alienígena....
E mais fácil ser homem é olhar primeiro a bunda e depois olhar o resto.... (que horror!)

Uma hora consigo me acertar com este período longo e minha qualidades que teimo mais em preservar que exibir.....

domingo, 11 de setembro de 2011

Educação, escola e ensino

Geração  Coca Cola
Legião Urbana

Quando nascemos fomos programados
A receber o que vocês nos empurraram
Com os enlatados dos USA, de 9 às 6.

Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês.

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola.

Depois de vinte anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser?

Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então, vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis.

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola

A música serve para 'ilustrar' que o tempo passou e ainda gritamos pelos mesmas necessidades de despir dos enlatados, com a diferença que agora os enlatados são globalizados e cada vez mais individualizados.
Sim a educação cada vez migra para um processo sem fim de individualização e de comercio dos sistemas de ensino e escolar. Criando uma escola para ser "consumida" pelos aqueles que pagam e para aqueles que disputa a melhor "qualidade" de produção de conhecimento.

A escola continua sendo uma versão humanizada de jaulas onde os estudantes tem que receber os conhecimentos mínimos que são processados e cupidos pelos professores.
É fato essa não é a realidade da maioria - pois assim esperamos - contudo ainda muitos alunos que fingem que aprendem e professores que fingem que tentam ensinar e assim tudo fica azul no final das contas.

A ideia de escola  atual  como modelo educacional continua sendo enorme incomodo para mim. Vejo mais crianças aprendendo jogando vídeo games e RPG's, jogando futebol que nas salas de aula com professores desestimulados e com precários instrumentos de trabalho.

Lecionar para muitos professores é sinônimo de paixão contudo que muitas vezes o tem levado a depressão. 
Estudar para a maioria dos alunos, ou educandos, sinônimo de frustração e revolta. 
Seria interessante falar que na primeira fase da infância a descoberta, o aprender é sinônimo de prazer. Porque quando os alunos chegam na segunda fase do ensino fundamental estudar em sua maioria é algo enfadonho, chato, frustrante e ainda longe longe da maturidade de aquilo será necessário para sua formação profissional ou ser alguém diferente ali adiante?

O discurso mais do mesmo é entendiante. Alunos valorizados nos processo educacionais aprender melhor e buscam mais conhecimento para testar seus professores. Devíamos acabar com alunos e professores e conseguinte com a escola.

Não existe mais quem professe conhecimento mais que o Google hoje em qualquer pesquisa básica e encontra proposta  não há discípulos que obedeçam velhos métodos de ensino e que esperem que o saber cai de bandeja em suas mentes através de um único método: o de observação.

Mediar conhecimento amplos entre jovens e crianças através de estímulos de aprendizagem são em sua maioria mais validos que horas de leitura sobre o mesmo assunto...

Existem escolas e escolas, mas acredito que seja fato em sua maioria ou se constrói um identidade do aprendiz com o espaço vivido ou que teremos será um depósito de pessoas em ambiente quase sociopático. Se o aluno vai em busca de merenda, lazer e fuga dos seus lares, a escola passa ser campo de refugiados de seus lares e um espaço para nova construção de educação de coisas ausentes. E o professor o mediador desta construção de educação em que sua maioria não foi preparado para tal.

Professor não estudou para ensinar aluno a dar bom dia e boa tarde, com licença, por favor, desculpa. Porem chega nos espaços onde muitos alunos mal sabem ler seus nomes nas 6ª séries.....Aonde erramos?

Geração Coca-cola esta em ação gerando os filhos da Geração Índigo ou da geração X e viram que mesmo com toda a liberdade e conhecimento pouco se fez e pouco se faz para mudar os quadros dos sistemas de educação do Brasil.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Mais canções em tempos urgidos - Trenzinho Caipira e Todo carnaval tem seu fim

Sim duas canções de tempos distintos, que falam de formas distintas sobre o EU diante da vida. Fato que o trenzinho é todo doce, luz, esperança que mostra como a viajem pode nos levar.
Já a outra diz: deixa eu brincar de ser feliz deixa eu pintar o meu nariz, mostra o fim do sonho, a visão de si como palhaço do próprio circo. Enquanto uma alimenta o sonhos o outro os vê menosprezados pelas não conquistas....

Todos os dias nos enchemos de sonhos iluminados e outros tantos os vemos destroçados pelos desenganos da vida. Não se fala de amor a vida mas uma vida cheia de amores e luzes....Experimentem.


O Trenzinho do Caipira
 Heitor Villa Lobos

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar

Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra...
Vai pela serra...
Vai pelo mar...
Cantando pela serra o luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar...


Todo Carnaval Tem Seu Fim
Los Hermanos
Todo dia um ninguém José acorda já deitado
Todo dia, ainda de pé, o Zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo

Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
E é o fim
E é o fim

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz

Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul

Pra que mudar?
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz !

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Só tem doido!

Antes que os usuários de hospital dia se sintam ofendidos, o caso não tem nada haver com vocês; mas com as pessoas em geral.
Hoje a minha mãe veio me contar que dentro do teatro um senhor resolver tirar os sapatos e as meias para assistir o espetáculo, até ai nada de mais, contudo o individuo tinha um chulé de matar um. Vê se tem cabimento isso?
Amigo da minha mãe conta que foi a Pedra Bonita sozinho - que já é arriscado por mais fácil que seja a tal caminhada - e lá encontra outro louco caminhando sozinho porém um Alemão....
Daí penso que neste mundo só tem doido, uns mais e outros menos.
Uns surtam de um jeito mais exagerado, outros surtam de maneira comedidas e outros ainda dizem que nunca surtaram em nada.
Não poso dizer que nunca cometi as minhas presepadas, mas informo que sempre tentei ser de maneira contida. Tenho uma gargalhada de assustar qualquer criancinha desavisada, mas tento em vão segura-la na garganta e quanto mais prendo pior ela fica.... Vai entender??
Pior é o meu soluço - parece um sapo na garganta.... já passei cada vexame por conta disso e as coisas que fiz para me livrar do bendito são alvos de pura gargalhada , pois água, sustos, prender a respiração, contar até dez, pular, tem horas que nada disso faz o tal soluço passar e a cada outro aumenta o desespero para que  acabe logo.
Temos ações que são completamente loucas e ensandecidas que muitas vezes quando nos damos conta temos que rir de nós mesmos. Não adianta ter vergonha de nós, porém exigimos um minimo de respeito para com o outro, até porque ninguém é obrigado a sentir o chulé do outro...
Tem horas que quero fugir deste mundo creu porque ele tem sido frio triste desleixado..... mas daí vem outras tantas ideias que logo aborto esta ideia de sumir. Surto por não poder mover o mundo e perceber que ele me move, contudo o movo quando tomo ações que beneficia a todos .....
Complicado.
Somos todos um tanto loucos por nossas vidas ora mais ora menos. Mas sempre somos apaixonados pela vida nem que seja a vida alheia.

domingo, 14 de agosto de 2011

Dia dos pais

Sua foto está exposta na sala, em moldura unica.
Ganhou parte da parede.

Ainda tenho foto na moldura misturada com outras ...
Sim sei que já deveria ter-la removido.
Mas faltou tempo para revelar novas

Lá fora alguém escuta Legião.
Hoje passaste o dia com seus filhos e seu pai.

E logo a minha memoria deveria falhar para isso também
insiste em tocar na raiva que ainda tenho
E a ansiedade de correr para os braços do meu pai.

Quanta falta já senti
Quanta são as alegrias que revivo em minha mente

Está fazendo um tempo confortável,
Enquanto é desconfortável teimar me ver.

Sabe o tempo é senhor das dores e das causas humanas, traz paz e esperança a cada desenlace que se dá....

No meio da minha saudade, só cabe saudade do amor, do bem e da alegria.
As magoas se foram como a tempestade que arrebenta e destrói tudo
para num segundo tempo refazer e nascer.

Lembrei de Hannah...

E se o tempo ainda me favorecer ainda terei boas lembranças dela.

Assim como sinto saudade da floresta e das historias e lembro com satisfação e saciedade de vida.
Saciedade....sentir se pleno no viver.

Aos pais ao dia de hj sintam-se saciados pela vida como protetor e construtor de suas famílias - não importando como elas são - que vejam nos seus filhos mostra da força da geração de vida quão parte sua é.
Admirem seus filhos e sintam-se admirados por eles - buscando em vós espelho e resposta para seus passos.


domingo, 7 de agosto de 2011

Praia de Guaratiba

Ontem o dia estava lindo, solar claro e radiante.
Ganhei de presente uma longa caminhada com belíssimas imagens da cidade depois do Recreio. As praias que se escondem da cidade, porque as montanhas as recobrem e as protegem do assédio da especulação imobiliária ainda, contudo não impedem que os homens deixem lixo e marquem com pixações as rochas - como forma de dizer que passaram por ali.



O mapa do lugar lindo

sábado, 6 de agosto de 2011

Cidades artificiais

Lembro que quando postei o texto sobre a Barra da Tijuca sofri varias retalhações sobre a questão da cidade de plastico sem continuidade com o restante da cidade. Fato hoje a Barra cresceu imensamente em direção ao Recreio e a Pedra de Guaratiba. Quem se lembra destes bairros no cenário carioca há 20 anos atras? Sabe muito bem quanto tudo mudou - quantos são os inúmeros condomínios de luxo que afastam as belezas naturais do lugar e por conseguinte também a destrói.  
Atualizando esta discussão o Blog Veneza - revista de arquitetura, traz um texto sobre a Cidade Jardim - que assim como foi construído em São Paulo também esta sendo erguida na Barra da Tijuca com os mesmos padrões e moldes - com a mesma ideia de cidade artificial idealizada para uma classe emergente que perdeu o seu direito a cidade (?).
Segue o link:
http://revistaveneza.wordpress.com/2011/08/01/muito-alem-do-estilo/

E ai vocês defensores deste modelo segregatório, permitindo uma cidade pra lá multipartida, para onde as avenidas são pista de corrida.....

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Meu estranho Rio que vive nas manchetes de jornais

No meio de tantas músicas tenho buscado me encontrar, mas acho que só tenho me perdido. Entre uma melodia e outra penso na cidade que vivo, nas confusões e atribulações que a tormenta.
O Rio de Janeiro andou vivendo sobe o medo dos bueiros voadores – que ainda não foram todos sanados, o medo da bala perdida, do crime sem solução, dos furtos casuais, das chuvas de verão, dos engarrafamentos de fim de tarde, são tantos medos que nem sei citar todos.
Durante a minha viajem a Três Coroas, muitos me perguntavam sobre a violência, se tinha medo de andar na rua, se eu via os tiroteios nas ruas, se vivia com medo de sair de casa, se via ou morava dentro de uma comunidade. Ouvi relatos de como viam as favelas no Rio e tive que explicar que não existe um padrão definido ou pré-acabado de favela na cidade.
Também não iria entrar no mérito da discussão sobre a definição técnica sobre favela.
Assustou-me o fato do medo ser maior que a curiosidade em saber se a cidade é realmente bonita, cheia de montanhas, se via os artistas nas ruas (isso me perguntaram também!), se tinha muito movimento ou se era muito grande.... Nada dessas questões mais aprazíveis foram lembradas. De repente achei que morava num campo de guerra ou campo minado onde a única noticia que se tem de fora é a violência, o medo e os problemas das redes subterrâneas de luz e gás, nada mais de bom e legal era noticia ou realmente valoroso.
Alias acho que a Violência já virou moda e em pouco tempo a morte violenta servira de obra de arte. Nada mais será espantoso tudo será banal.
O sexo, as drogas,a violência física espúria, as mutações e transformações físicas já são banais, vende-se e compra-se em qualquer esquina ou botequim e nem precisa sair de Três Coroas pra saber bem disso, até porque a cidade abriga um dos maiores centros de reabilitação de drogados do estado do Rio Grande do Sul; porém ninguém precisa divulgar isso, logo numa cidade que vive do setor industrial coureiro calçadista desde de sua fundação, tem a sede do maior centro budista da America Latina e ainda faz parte do maior campeonato de rafting do Brasil...
O Rio de Janeiro perdeu seu encanto.
O Cristo anda cabisbaixo e o Pão de Açúcar encoberto. A floresta da Tijuca esquecida, assim como o Maciço da Pedra Branca. Os parques e jardins têm perdido espaço para as lan hause em número de freqüentadores, assim com as ruas comerciais para os shoppings – que não muitos nesta cidade – e quem sabe em breve tudo será quase virtual (?).

Se futuro desastroso não espanta, porque a violência deveria causar medo?
A morte causa medo
A morte sem anuncio de jornal causa medo.
Compra e se vende ora violência ora futebol. Hoje por milagre na capa de um grande jornal da cidade vi uma foto da Praça Paris e as suas arvores com tons outonais – linda. Seria este tipo de coisa que gostaria de ver todos os dias na capa dos jornais, é será que isso vende?

Volto a Três Coroas e vejo a cidade limpa organizada pequena, tímida, embircada entre Gramado e Canela e Igrejinha, faz parte da passagem da rota do turismo de inverno gaúcho, contudo só tem duas pousadas, tem indústria mas faltam engenharias de relacionamento entre os outros setores da economia local.

Volto ao Rio e vou ao teatro – com muitas opções – assisto OUTSIDE o musical noir, que me serve de inspiração para falar de violência, desta que compramos sem saber e na nossa necessidade de termos sempre algo novo de ultima geração pois o de ontem já ficou totalmente ultrapassado, onde a morte se torna a ultimo tabu para o absurdo do exagero na expressão da arte, fazendo a própria morte objeto de arte a ser vendido em um espaço de visage qualquer.

O que realmente esperamos é sermos assombrados com algo inesperado e quase nunca ficamos felizes com laços de fitas e fotos dos mesmos lugares.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Um trem para as estrelas

Um Trem Para as Estrelas

Cazuza                      

São 7 horas da manhã
Vejo Cristo da janela
O sol já apagou sua luz
E o povo lá embaixo espera
Nas filas dos pontos de ônibus
Procurando aonde ir
São todos seus cicerones
Correm pra não desistir
Dos seus salários de fome
É a esperança que eles tem
Neste filme como extras
Todos querem se dar bem

Num trem pras estrelas
Depois dos navios negreiros
Outras correntezas

Estranho o teu Cristo, Rio
Que olha tão longe, além
Com os braços sempre abertos
Mas sem proteger ninguém
Eu vou forrar as paredes
Do meu quarto de miséria
Com manchetes de jornal
Pra ver que não é nada sério
Eu vou dar o meu desprezo
Pra você que me ensinou
Que a tristeza é uma maneira
Da gente se salvar depois

Num trem pras estrelas
Depois dos navios negreiros
Outras correntezas....


Em tempos musicais, esta é aque tem tocado todos os dias.  A volta das ferias e as minhas questões muitas vezes debatem com esta poesia.
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